De quanto precisa ser a sua reserva de emergência?

Aprenda a calcular a reserva de emergência. (Foto: Pexels)

De quanto precisa ser a sua reserva de emergência? Hoje, vamos te ajudar com isso e impulsionar seu crescimento financeiro de uma vez por todas.

Com a educação financeira sendo cada vez mais propagada nas redes sociais, muitas pessoas já sabem da importância de se organizar financeiramente para ter uma vida mais tranquila e controlada — além de possibilitar o desenvolvimento do hábito de investir. 

Atualmente, a maioria das pessoas que acompanha o mercado financeiro ou ao menos demonstra interesse em aprofundar os seus conhecimentos em investimentos já reconhece a importância da reserva de emergência — um verdadeiro ‘porto seguro’ para a vida de todos, principalmente para os que querem desbravar a renda variável.  

No entanto, nem todos entendem que antes mesmo de pensar em investir para os seus objetivos, é necessário montar a reserva de emergência para começar neste universo da forma certa e com segurança. 

Nós, da Boa Brasil Investimentos, vamos te ajudar a entender sobre o assunto e montar a sua reserva. Mas antes, é preciso entender o que é a reserva de emergência. 

Afinal, o que é a reserva de emergência?   

A reserva de emergência se refere a uma parcela de seu patrimônio destinada a emergências, gastos urgentes e essenciais. Ela é usada para evitar que o investidor precise pegar um empréstimo para cobrir possíveis eventualidades.  

Sabe quando o carro quebra? Ou o seu filho se acidenta? Uma cirurgia de emergência surge? Estes são imprevistos, mas que com uma reserva de emergência montada, poderão ser contornados sem ter de pedir um empréstimo para o banco e acabar se endividando devido as altas taxas de juros.   

Se refere a uma parcela de seu patrimônio que deve ser alocada em um ativo seguro com liquidez diária, de fácil acesso e renda no mínimo 100% do CDI — Certificado de Depósito Interbancário, atrelado a taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil.   

Reserva é realmente essencial?   

Sabe aquela graninha que sobra no final do mês? Ela pode ser usada todo mês justamente para a montagem da reserva. Ela é essencial para todos — em especial os investidores.   

Renunciar a gastar essa quantia hoje para garantir a montagem da reserva de emergência é investir em qualidade de vida e tranquilidade.  

Quais critérios a reserva de emergência deve seguir: 

  • Ela deve ter liquidez — ou seja, conseguir resgatar esse investimento com facilidade;  

  • Segurança — Ela deve estar em um título com a garantia do FGC.  

  • Proteção da inflação — Esse dinheiro deve ser investido em um título que renda, no mínimo, 100% do CDI, para que ele não perca rentabilidade com o passar do tempo. 

Como calcular a reserva de emergência?  

Depois que as pessoas entendem a importância de se ter uma reserva, logo surge uma dúvida: quanto dinheiro guardar?   

Para definir o valor a ser atingido, é preciso seguir duas lógicas — Reserva de emergência com base em sua renda ou com base em seu custo de vida.  

Renda  

Neste caso, o investidor deve multiplicar a sua renda mensal por um determinado número de meses. Esse número representa o período no qual você conseguiria manter o padrão de vida atual apenas com a reserva de emergência, sem atrasar as contas.  

Normalmente, se recomenda ter como base, no mínimo, seis vezes o valor de sua renda investidos. Por exemplo, se você ganha R$2.000, recomenda-se ter seis vezes esse valor investido, ou seja, R$12.000 reais investidos.   

Para pessoas que tem uma segurança maior, como os concursados, pode-se ter uma reserva de 3 vezes o valor de sua renda. Tendo como base o mesmo exemplo dos 2.000, o valor que um concursado teria de ter é de 6.000 reais.  

Já para as pessoas de uma maneira geral com um emprego comum, a recomendação base é de seis vezes. Para os autônomos — que naturalmente lidam com uma insegurança maior — a recomendação é de se ter, no mínimo, 12 vezes o valor de sua renda. No caso de uma pessoa que tem uma renda de 2.000 reais, por exemplo, o ideal seria acumular um valor de R$24.000. Quanto maior a renda, maior o valor a ser acumulado.  

Preciso seguir essa recomendação de meses?  

Tudo depende, mas não é recomendado que a reserva seja menor do que 3 meses. O ideal é que seja entre 6-12 meses. A reserva é particular e depende do impacto que a pessoa terá na vida de uma família.  

Um chefe de família provavelmente deve acumular uma reserva de emergência maior do que a de um jovem que está começando a sua vida profissional e pode voltar a morar com os pais em caso de emergência.  

Fatores a serem considerados  

Outros pontos importantes que devem ser levados em conta na hora de tomar a decisão é se você possui dependentes, se você ou seus dependentes possuem algum problema de saúde, animais de estimação ou parcelas de financiamento.  

Além disso, é sempre importante considerar a estabilidade que a sua profissão proporciona — um concursado tem mais segurança do que um corretor de imóveis, por exemplo — e a facilidade de gerar renda.  

Confira a seguir um exemplo de uma pessoa com uma renda mensal de 5 mil reais e as opções de reserva:  

Meses  Cálculo a ser feito  A reserva deve ser de:  
 R$5.000 X 3  R$15.000  
 R$5.000 X 4  R$20.000  
 R$5.000 X 5  R$25.000  
 R$5.000 X 6  R$30.000  
12  R$5.000 X 12  R$60.000  

Custo de vida  

Outra forma de fazer essa cotação é com base no seu custo de vida. Ao passar um ‘pente fino’ pelas suas finanças, detalhando gasto por gasto, você pode perceber que o seu custo de vida é menor que o seu salário.   

Imagine que a pessoa ganhe cerca de 5.000 mil reais ao mês, mas tenha um custo de vida de R$3.000. Essa pessoa não precisa ter como base o salário, pois se perdesse o emprego, a tendência é reduzir o custo de vida e não o aumentar.  

 R$ 3.000 x 3  R$ 9.000  
 R$ 3.000 x 4  R$ 12.000  
 R$ 3.000 x 5  R$ 15.000  
 R$ 3.000 x 6  R$ 18.000  
12  R$ 3.000 x 12  R$ 36.000  

 Vale salientar que às duas estratégias são feitas com base em um cenário hipotético onde a pessoa perdeu todas as suas fontes de renda. Assim, é uma estimativa de que ela conseguiria se manter apenas com a reserva de emergência.   

No entanto, a quantia também pode se tornar necessária em outras situações, como uma despesa médica ou a manutenção da casa. 

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