Bolsas mundiais recuam antes de divulgação dos dados de inflação nos EUA

Bolsas mundiais caíram. (Foto: Pexels)

Com a expectativa dos dados de inflação nos Estados Unidos, as bolsas mundiais caíram. A maioria dos mercados asiáticos fechou com baixa, seguindo a direção dos índices futuros de NY e as bolsas da Europa nesta segunda-feira (11).

O recuo se dá pela ansiedade dos investidores aguardando pelos principais dados de inflação nos EUA e o início da temporada dos balanços comerciais de grandes empresas. 

Na China, as preocupações com o covid-19 se tornaram ainda mais crescentes, em especial com a informação de que Xangai teria encontrado uma nova subvariante da ômicron. 

Em solo brasileiro, a PEC dos Auxílios continua repercutindo. Segundo as prospecções, a proposta, que deve custar R$ 41 bilhões, deve ser votada amanhã (12) na Câmara dos Deputados. 

Com o fim da greve dos servidores do Banco Central, a divulgação do boletim Focus volta ao normal, com divulgação às 8h25 (horário de Brasília) da segunda-feira (11). 

Estados Unidos  

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos EUA operam negativamente, com Wall Street aguardando pelo início da safra de balanços do segundo trimestre e novos dados de inflação.  

O ânimo dos investidores aumentou depois que o relatório do payroll veio mais forte do que o esperado, demonstrando que a desaceleração econômica que tanto preocupava os investidores ainda não são uma realidade. 

Confira o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,54% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,60% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,74% 

Agenda movimentada na bolsa

A semana contará com uma agenda movimentada. O índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) do mês passado será divulgado na quarta-feira (13) e deve mostrar uma aceleração da escalada de preços, que avançou 1% em maio na comparação de abril. A previsão é de que em junho a alta seja de 1,1%, segundo o Refinitiv. 

Na próxima quarta-feira (13) sai o Livro Bege — um sumário da situação econômica nos 12 distritos do Federal Reserve. O documento deve mostrar os efeitos dos juros mais altos na economia americana.

Divulgação de balanços  

Grandes empresas norte-americanas devem divulgar os seus resultados nesta semana, com a PepsiCo e a Delta Air Lines divulgam seus resultados entre terça (12) e quarta-feira (13). No entanto, a temporada de balanços deve ter início oficialmente na quinta-feira (14) nos Estados Unidos. 

Ásia 

China enfrenta temor com novas ondas do covid-19. (Foto: Pexels)
China enfrenta temor com novas ondas do covid-19. (Foto: Pexels)

A grande maioria dos mercados asiáticos fechou no vermelho, principalmente o índice  Hang Seng, de Hong Kong, que recuou 3% após a notícia de que a China impôs multas aos pesos pesados das lojas Tencent e Alibaba por não cumprirem as regras impostas em suas transações. 

As ações em Hong Kong ainda foram impactadas pela notícia de que todas as empresas comerciais e industriais em Macau irão fechar por uma semana para impedir os avanços do covid-19. 

  • Shanghai SE (China), -1,27% 

  • Nikkei (Japão), +1,11% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -2,77% 

  • Kospi (Coreia do Sul), -0,44% 

Europa 

Assim como os demais, os mercados europeus recuaram nesta segunda-feira (11), com os investidores ansiosos pela divulgação da inflação dos EUA. 

Além disso, outro fator que pesa em solo europeu é a incerteza política no Reino Unido depois que o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou que renunciaria ao cargo de líder do Partido Conservador na semana passada – causando insegurança nos investidores britânicos. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,89% 

  • DAX (Alemanha), -0,95% 

  • CAC 40 (França), -1,03% 

  • FTSE MIB (Itália), -0,67% 

Ibovespa 

Bolsa fecha em queda 

Ibovespa continua em queda. (Foto: Pexels)
Ibovespa continua em queda. (Foto: Pexels)

O Ibovespa fechou em queda de 0,43% na última sexta-feira (8). No entanto, o saldo da semana foi positivo, com alta de 1,35%, chegando aos 100.288 pontos. O índice acompanhou os mercados norte-americanos, em que os benchmarks fecharam em leve queda. 

As ações mais negociadas do dia foram: Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Ishares Bova (BOVA11). As maiores altas do dia foram impulsionadas por Azul (AZUL4), Cielo (CIEL3) e Via (VIIA3). 

As maiores baixas foram Hapvida (HAPV3), CVC (CVCB3) e Sul América (SULA11). 

Petróleo tem aumento 

Na última sexta-feira (08), o barril Brent para agosto teve o seu preço subindo 2,23%, a US$ 106,98. Com isso, as ações da 3R Petroleum (RRRP3) subiram 3,14%. As ordinárias da PetroRio (PRIO3) avançaram 2,45%. 

Aéreas são destaques 

Ainda entre as maiores altas, ficaram as ações preferenciais da Azul (AZUL4) e da Gol (GOLL4), com mais 6,23% e 2,17%, com as companhias se recuperando das baixas recentes e aproveitando a queda do dólar. 

Varejistas se recuperam 

As varejistas também foram destaques, com os papéis ordinários da Magazine Luiza (MGLU3) subindo 2,34% e os da Via (VIIA3), 2,13%. 

Cenário brasileiro

A PEC dos Auxílios, que deve custar R$ 41 bilhões ao governo, deve ser votada nesta terça-feira (12) em segundo turno na Câmara dos Deputados.

A votação foi adiada devido ao baixo número de presentes na sessão da quinta-feira (7).

Commodities 

As cotações de petróleo sofreram um recuo no início desta semana — com as preocupações sobre a recessão e as restrições da covid-19 na China pesando sobre a decisão dos investidores. 

  • Petróleo WTI, -1,97%, a US$ 102,77 o barril 

  • Petróleo Brent, -1,54%, a US$ 105,37 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 3,26%, a 741,00 iuanes, o equivalente a US$ 110,50 

Bitcoin 

  • Bitcoin, +0,39% a US$ 20.527,54 (em relação à cotação de 24 horas atrás).

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