Os mercados asiáticos recuaram nesta terça-feira (12), assim como os índices futuros de Nova York e as bolsas europeias recuaram na abertura de mercado — com os investidores antecipando uma temporada volátil, que já vinha sendo especulada para este período há meses.
A instabilidade se deve também com a expectativa dos investidores para a última leitura de inflação (CPI, na sigla em inglês) dos EUA na quarta-feira.
Grande parte do mercado especula que haja uma queda nas previsões dos lucros das empresas devido ao cenário econômico que o mercado norte-americano vem enfrentando — com o aumento das taxas de juros e a pressão da inflação.
Bolsas dos Estados Unidos

Com Wall Street antecipando uma temporada difícil devido à alta das taxas de juros, os índices futuros operaram em baixa nesta terça-feira (12).
A expectativa de os investidores para nortear os seus investimentos se dará após a divulgação do relatório do índice de preços ao consumidor de junho amanhã (13).
A estimativa é de que a inflação global, incluindo alimentos e energia, aumente para 8,8% ante os 8,6% de maio. As estimativas são da Dow Jones, refletindo nas bolsas mundiais.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), -0,52%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,55%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,55%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em baixa, com as ações das empresas japonesas liderando a queda. Já na China, é o segundo dia consecutivo que os mercados enfrentam uma queda, com o temor de que medidas mais rigorosas para conter os avanços da covid-19 sejam implementados.
Shanghai SE (China), -0,97%
Nikkei (Japão), -1,77%
Hang Seng Index (Hong Kong), -1,32%
Kospi (Coreia do Sul), -0,96%
Europa reflete bolsas mundiais

O mercado europeu não se difere muito de seus pares e também operam negativamente após um início de semana vermelho. Os investidores europeus também aguardam para outros dados sobre a inflação dos EUA que devem ser divulgados nessa semana.
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As ações de petróleo e gás foram o grande destaque do mercado, já que os investidores começaram a pesar o risco de o fornecimento de gás da Europa ser impactado após a Rússia suspender as entregas para a Alemanha.
FTSE 100 (Reino Unido), -0,16%
DAX (Alemanha), -0,59%
CAC 40 (França), -0,21%
FTSE MIB (Itália), -0,53%
‘Commodities’
Com a tensão na China em relação a covid-19, as cotações de petróleo recuaram hoje. Maior importador do ‘commodities’ do mundo, os investidores globais ainda temem que uma possível desaceleração econômica aconteça ainda neste ano — além do temor sobre a demanda de petróleo cresça e não seja sustentado pelo país.
Os preços do minério de ferro também acumulam perdas desde segunda-feira (11) e operam em baixo com o temor de que a matéria-prima já não fortaleça a economia asiática — principalmente com as restrições que podem ser impostas para conter o novo surto de covid-19.
Petróleo WTI, -2,43%, a US$ 101,56 o barril
Petróleo Brent, -2,01%, a US$ 104,95 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 4,97%, a 707,00 iuanes, o equivalente a US$ 105,05
Ibovespa
Bolsa recua 2% com temor de Wall Street

O Ibovespa fechou em queda de 2,07% nesta segunda-feira (11), chegando aos 98.212 pontos. O principal índice da seguiu a baixa dos benchmarks americanos, que estão temerosos especulando uma possível recessão econômica da China por conta da nova onda de covid-19 que tomou o país.
As ações mais negociadas do dia foram: Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Eletrobras (ELET6). As maiores altas foram Telefônica Brasil (VIVT3). PetroRio (PRIO3) e Assai (ASAI3).
As maiores baixas do dia foram Gol (GOLL4), Meliuz (CASH3) e Azul (AZUL4).
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Cenário brasileiro
Nesta terça-feira (12), será divulgado o desempenho do setor de serviços em maio. O Refinitiv projeta uma alta de 0,2% na comparação com abril e de 8,5% na base anual.
PEC dos Auxílios
A PEC dos Auxílios, que deve custar R$ 41 bilhões ao governo, deve ser votada nesta terça-feira (12) no segundo turno na Câmara dos Deputados.
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