Renda fixa: entenda o que é e quais são os seus investimentos

Renda fixa é alternativa para iniciantes no 'mundo dos investimentos'. (Foto: Pexels)

Você já ouviu falar que a ‘renda fixa’ é a nova Poupança? A difusão de conteúdos com foco em economia possibilita que a educação financeira chegue para cada vez mais pessoas — principalmente para os chamados “poupadores”, que são aquelas pessoas com uma vida financeira equilibrada e que sempre buscam guardar parte de sua renda. 

Normalmente, os “poupadores” guardam esta quantia na Poupança — tanto porque é extremamente fácil transferir essa quantia, assim como resgatar também é super simples. Há anos se fala que a poupança não é o local mais rentável para manter os investimentos e sempre a renda fixa é citada. 

Para muitos, isso é motivo de confusão, já que muito se fala sobre o termo, mas são várias as opções de investimento, deixando algumas pessoas sem saber ao certo como dar os primeiros passos no mundo dos investimentos.  

Afinal, o que é a tão falada renda fixa? 

Renda fixa é alternativa a Poupança. (Foto: Pexels)
Renda fixa é alternativa a Poupança. (Foto: Pexels)

Esta espécie de investimento é chamada de ‘fixa’ justamente por ter um rendimento previsível. Ela pode contar com percentual fixado mensalmente ou estar atrelada a algum indicador econômico, como a taxa Selic, o CDI ou até mesmo a inflação, protegendo o seu capital em momentos como o atual — em que no ano passado, por exemplo, a inflação ultrapassou os 10%. 

Para que serve? 

É a modalidade de investimento mais buscada pelas pessoas que buscam rendimentos com estabilidade e segurança — também sendo o primeiro passo para as pessoas que querem deixar a Poupança. 

É a primeira categoria de investimento que uma pessoa que não tem experiência com este universo deve buscar, em especial para montar a reserva de emergência e ter uma base sólida em seu patrimônio.  

Em momentos que a Bolsa de Valores atinge os seus ápices, sempre há quem siga a ‘manada’ e invista todo o seu patrimônio, o que é errado — principalmente para quem está começando. É preciso estudar os investimentos em que se aporta e buscar segurança em um primeiro momento é essencial para construir um patrimônio sólido. 

Qual o indicador mais comum? 

Na renda fixa, o indicador econômico mais comum é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que segue de perto a taxa básica de juros. Sempre é recomendado pelos analistas encontrar investimentos que tenham uma rentabilidade superior aos 100% do CDI. 

No entanto, na atual conjuntura é possível encontrar investimentos bem superiores a estes em corretoras de valores como o BTG Pactual, por exemplo. 

Ela não é um investimento em si e sim uma categoria

Como dito anteriormente, ela possui diversos indexadores e não é um investimento em si, mas sim uma categoria. Existem diversas categorias de investimentos dentro dela, classificados pelos riscos, emissor, rentabilidade e tempo. 

Algumas das opções de renda fixa são: 

  • Poupança — um dos piores investimentos da renda fixa;
  • CDB; 
  • Tesouro Direto; 
  • LCI e LCA; 
  • LC; 
  • CRI/CRA. 

Vale lembrar que os títulos podem ser emitidos por instituições financeiras privadas ou públicas. 

Como funciona este investimento? 

Na renda fixa, você empresta o seu dinheiro para o emissor, seja ele um banco ou o próprio governo federal. Em troca deste “empréstimo”, você recebe uma taxa de rentabilidade — que será o seu lucro — definida no ato da compra. 

O valor captado pode ser utilizado para diversos fins, entre eles: pagamento de dívidas, financiamento de projetos ou o desenvolvimento de certas áreas, como o mercado imobiliário ou o agronegócio. 

Quanto o investimento deve render? 

De uma maneira geral, espera-se que um investimento na renda fixa renda, no mínimo, 100% do CDI. Caso haja isenção de impostos, um ativo de renda fixa como as LCIs e as LCAs pode render menos que 100% de CDI. 

Caso o investimento seja menor a este valor, você pode até estar ganhando mais do que na Poupança, mas ainda assim significa que você aplicou em um ativo que teve um desempenho abaixo da principal referência de mercado — e poderia ter faturado mais. 

Existem investimentos mais rentáveis na renda fixa? 

Tesouro Direto é uma das opções mais buscadas. (Foto: Pexels)
Tesouro Direto é uma das opções mais buscadas. (Foto: Pexels)

O Tesouro Selic, por exemplo, é um investimento extremamente seguro que oferece praticamente 100% do CDI mais uma taxa. Ele possui liquidez diária e pode ser uma excelente opção para alocar a sua reserva de emergência. 

Existem rendimentos mais rentáveis na renda fixa, mas é preciso abrir ‘mão’ de alguns fatores como segurança, liquidez ou prazo.

É o caso do Tesouro IPCA+, que pode render muito mais que o Tesouro Selic — ainda mais em um momento de alta inflação, como é o atual — mas neste caso se abre mão da liquidez. 

Mesmo que não seja o indicado, você tem a liberdade de vender o título antes do prazo, mas caso o mercado não esteja em um momento favorável, você pode perder dinheiro — já que o Tesouro IPCA sofre com a chamada marcação a mercado — oscilando conforme o dia. 

Vantagens 

  • Rentabilidade estável; 
  • Segurança do FGC; 
  • Facilidade de aplicação e resgate; 
  • Acessível para todos; 
  • Diversificação — Permite investir no setor imobiliário (LCI), agronegócio (LCA) e empresas (debêntures); 
  • Alguns investimentos como os CDBs possuem liquidez diária; 
  • Isenção — algumas aplicações de renda fixa contam com a isenção de impostos, como é o caso da LCI e LCA. 

Desvantagens 

  • Carência — alguns deles possuem prazo de carência, em que você não pode solicitar o resgate antecipado. Caso você precise do valor, terá que pagar multas; 
  • Taxas — A renda fixa possui certas taxas e tributos. Para investir no Tesouro Direto, por exemplo, é preciso pagar IR e IOF. 

Conheça alguns dos investimentos da Renda fixa 

  • Títulos pós-fixados — são aplicações com taxa de rentabilidade atrelada a um indexador da economia, como a taxa Selic e o CDI. Assim, o emissor paga um percentual deste índice, por exemplo, 120% do CDI ao ano.  
  • Títulos híbridos — este título é um ‘misto’ de pós-fixado e pré-fixado, ou seja, sua rentabilidade está atrelada ao IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo), índice que mede a inflação, além de oferecer uma taxa fixa de rendimento. 
  • Títulos prefixados — Nesta modalidade, você tem uma rentabilidade anual fixada no ato da compra, ou seja, ao contratar este investimento, você sabe o quanto irá render até a data de resgate. 

No site da BM&F Bovespa, você encontra a listagem das instituições autorizadas, pois é muito importante investir por uma que seja de confiança, como o BTG Pactual, o maior banco de investimentos da América Latina.

Quer turbinar os seus investimentos em renda fixa? Então preencha este formulário que um assessor da BBI Capital entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis! 

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