Futuros dos EUA e bolsas da Europa recuam antes do payroll

Bolsas mundiais aguardam resultado do payroll. (Foto: Pixabay)

Os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa recuaram, enquanto os mercados asiáticos fecharam sem ter um norte certo na manhã desta sexta-feira (08), com os investidores tendo como foco os dados de empregos dos Estados Unidos. 

Segundo o Refinitiv, deve haver a criação de 268 mil vagas de emprego em junho. A taxa de desemprego deve permanecer estável em 3,6% — o que impactará diretamente a expectativa pela inflação e as bolsas.

As atenções dos investidores globais estão concentradas nos Estados Unidos, aguardando pelo relatório de emprego de junho, que deve demonstrar outro período de altas contratações — com o mercado se esforçando para evitar uma possível recessão e desaceleração econômica — que vem sendo especulada há meses. 

Para o Banco Central americano (Fed) este é um dado importante para traçar o curso que a política monetária norte-americana deve adotar nos próximos meses para conter a inflação. 

Estados Unidos 

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos EUA sofreram uma queda na manhã desta sexta-feira (08) antes de o relatório de empregos ser divulgado. O documento é considerado essencial para que o Fed avalie os rumos da política monetária do país — que serve de base para o mercado financeiro avaliar uma provável recessão. 

Apesar da queda, os índices seguem para mais uma semana positiva. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,33% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,38% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,46% 

Ásia 

China enfrenta temor com novas ondas do covid-19. (Foto: Pexels)
China enfrenta temor com novas ondas do covid-19. (Foto: Pexels)

Já os mercados asiáticos fecharam de forma mista, com destaque para Nikkei — que perdeu os ganhos que acumulava após vir à público que o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe foi gravemente ferido em um tiroteio. Após o fechamento do mercado, foi confirmada a morte do executivo. 

À imprensa local, o primeiro-ministro Fumio Kishida disse que foi um “ato desprezível e bárbaro que ocorreu no meio de uma eleição, sendo a base da democracia”. 

Segundo a Reuters, Abe era considerado um dos nomes de peso do Partido Liberal Democrata do Japão. 

  • Shanghai SE (China), -0,25% 

  • Nikkei (Japão), +0,10% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,38% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,70% 

Europa 

Europa teme alta da inflação. (Foto: Pexels)
Europa teme alta da inflação. (Foto: Pexels)

Nesta sexta-feira (08), os mercados europeus sofreram com uma baixa — também com a expectativa do que o relatório de emprego dos EUA trará de novidade e o posicionamento do Fed após essa divulgação. 

Após Boris Johnson anunciar que deixaria o cargo após mais de 50 renúncias de seu governo, a libra caiu nesta manhã para apagar os ganhos que acumulou no período anterior. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,23% 

  • DAX (Alemanha), -0,40% 

  • CAC 40 (França), -0,72% 

  • FTSE MIB (Itália), -0,10% 

Commodities 

Após acumular alta nos últimos dias, as cotações do petróleo sofreram um recuo nesta manhã, com os investidores divididos entre o temor por uma recessão global e a preocupação de que a demanda pelos ‘commodities’ caiam. 

  • Petróleo WTI, -0,64%, a US$ 102,07 o barril 

  • Petróleo Brent, -0,17%, a US$ 104,47 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 0,67%, a 755,50 iuanes, o equivalente a US$ 112,72 

Agenda internacional impacta bolsas

A semana terá fim com a divulgação do payroll. Segundo o Refinitiv, o mercado projeta uma desaceleração na abertura de postos de trabalho, de 390 mil em maio para 268 mil em junho. 

Já na China, será divulgada nesta sexta-feira (08) os índices de preços ao consumidor e ao produtor. 

Ibovespa 

Bolsa fecha em alta e recupera os 100 mil pontos 

Bolsa subiu; Ibov teve alta. (Foto: Pexels)
Bolsa subiu; Ibov teve alta. (Foto: Pexels)

Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em alta de 2,03% nesta quinta-feira (07), chegando aos 100.729 pontos. 

O principal índice da Bolsa acompanhou os índices de Nova York, impulsionada pelos ‘commodities’ — que tiveram uma alta exponencial. 

As ações mais negociadas do dia foram: Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4). As maiores altas do dia foram impulsionadas por YDUQS (YDUQ3), CVC (CVCB3) e MRV (MRVE3). 

As maiores baixas foram JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e Suzano (SUZB3). 

‘Commodities’ lideram altas nas bolsas

Metalúrgicas, mineradoras e petroleiras lideraram as altas e pesaram na recuperação do Ibovespa. Os papéis PN da Gerdau (GGBR4) subiram 5,76%. As ações ON da CSN (CSNA3) e da Vale (VALE3) subiram 5,29% e 2,91%, respectivamente. Já a Petrobras (PETR3; PETR4) teve seus ativos ON e PN valorizando 2,96% e 2,93%. 

Cenário brasileiro 

Em solo brasileiro, haverá a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho.  

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgará o desempenho da indústria brasileira referente a junho. A Fenabrave deve divulgar o número de emplacamentos na terça-feira. 

PEC dos auxílios 

Devido ao baixo quórum para a votação da PEC dos auxílios, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu adiar para a próxima terça-feira (12) a votação da PEC dos Auxílios — que visa criar novos programas sociais e ampliar os existentes. 

No entanto, a PEC — que parecia que seria votada nesta quinta-feira (07) — parece longe de ser aprovada. O deputado Nereu Crispim (PSD-RS) ajuizou nesta quinta-feira (7) um pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda a tramitação da PEC dos Auxílios. 

Bitcoin 

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