Mais de 100 anos depois de sua criação, a Poupança continua a ser um dos investimentos mais populares do Brasil, tanto é que muitos acreditam que essa é o jeito mais fácil de investir para os que tem pouco conhecimento.
Embora investimentos tenham se difundido nos últimos anos com a força da ‘internet’ e de plataformas como o YouTube, o termo investimento é praticamente um sinônimo da velha caderneta de Poupança para a maioria dos brasileiros.
Em 2021, segundo o Banco Central (BC), os saques superaram os depósitos em R$35,4 bilhões. Ou seja, as pessoas estão saindo mais do que entrando na Poupança. No entanto, segundo o ‘Raio X do Investidor 2022’, idealizado pela Anbima, a Poupança permanece como a grande ‘queridinha’ dos brasileiros, com aplicações de 23% da população do país.
Por que as pessoas gostam da Poupança?
Durante muitos anos, o termo “Investimento” era associado no imaginário popular apenas a pessoas com um alto capital decorrente de heranças. Com isso, para a maioria da população o investimento viável era a poupança — fazendo com que ela se estabelecesse como a alternativa perfeita para os chamados “poupadores”.
Desde que as pessoas começam a trabalhar já são aconselhadas a guardar qualquer dinheiro a mais que recebem na poupança. No entanto, mesmo que o gesto incentive as pessoas a adquirirem o hábito de poupar, a caderneta está longe de ser um bom investimento.
Por anos, a maior parte da população acreditou que essa era a única alternativa para multiplicar o seu patrimônio de forma segura. Embora a aplicação conte com a proteção do FGC, ela é pouco rentável e existem investimentos com rendimentos superiores na renda fixa.
O que leva os investidores optarem pela poupança?

Sempre que alguém cita que a poupança não é um bom investimento, há quem cite a segurança que essa aplicação proporciona. De fato, os riscos envolvidos nessa modalidade são mínimos comparados a outros de caráter agressivo.
Além disso, outro ponto que pesa na decisão do investidor é a comodidade, afinal, é possível retirar o investimento a qualquer momento e com poucos passos se transfere o capital da conta-corrente para a poupança.
Outros fatores que influenciam esta decisão é a educação financeira deficitária, a ausência de ajuda especializada, conhecimento específico e a cultura nacional de evitar falar sobre renda abertamente.
Perde-se dinheiro com a poupança
Embora o processo de abertura seja facilitado — já que hoje em dia não é preciso sequer se dirigir a um banco físico para abrir a conta Poupança, o seu grande “problema” é que além do retorno ser muito baixo, é possível até mesmo perder dinheiro com este investimento.
A afirmação pode ser uma grande surpresa para várias pessoas, mas os números não mentem. Em 2021, por exemplo, o rendimento foi de apenas 2,94% no ano. Somada a inflação de 10,06% neste período, o retorno foi negativo. Ou seja, quem tinha capital investido perdeu dinheiro.
Este efeito se dá porque o lucro praticamente irrisório da poupança quando comparado à inflação do período acaba sofrendo perdas.
Desta forma, mesmo que o investidor pense que teve algum lucro em cima do montante que havia depositado, ainda sim, ele teve perdas, pois o ‘lucro’ foi inferior ao IPCA do período, não conseguindo manter o poder de compra quando for sacar este investimento.
Onde posso investir?

Na própria renda fixa – em que se tem previsibilidade dos ganhos – existem diversos investimentos que contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), sendo tão seguros quanto a Poupança, mas com rendimentos superiores. Alguns deles são:
Tesouro Direto
Nesta modalidade, o investidor basicamente “empresta” uma determinada quantia ao Governo Federal para que ele possa investir em algumas áreas do Brasil, como em obras de infraestrutura, para adquirir equipamentos — além de ser um valor destinado aos custos do Estado.
Por este “empréstimo”, é combinada uma data na hora em que o investidor compra o título do tesouro direto para que ele receba o montante mais os juros do período — que podem ser medidos pela Taxa Selic, o IPCA ou uma taxa pré-fixada.
O risco deste título é bem baixo, já que se está emprestado dinheiro diretamente para o Tesouro Nacional, a instituição mais segura do país.
CDB
Os CDBs (Certificado de Depósito Bancário) é outra opção para os avessos a risco, já que assim como a Poupança, tem a proteção do FGC. No entanto, na atual conjuntura econômica — com a Selic nas alturas, é possível se obter uma rentabilidade muito maior que a da poupança.
Ao aplicar em um CDB, você está investindo o seu capital em uma instituição bancária, que usará essa quantia para subsidiar empréstimos e financiamentos para seus clientes.
Vale lembrar que essa categoria de investimento é tributada pelo Imposto de Renda (IR). No entanto, mesmo com a tributação, o lucro que se obtém com o CDB ainda é superior à Poupança.
O rendimento da Selic gira em torno de 70% do Valor da Selic. Assim, com um CDB que paga 100% do CDI, você já tem um lucro superior à velha caderneta.
LCI e LCA
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são aplicações financeiras diretamente ligadas ao mercado imobiliário. Além de ser mais rentável do que a Poupança, esse investimento ainda tem outro atrativo: a isenção de imposto.
Isso acontece porque o governo tem o intuito de fortalecer certas áreas econômicas no país e, por isso, beneficia certos investimentos com a isenção, como no caso da LCI e da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), outro setor de forte impacto econômico para o Brasil.
Além disso, esse investimento ainda tem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No entanto, vale salientar que todo investimento requer contas, já que em alguns casos, um CDB ainda é mais rentável do que uma LCA mesmo pagando imposto. Por isso, lembre-se de fazer sempre fazer os cálculos.
Quer saber mais sobre investimentos de renda fixa? Então preencha este formulário que um assessor da BBI Capital entrará em contato para te ajudar a alavancar o seu patrimônio!

