As bolsas mundiais reagiram positivamente após a divulgação da última ata do Federal Reserve (Fed) nesta quarta-feira (06). Com isso, os índices futuros de Nova York e as bolsas da Europa subiram exponencialmente na manhã desta quinta-feira (07), acompanhando os mercados asiáticos.
Embora as autoridades do Fed tenham reiterado que adotaram uma postura dura para conter a inflação — apontando que outra alta de 50 ou 75 pontos-base “seria apropriada” na próxima reunião do grupo — as bolsas subiram.
O temor por uma possível recessão continua a ser uma realidade em Wall Street — mas o mercado antecipa que a temporada que se inicia neste segundo semestre deve ser de lucros voláteis.
Em indicadores, haverá a divulgação do ADP, que mede os empregos privados. Às 9h30, sai o dado semanal de auxílio-desemprego, com previsão de 230 mil.
O dia será agitado nos mercados, com o Banco Central Europeu divulgado a data de sua última reunião. Já na China, Xangai registrou o maior número de infecções por covid desde maio, aumentando a preocupação de que haja bloqueios severos para conter a nova onda de infecção.
Estados Unidos

Os índices futuros dos Estados Unidos estenderam os ganhos e operam em alta nesta quinta-feira (07), com a ata do Fed ainda repercutindo.
Embora o Fed tenha citado a inflação, o foco do mercado continua a ser a recessão. Para alguns investidores, a ata chegou desatualizada em meio ao cenário atual. Agora os investidores aguardam pela divulgação do payroll nesta sexta-feira (08).
Confira o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), +0,24%;
- S&P 500 Futuro (EUA), +0,24%;
- Nasdaq Futuro (EUA), +0,41%.
Europa
Acompanhando a alta das bolsas mundiais, os mercados europeus operaram em alta nesta manhã, com a ata do Fed ainda repercutindo.
A libra esterlina subiu com a especulação de que o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, deve renunciar na quinta-feira (07), após mais de 50 renúncias de seu governo, com diversos escândalos sendo expostos.
- FTSE 100 (Reino Unido), +0,63%;
- DAX (Alemanha), +1,36%;
- CAC 40 (França), +1,46%;
- FTSE MIB (Itália), +1,88%.
Ásia

Os mercados asiáticos também fecharam positivo, liderados pelos ganhos na Coreia do Sul. A bolsa chinesa de Xangai teve uma leve alta após as preocupações com o covid-19 voltarem com força.
Com a crise, a cidade de Pequim disse que as vacinas contra a Covid serão necessárias para entrar em centros esportivos, locais de entretenimento e muito mais a partir da próxima semana.
De acordo com informações do Bloomberg, o Ministério das Finanças chinês avalia permitir que os governos vendam o equivalente a 1,5 trilhão de yuans (US$ 220 bilhões) em títulos especiais no segundo semestre visando sustentar a economia do país.
- Shanghai SE (China), +0,27%;
- Nikkei (Japão), +1,47%;
- Hang Seng Index (Hong Kong), +0,26%;
- Kospi (Coreia do Sul), +1,84%.
Commodities
As cotações de petróleo registraram alta após ter apontado uma leve queda nesta quinta-feira (07). A situação reflete a preocupação com uma possível recessão global sobre a demanda por petróleo.
- Petróleo WTI, +0,83%, a US$ 99,35 o barril;
- Petróleo Brent, +0,84%, a US$ 101,54 o barril;
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 3,91%, a 756,50 iuanes, o equivalente a US$ 112,86.
Ibovespa
Bolsa fecha em alta

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em alta de 0,43% quarta-feira (06), chegando aos 98.718 pontos.
Após começar o dia positivo, o pregão caiu ao longo de boa parte do dia, mas conseguiu zerar as perdas e fechar o pregão positivo — influenciado pelo desempenho de Nova York.
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As ações mais negociadas do dia foram: Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), e Magazine Luiza (MGLU3). As maiores altas do dia foram impulsionadas por Via (VIIA3), Americanas (LAME4) e YDUQS (YDUQ3).
As maiores baixas foram Azul (AZUL4), 3R Petroleum (RRRP3) e Gol (GOLL4).
Commodities continuam a pesar no Ibov
Assim como no pregão anterior, as commodities continuaram a pesar negativamente no Ibovespa, acompanhando o temor global por uma recessão. O petróleo chegou a cair 3% e as empresas petrolíferas seguiram esta queda.
Entre as maiores quedas do Ibovespa, ficaram as ações ON da 3R Petroleum (RRRP3), com menos 5,60%. As ON e PN da Petrobras (PETR3;PETR4) caíram, respectivamente, 1,51% e 1,28%.
Companhias aéreas lideram quedas
As companhias aéreas também pesaram no Ibovespa, com destaque negativo para as preferenciais da Azul (AZUL4) e da Gol (GOLL4) caíram 5,67% e 4,81%.
A queda exponencial se dá pela nova alta do dólar, já que a moeda americana avançou 0,60% frente ao real — prejudicando o poder de compra dos brasileiros e adiando os planos de viagens internacionais, por exemplo, o que impacta diretamente estas empresas.
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Cenário brasileiro
No Brasil, a PEC dos auxílios deve ser votada nesta quinta-feira (07) na Comissão Especial e no plenário da Câmara, solucionando este evento que vem se arrastando a dias.
À imprensa, o relator da proposta, Danilo Forte (União-CE), descartou alterações no texto. Segundo o deputado, a ideia é acelerar a promulgação da proposta e já acelerar o pagamento do benefício.
Outro fato relevante em território brasileiro é que será divulgado o IGP-DI de junho, com previsão de alta de 0,59%, e o Consumo de Energia (CCEE) semanal. Haverá também a divulgação do IBC-Br às 16h30.
Bitcoin
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