O IPC-S (Índice de Preço ao Consumidor — Semanal), um dos indicadores que mede a inflação no país, subiu 0,67% na quadrissemana de junho depois de subir 0,50% no mês anterior. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Nos últimos 12 meses, o IPC-S acumula alta de 10,31%, ante 10,28% registrado na quadrissemana anterior. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (01ª) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre).

Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação:
- Comunicação: de -0,49% para -1,08%;
- Habitação: de 0,62% para 0,43%;
- Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,59% para 0,42%;
- Vestuário: de 1,47% para 1,26%;
- Despesas Diversas: de 0,28% para 0,13%;
- Educação, Leitura e Recreação: de 2,76% para 2,06%.

Fonte: FGV IBRE
Nesta última categoria vale ressaltar que o item ‘passagem aérea’ variou 9,43%, ante 12,64% na edição anterior do IPC-S. Além disso, cabe destacar que outras classes de despesa também sofreram variações substanciais:
- Combo de telefonia, internet e TV por assinatura: de -1,23% para -2,59%;
- Taxa de água e esgoto residencial: de 2,21% para 1,09%;
- Artigos de higiene e cuidado pessoal: de 0,23% para -0,68%;
- Calçados masculinos: de 1,25% para 0,84%;
- Tarifa postal: de 2,03% para 0,21%.
Em contrapartida, a alta dos preços de alimentação acelerou o IPC-S, indo de 1,01% para 1,30%. A área de Transportes também apresentou um avanço em relação à medição passada, passando de 0,11% para 0,18%. Nestas classes de despesa, os itens que mais se destacaram foram as frutas (-1,60% para 0,62%) e a gasolina (-0,16% para 0,18%).
O que é o IPC-S
O Índice de Preços ao Consumidor mede semanalmente a variação do custo de vida para famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos. O cálculo tem como foco detectar com rapidez o impacto imediato da inflação nos preços dos produtos e serviços consumidos cotidianamente pelas famílias.
Para o levantamento, a FGV verifica os preços em sete capitais brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, considerado setores como Alimentação, Habitação, Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Vestuário, Transportes e Despesas Diversas.
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