O Brasil registrou deflação de 0,68% em julho no IPCA, segundo informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (09). A queda de preços foi puxada pela redução no preço dos combustíveis — com destaque para a queda na gasolina, no etanol e também na energia elétrica.
A queda já é considerada a menor registrada pelo índice oficial de inflação do país, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Esta é uma notícia positiva para o mercado, que enfrenta uma sequência de altas dos preços.
Primeira queda do IPCA
A queda do mês passado é a primeira desde maio de 2020 — época em que a baixa era de 0,38% em um cenário econômico de restrições em meio ao início da pandemia. O IPCA havia subido 0,67% em junho.
Mesmo com esta desaceleração, o IPCA ainda acumula alta de 10,07% nos últimos 12 meses, segundo os dados de julho. Com esta base de comparação, o avanço havia sido de 11,89% até o mês anterior.
Resultado é impactado por medidas governamentais
O resultado é diretamente impactado por medidas governamentais. Em junho, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, sancionou um projeto que definiu um teto para a cobrança de ICMS sobre combustíveis, energia, transporte e telecomunicações.
O reflexo direto da medida foi a queda dos preços da gasolina nos postos ao longo das últimas semanas — impactando o IPCA, já que o produto é o que mais tem peso na composição do índice. Com o corte de impostos, analistas vêm reduzindo as projeções para a inflação no acumulado de 2022.
Com isso, a expectativa do mercado recuou para uma alta de 7,11%, segundo a mediana do boletim Focus, divulgado na segunda-feira (08) pelo BC (Banco Central). No entanto, houve um aumento para as projeções de 2023, com alta prevista de 5,36% segundo o boletim Focus.
Alta da inflação
O IPCA alcançou os dois dígitos no acumulado dos últimos 12 meses em setembro do ano passado. Com isso, a expectativa do mercado é que ele ultrapasse a meta de inflação do Banco Central pelo segundo ano consecutivo. Em 2022, o centro da medida de referência é de 3,50%. O teto é de 5%.
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Ao longo da pandemia, a inflação voltou a assustar os brasileiros. Houve aumentos em preços administrados, como combustíveis e energia elétrica, além de carestia de alimentos e ruptura de cadeias globais de insumos da indústria.
Em meio a polarização política no Brasil, a pressão inflacionaria foi intensificada pela desvalorização do real.
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