IPCA sofre alta de 0,67% em junho, diz IBGE

Alimentação se destacou como o maior impacto do IPCA. (Foto: Pexels)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerada a inflação oficial do país, acelerou para 0,67% em junho ante a alta de 0,47% em maio. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (08). 

Com esse resultado, o IPCA atingiu a maior taxa de juros para um mês desde junho de 2018, quando havia acumulado uma alta de 1,26%. 

Inflação no ano 

Em 2022, a inflação já acumula 5,49% e, nos últimos 12 meses, 11,89% ante os 11,73% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2021, a variação havia sido de 0,53%. 

Com esse resultado, já são 10 meses seguidos que a inflação anula roda acima dos dois dígitos — um resultado duas vezes acima do teto meta oficial para este ano. 

A inflação veio abaixo do esperado por todos os especuladores, mas ainda assim a inflação acumulada em 12 meses já é considerada a maior para um mês de junho desde 2003, quando foi de 16,57%. 

PeríodoTaxa
Junho de 20220,67%
Maio de 20220,47%
Junho de 20210,53%
Acumulado do ano5,49%
Acumulado nos últimos 12 meses 11,89%

Alta disseminada em várias áreas 

Segundo o IBGE, todos os nove grupos pesquisados tiveram uma alta de preços em junho. O grupo que teve a maior variação foi o de Vestuário, que acumulou alta de 1,67%. O maior impacto veio de Alimentação (0,80%), que respondeu a 0,17 ponto percentual do IPCA. 

Confira a inflação de junho para cada um dos grupos pesquisados: 

  • Alimentação e bebidas: 0,80% 

  • Habitação: 0,41% 

  • Artigos de residência: 0,55% 

  • Vestuário: 1,67% 

  • Transportes: 0,57% 

  • Saúde e cuidados pessoais: 1,24% 

  • Despesas pessoais: 0,49% 

  • Educação: 0,09% 

  • Comunicação: 0,16% 

Vilões da inflação 

Em relação ao impacto individual, o grande destaque foram os planos de saúde (2,99%), que representou 0,10% ponto percentual do IPCA do mês anterior.  Este efeito é uma consequência direta do reajuste de até 15,5% para os planos individuais autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 26 de maio. 

Entre os transportes, as passagens aéreas dispararam 11,32%, acumulando alta de 122,40% em 12 meses. 

Já no grupo dos combustíveis, o óleo diesel acumulou uma alta de 3,82%. Por outro lado, a gasolina registrou uma queda de 0,72% e o etanol teve um recuo de 6,41%. 

Inflação acima da meta pela 2ª vez 

Com este resultado, a expectativa é de que a inflação fique acima da meta pelo segundo ano seguido. Em 2021, a inflação fechou o ano em 10,06%, acima do teto da meta (5,25%), representando o maior aumento desde 2015. 

IPCA meta para este ano 

A meta de inflação para este ano ficou em 3,5%. Ela será considerada cumprida pelo governo federal oscilar entre 2% e 5%. 

Para diversos economistas, a expectativa é de desaceleração a partir de julho, em especial com as medidas tomadas para reduzir impostos, como o teto aprovado para a cobrança de ICMS sobre a energia elétrica, combustíveis e outros serviços tidos como essenciais. 

Meta de IPCA para 2023 

Para o próximo ano, a meta de inflação foi fixada em 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. 

Para evitar que a inflação ultrapasse a meta, o Banco Central tem tomado medidas monetárias para conter a inflação. A taxa básica de juros (Selic) está atualmente em 13,25% ao ano, o maior patamar desde 2016. 

Em outras ocasiões, o BC indicou que os juros ficarão em patamar elevado por um período maior de tempo. 

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