O volume de serviços cresceu 0,9% em maio ante aos dados apresentados em abril, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com este resultado, o setor já acumula três altas nos últimos quatro meses, totalizando um ganho de 3,3% no período. O dado positivo surpreendeu o mercado e ficou acima do esperado, já que o consenso Refinitiv especulava um avanço mensal de 0,2% e anual de 8,5%.
O balanço de maio aponta que o setor está 8,4% acima do nível pré-pandemia. No entanto, o resultado deste mês ainda está 2,8% abaixo do ponto mais alto da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), alcançado em novembro de 2014.
Em relação ao período homólogo, a área acumula 9,2% de alta.
| Período | Variação (%) | |
|---|---|---|
| Volume | Receita Nominal | |
| Maio 22 / Abril 22* | 0,9 | 1,6 |
| Maio 22 / Maio 21 | 9,2 | 18,8 |
| Acumulado Janeiro-Maio | 9,4 | 16,4 |
| Acumulado nos Últimos 12 Meses | 11,7 | 17,3 |
| *série com ajuste sazonal | ||
Acumulados
Nos últimos 12 meses, o setor acumulou uma alta de 11,7% — uma queda em comparação aos 12,8% de abril e dos 13,6% de março. Assim, o setor perdeu ritmo pelo segundo mês consecutivo segundo os dados do IBGE.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, houve uma alta de 9,4% frente ao período homólogo. Quatro das cinco atividades de divulgação tiveram resultados positivos, com crescimento em 67,5% das 166 categorias investigadas.
Dentre os setores analisados, o que mais teve peso para o avanço da área foram os transportes, auxiliares aos transportes e correio (14,9%).
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Transporte de cargas impactou resultado
Maio foi impacto principalmente pelos setores de tecnologia da informação e transporte de cargas. Com a alta de 1,8%, o transporte de cargas atingiu o ponto mais alto de sua série histórica, que teve início em janeiro de 2011.
No entanto, o transporte de passageiros sofreu uma queda de 0,3% em maio, após acumular uma alta de 27,2% nos seis meses anteriores.
Com isso, o segmento segue 0,4% abaixo do nível pré-pandemia, estando 22% abaixo de fevereiro de 2014 — o ponto mais alto desde que a medição foi iniciada.
Confira o resultado em cada um dos segmentos em maio:
Serviços prestados às famílias: 1,9%
Serviços de alojamento e alimentação: 1,1%
Outros serviços prestados às famílias: -0,9%
Serviços de informação e comunicação: 0,9%
Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC): 1,5%
Telecomunicações: 0,7%
Serviços de tecnologia da informação: 2,4%
Serviços audiovisuais: 1,5%
Serviços profissionais, administrativos e complementares: 1,0%
Serviços técnico-profissionais: 1,1%
Serviços administrativos e complementares: 1,0%
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 0,9%
Transporte terrestre: 2,0%
Transporte aquaviário: 4,8%
Transporte aéreo: -6,4%
Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 0,2%
Outros serviços: 3,1%
Regiões
Em maio, o setor de serviços registrou alta em 16 das 27 unidades da Federação.
Veja os principais resultados:
São Paulo: 0,6%
Minas Gerais: 3,3%
Santa Catarina: 3,3%
Mato Grosso do Sul: 5,3%
Amazonas: 3,7%
Pernambuco: -3,1%
Rio de Janeiro: -0,2%
Mato Grosso: -1,7%
Paraná: -0,4%
No acumulado de 2022, Rondônia registrou a única queda entre os locais pesquisados, de 1%. Os principais impactos positivos vieram de São Paulo (11,0%), seguido por Minas Gerais (12,0%), Rio Grande do Sul (15,5%), Bahia (12,2%) e Rio de Janeiro (2,4%).
Recuperação da pandemia
Das 5 atividades do setor, 4 conseguiram recuperar o patamar de antes da pandemia, que provocou uma queda considerável no setor devido ao isolamento social.
Tendo como base todos os segmentos, os serviços para as famílias são os que mantém a maior distância do patamar anterior à pandemia da Covid-19.
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