De quanto precisa ser a sua reserva de emergência? Hoje, vamos te ajudar com isso e impulsionar seu crescimento financeiro de uma vez por todas.
Com a educação financeira sendo cada vez mais propagada nas redes sociais, muitas pessoas já sabem da importância de se organizar financeiramente para ter uma vida mais tranquila e controlada — além de possibilitar o desenvolvimento do hábito de investir.
Atualmente, a maioria das pessoas que acompanha o mercado financeiro ou ao menos demonstra interesse em aprofundar os seus conhecimentos em investimentos já reconhece a importância da reserva de emergência — um verdadeiro ‘porto seguro’ para a vida de todos, principalmente para os que querem desbravar a renda variável.
No entanto, nem todos entendem que antes mesmo de pensar em investir para os seus objetivos, é necessário montar a reserva de emergência para começar neste universo da forma certa e com segurança.
Nós, da Boa Brasil Investimentos, vamos te ajudar a entender sobre o assunto e montar a sua reserva. Mas antes, é preciso entender o que é a reserva de emergência.
Afinal, o que é a reserva de emergência?
A reserva de emergência se refere a uma parcela de seu patrimônio destinada a emergências, gastos urgentes e essenciais. Ela é usada para evitar que o investidor precise pegar um empréstimo para cobrir possíveis eventualidades.
Sabe quando o carro quebra? Ou o seu filho se acidenta? Uma cirurgia de emergência surge? Estes são imprevistos, mas que com uma reserva de emergência montada, poderão ser contornados sem ter de pedir um empréstimo para o banco e acabar se endividando devido as altas taxas de juros.
Se refere a uma parcela de seu patrimônio que deve ser alocada em um ativo seguro com liquidez diária, de fácil acesso e renda no mínimo 100% do CDI — Certificado de Depósito Interbancário, atrelado a taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil.
Reserva é realmente essencial?
Sabe aquela graninha que sobra no final do mês? Ela pode ser usada todo mês justamente para a montagem da reserva. Ela é essencial para todos — em especial os investidores.
Renunciar a gastar essa quantia hoje para garantir a montagem da reserva de emergência é investir em qualidade de vida e tranquilidade.
Quais critérios a reserva de emergência deve seguir:
Ela deve ter liquidez — ou seja, conseguir resgatar esse investimento com facilidade;
Segurança — Ela deve estar em um título com a garantia do FGC.
Proteção da inflação — Esse dinheiro deve ser investido em um título que renda, no mínimo, 100% do CDI, para que ele não perca rentabilidade com o passar do tempo.
Como calcular a reserva de emergência?
Depois que as pessoas entendem a importância de se ter uma reserva, logo surge uma dúvida: quanto dinheiro guardar?
Para definir o valor a ser atingido, é preciso seguir duas lógicas — Reserva de emergência com base em sua renda ou com base em seu custo de vida.
Renda
Neste caso, o investidor deve multiplicar a sua renda mensal por um determinado número de meses. Esse número representa o período no qual você conseguiria manter o padrão de vida atual apenas com a reserva de emergência, sem atrasar as contas.
Normalmente, se recomenda ter como base, no mínimo, seis vezes o valor de sua renda investidos. Por exemplo, se você ganha R$2.000, recomenda-se ter seis vezes esse valor investido, ou seja, R$12.000 reais investidos.
Para pessoas que tem uma segurança maior, como os concursados, pode-se ter uma reserva de 3 vezes o valor de sua renda. Tendo como base o mesmo exemplo dos 2.000, o valor que um concursado teria de ter é de 6.000 reais.
Já para as pessoas de uma maneira geral com um emprego comum, a recomendação base é de seis vezes. Para os autônomos — que naturalmente lidam com uma insegurança maior — a recomendação é de se ter, no mínimo, 12 vezes o valor de sua renda. No caso de uma pessoa que tem uma renda de 2.000 reais, por exemplo, o ideal seria acumular um valor de R$24.000. Quanto maior a renda, maior o valor a ser acumulado.
Preciso seguir essa recomendação de meses?
Tudo depende, mas não é recomendado que a reserva seja menor do que 3 meses. O ideal é que seja entre 6-12 meses. A reserva é particular e depende do impacto que a pessoa terá na vida de uma família.
Um chefe de família provavelmente deve acumular uma reserva de emergência maior do que a de um jovem que está começando a sua vida profissional e pode voltar a morar com os pais em caso de emergência.
Fatores a serem considerados
Outros pontos importantes que devem ser levados em conta na hora de tomar a decisão é se você possui dependentes, se você ou seus dependentes possuem algum problema de saúde, animais de estimação ou parcelas de financiamento.
Além disso, é sempre importante considerar a estabilidade que a sua profissão proporciona — um concursado tem mais segurança do que um corretor de imóveis, por exemplo — e a facilidade de gerar renda.
Confira a seguir um exemplo de uma pessoa com uma renda mensal de 5 mil reais e as opções de reserva:
| Meses | Cálculo a ser feito | A reserva deve ser de: |
| 3 | R$5.000 X 3 | R$15.000 |
| 4 | R$5.000 X 4 | R$20.000 |
| 5 | R$5.000 X 5 | R$25.000 |
| 6 | R$5.000 X 6 | R$30.000 |
| 12 | R$5.000 X 12 | R$60.000 |
Custo de vida
Outra forma de fazer essa cotação é com base no seu custo de vida. Ao passar um ‘pente fino’ pelas suas finanças, detalhando gasto por gasto, você pode perceber que o seu custo de vida é menor que o seu salário.
Imagine que a pessoa ganhe cerca de 5.000 mil reais ao mês, mas tenha um custo de vida de R$3.000. Essa pessoa não precisa ter como base o salário, pois se perdesse o emprego, a tendência é reduzir o custo de vida e não o aumentar.
| 3 | R$ 3.000 x 3 | R$ 9.000 |
| 4 | R$ 3.000 x 4 | R$ 12.000 |
| 5 | R$ 3.000 x 5 | R$ 15.000 |
| 6 | R$ 3.000 x 6 | R$ 18.000 |
| 12 | R$ 3.000 x 12 | R$ 36.000 |
Vale salientar que às duas estratégias são feitas com base em um cenário hipotético onde a pessoa perdeu todas as suas fontes de renda. Assim, é uma estimativa de que ela conseguiria se manter apenas com a reserva de emergência.
No entanto, a quantia também pode se tornar necessária em outras situações, como uma despesa médica ou a manutenção da casa.
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