Por que as maiores potências do mundo não conseguem parar uma guerra no Oriente Médio

Estados Unidos

Durante quase um ano de guerra no Oriente Médio, as grandes potências não conseguiram parar ou influenciar os combates. As negociações entre Israel e Hamas, mediadas pelos Estados Unidos, falharam repetidamente. As tentativas de evitar uma guerra total entre Israel e Hezbollah no Líbano enfrentam incertezas após a morte de Hassan Nasrallah.

A morte de Nasrallah deixa um vácuo que o Hezbollah pode demorar a preencher, afetando também o Irã, seu principal apoiador. A influência dos Estados Unidos sobre Israel e os estados árabes tem diminuído, e organizações como Hamas e Hezbollah estão além do alcance da diplomacia americana.

Os Estados Unidos mantêm influência sobre Israel por meio de ajuda militar, mas uma aliança forte com Israel significa que não irão cortar o fluxo de armas. A resposta militar de Israel em Gaza gerou algumas críticas, mas o apoio americano permanece. A política dos Estados Unidos em relação a Israel provavelmente não mudará significativamente.

Outras potências observam enquanto o conflito se intensifica. A China e a Rússia têm pouco interesse em se envolver como pacificadores. As potências regionais, como Irã, Egito e Arábia Saudita, não estão dispostas a confrontar Israel militarmente, cada uma temendo as consequências de uma guerra total.

O Catar financiou o Hamas, enquanto líderes árabes e israelenses manipulam a busca palestina por um estado. Neste contexto, a Assembleia Geral das Nações Unidas se reúne, mas o Conselho de Segurança está paralisado por vetos. As declarações de líderes mundiais parecem sem efeito em um cenário global fragmentado.

A falta de uma resposta internacional coordenada permite que Netanyahu e Yahya Sinwar continuem suas ações sem consequências significativas. Netanyahu evita normalizar relações com a Arábia Saudita para não comprometer sua posição em relação ao estado palestino. A guerra parece uma estratégia para desviar a atenção de falhas anteriores.

As famílias israelenses enfrentam incerteza sobre o comprometimento do governo em trazer seus filhos de volta para casa. Para Sinwar, os reféns proporcionam influência, enquanto a perda de vidas palestinas em Gaza altera a percepção pública mundial. Com o cenário atual, as instituições internacionais não parecem capazes de lidar com os desafios do novo milênio.

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