Futuros de NY sobem antes de inflação de junho nos EUA

Índices futuros tiveram alta. (Foto: Pexels)

Os índices futuros de Nova York operam com alta, enquanto as bolsas europeias tiveram um recuo nesta quarta-feira (13) de manhã, com os investidores aguardando o relatório de inflação que deve apresentar uma nova alta. 

Será divulgado hoje o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), previsto para as 9h30, deve subir 8,8% em junho na comparação ano a ano, segundo a pesquisa de economistas da Dow Jones.  

As prospecções reforçam a indicação do Federal Reserve subir mais 75 pontos base durante este mês. No mês passado, o Banco Central americano elevou sua taxa de juros para uma variação entre  1,5% a 1,75% — sua alta mais agressiva desde 1994. 

Além disso, os investidores irão monitorar os lucros do segundo semestre, já que os principais bancos norte-americanos devem divulgar os seus balanços nessa semana. O JPMorgan e o Morgan Stanley devem publicar os seus resultados amanhã (14) antes da abertura.  

Estados Unidos 

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos EUA operaram em alta hoje, com os participantes do mercado aguardando pelo relatório de inflação, com a expectativa de que uma nova alta seja implementada. 

A publicação do Livro Bege também está sengo aguardada, que deve mostrar os efeitos dos juros mais altos na economia americana. 

Confira o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,19% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,24% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,36% 

Agenda 

Hoje será divulgado o Livro Bege, que atualiza a situação econômica nos 12 distritos do Federal Reserve. O documento deve demonstrar os efeitos da inflação na economia norte-americana. 

Nesta quarta-feira (13) ainda sairá o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês). Haverá ainda a divulgação da variação de estoques de petróleo — EIA. 

Ásia 

China enfrenta temor com novas ondas do covid-19. (Foto: Pexels)
China enfrenta temor com novas ondas do covid-19. (Foto: Pexels)

A maioria das bolsas da Ásia subiram nesta manhã, com a China divulgando dados comerciais. Além disso, o banco da Coreia e o banco da Reserva da Nova Zelândia estão elevando as taxas. 

Os dados da balança comercial chinesa mostraram um aumento de 17,9% nas exportações denominadas em dólar em junho, acima da alta de 12% que os analistas esperavam, informou a Reuters. As importações subiram 1%, abaixo dos 3,9% previstos por analistas em pesquisa. 

  • Shanghai SE (China), +0,09% 

  • Nikkei (Japão), +0,54% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,22% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,47% 

Europa 

Os mercados da Europa operaram no vermelho, acumulando perdas dos dias anteriores, com os europeus também aguardando os dados americanos de inflação. 

Segundo dados divulgados nesta manhã, o Reino Unido acumulou uma expansão em maio, com a produção crescendo 0,5% segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais.  

Na Alemanha, a leitura final anualizada do CPI (inflação ao consumidor) subiu 7,6% em junho, em linha com a previsão. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,99% 

  • DAX (Alemanha), -0,71% 

  • CAC 40 (França), -0,37% 

  • FTSE MIB (Itália), -1,01% 

Euro atinge mesmo valor que o dólar pela primeira vez em 20 anos

Nesta terça-feira (12), a taxa de câmbio do euro e do dólar atingiu a mesma paridade pela primeira vez em duas décadas. A última vez que estas duas moedas convergiram foi em 2002 — mas logo a moeda europeia voltou a superar a norte-americana. 

Às duas moedas atingiram o mesmo valor às 6h45 da manhã (horário de Brasília), após uma desvalorização do euro de 0,4%.

A desvalorização da moeda europeia vem ganhando força nos últimos dias graças aos temores por uma recessão — impulsionado principalmente pelo cenário inflacionário em solo europeu e pelas preocupações com fornecimento de energia pela guerra na Ucrânia. 

O euro já havia se aproximado do dólar na última sexta-feira (8), mas o movimento não se consolidou.  

‘Commodities’ 

Os preços do petróleo subiram nesta manhã, mesmo com os EUA tendo revelado que tem acúmulo de petróleo bruto e produtos refinados em meio a crescentes temores de uma desaceleração econômica global.  

  • Petróleo WTI, +1,37%, a US$ 97,16 o barril 

  • Petróleo Brent, +1,43%, a US$ 100,91 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,53%, a 732,00 iuanes, o equivalente a US$ 108,92 

Ibovespa 

Ibovespa fecha em alta 

Nesta terça-feira (12), o Ibovespa fechou em leve alta de 0,05%, chegando aos 98.271 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu boa parte de seus ganhos no final do pregão, acompanhando a queda dos Estados Unidos — mas ainda assim fechando de forma estável. 

Em Nova York, os benchmarks não conseguiram manter as suas altas e recuaram na terça-feira, impactando a bolsa brasileira. 

As ações mais negociadas foram Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Magazine Luiza (MGLU3). As maiores altas foram lideradas pelas varejistas, com Magazine Luiza, Via (VIIA3) e Americanas (LAME3). 

As maiores baixas foram 3R Petroleum (RRRP3), SLC Agrícola (SLCE3) e Pão de Açúcar (PCAR3).  

Petroleiras lideram quedas 

A líder da perda de ganhos foi 3R Petroleum (RRRP3), que se consolidou com a maior queda percentual do índice com 7,01%. Em relação a impacto, as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3;PETR4) foram destaque recuando 1,96% e 1,50%, respectivamente. 

Commodities impactam queda 

Além de impactar a bolsa de valores, a queda das commodities tem desdobramentos no setor brasileiro. O recuo dos ‘commodities’ tirou pressão da curva de juros, com o mercado vendo uma desaceleração da inflação e impulsionando algumas ações. 

Ao redor de todo o mundo, o mercado está precificando uma inflação menor por conta das commodities — ajudando a valorização das companhias de varejo. 

PEC dos Auxílios terá nova sessão hoje 

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite da véspera, em primeiro turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Auxílios, que cria programas sociais e amplia benefícios já existentes. Foram 393 votos favoráveis e 14 contrários à matéria. 

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