Futuros dos EUA sobem com expectativa pelo Fed; IPCA e pauta do Copom são destaques

Futuros e mercados sobem (Foto: Pexels)

Os índices futuros de Nova York subiram nesta terça-feira (09), enquanto o mercado asiático e da Europa operam sem direção — com investidores aguardando por indícios que demonstrem a política monetária que o Federal Reserve (Fed) deve adotar de agora em diante. 

A expectativa é de que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de julho, que deve ser divulgado amanhã (10), dê um norte sobre a política que deve ser adotada pelo Fed, que ainda tenta desacelerar a inflação. Para o Refinitiv, o CPI deve registrar avanço de 0,2% em julho, na comparação com junho. 

O mercado americano ainda aguarda resultados corporativos de empresas como Workhorse, Capri Holdings e Ralph Lauren — que devem divulgar resultados trimestrais antes da abertura. Já as empresas Coinbase, Spirit Airlines, Roblox, Sweetgreen e EVgo vão divulgar os seus balanços após o fechamento do mercado. 

No cenário brasileiro, haverá a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho  — que deve registrar a primeira deflação em 26 meses, sendo a maior contração econômica desde a implementação do plano Real. 

Haverá ainda a divulgação da ata o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) na agenda doméstica, que deve explicar o motivo para a queda na curva de juros e as perspectivas de uma retomada econômica. 

Estados Unidos 

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos Estados Unidos operam com leves ganhos nesta terça-feira (09), aguardando pelos resultados corporativos e dados da inflação para entenderem qual política monetária o Fed deve adotar a partir de agora. 

A expectativa ainda é alta para a última leitura do índice de preços ao consumidor (CPI) de julho, prevista para quarta-feira (10) — que deve elucidar o ritmo dos aumentos da taxa de juros. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,15% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,14% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,07% 

Ásia 

Os mercados asiáticos fecharam sem direção, com os mercados ainda digerindo o relatório de empregos norte-americano e um dia pouco movimentado em relação a indicadores asiáticos. 

Os mercados de Cingapura e da Índia estão fechados em decorrência de um feriado nesta terça-feira (09). 

  • Shanghai SE (China), +0,32% 

  • Nikkei (Japão), -0,88% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,21% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,42% 

Europa 

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados europeus operam sem direção, aguardando, assim como o restante do mundo, a leitura da inflação nos Estados Unidos, que devem ser divulgada amanhã.  

Assim como no Brasil, a safra de balanços continua a ser movimentada, com balanços da Abrdn, IHG, L&G, Continental e Munich Re sendo divulgados antes da abertura. 

No cenário econômico, as vendas no varejo do Reino Unido subiram 1,6% em julho, impulsionadas por uma onda de calor e vendas de roupas para clima quente e ventiladores, segundo o relatório do British Retail Consortium. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,08% 

  • DAX (Alemanha), -0,48% 

  • CAC 40 (França), +0,01% 

  • FTSE MIB (Itália), -0,11% 

‘Commodities’ 

As cotações do petróleo recuaram nesta manhã após o progresso nas negociações da União Europeia para reviver o acordo nuclear de 2015 com o Irã — que deve aumentar as exportações em um mercado já apertado. 

  • Petróleo WTI, -1,49%, a US$ 89,41 o barril 

  • Petróleo Brent, -1,21%, a US$ 95,48 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,36%, a 723,00 iuanes, o equivalente a US$ 107,07 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -1,44% a US$ 23.789,54 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil 

Ibovespa avança 1,81% 

Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)
Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)

Nesta segunda-feira (08), o Ibovespa fechou com alta de 1,81%, chegando aos 108.402 pontos — registrando a quinta alta consecutiva. Impulsionado pela queda na curva de juros, o principal índice da Bolsa brasileira teve um desempenho melhor do que os seus pares americanos. 

Com a perspectiva do fim da alta na curva de juros, o custo de capital das empresas é afrouxado — aliviando setores como o varejo, por exemplo. As altas da bolsa refletem este cenário, com as ações ordinárias da Magazine Luiza (MGLU3) acumulando alta de 3,48%. Outras companhias de crescimento como a Totvs (TOTS3) e a Méliuz (CASH3) tiveram altas de, respectivamente, 4,67% e 3,08%. 

Ainda entre as altas ficaram as ações preferenciais da Gol (GOLL4), que registraram alta de 6,41%, e da Azul (AZUL4), que subiram 6,12% — se beneficiando da queda do dólar. 

As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3; PETR4) também foram destaque, com alta de 4,82% e 5,05%. A alta teria se dado pela tentativa de investidores tentarem aproveitar a distribuição de proventos — um dos fatores responsáveis por impulsionar o Ibovespa. 

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