Que a Poupança não é o melhor dos investimentos não é nenhuma novidade para as pessoas que começaram neste universo, mas muitos se sentem perdidos diante de tantas opções para investir. Qual é o melhor investimento? Será que estou tomando a decisão certa?
Diante de tantas perguntas, muitas pessoas desistem de investir por não saberem ao certo o que fazer e com medo de estarem tomando decisões imprudentes. Muitos mantêm o seu capital investido na caderneta por não saberem ao certo quais passos seguir após deixar esta modalidade.
Quer saber quais passos tomar após deixar a Poupança e os melhores investimentos para quem está começando neste universo? A Boa Brasil Investimentos te ajuda!
Por que não é o melhor dos investimentos?
O maior “problema” da Poupança é que além do retorno ser muito baixo, é possível até mesmo perder dinheiro. No ano passado, o rendimento deste investimento foi de apenas 2,94% no ano. Somada a inflação de 10,06% neste período, o retorno foi negativo. Ou seja, quem tinha capital investido perdeu dinheiro.
Este efeito se dá porque o lucro praticamente irrisório da poupança quando comparado à inflação do período acaba sofrendo perdas.
Mesmo que o investidor pense que teve algum lucro, ainda, sim, ele teve perdas, pois o ‘lucro’ foi inferior ao IPCA do período, não conseguindo manter o poder de compra quando for sacar este investimento.
Quais os melhores investimentos?
Tesouro Selic
Nesta modalidade, o investidor basicamente “empresta” uma determinada quantia ao Governo Federal para que ele possa investir em algumas áreas do Brasil, como em obras de infraestrutura, para adquirir equipamentos — além de ser um valor destinado aos custos do Estado.
Por este “empréstimo”, é combinada uma data na hora em que o investidor compra o título do tesouro direto para ele receber o montante mais os juros do período — que podem ser medidos pela Taxa Selic, o IPCA ou uma taxa pré-fixada.
O risco deste título é bem baixo, já que se está emprestado dinheiro diretamente para o Tesouro Nacional, a instituição mais segura do país.
São aplicações com taxa de rentabilidade atrelada a um indexador da economia, como a taxa Selic e o CDI. Assim, o emissor paga um percentual deste índice, por exemplo, 120% do CDI ao ano.
CDB
Os CDBs (Certificado de Depósito Bancário) é outra opção para os avessos a risco, já que assim como a Poupança, tem a proteção do FGC. No entanto, na atual conjuntura econômica — com a Selic nas alturas, é possível se obter uma rentabilidade muito maior que a da poupança.
Ao aplicar em um CDB, você está investindo o seu capital em uma instituição bancária, que usará essa quantia para subsidiar empréstimos e financiamentos para seus clientes.
Vale lembrar que essa categoria de investimento é tributada pelo Imposto de Renda (IR). No entanto, mesmo com a tributação, o lucro que se obtém com o CDB ainda é superior à Poupança.
O rendimento da Selic gira em torno de 70% do Valor da Selic. Assim, com um CDB que paga 100% do CDI, você já tem um lucro superior à velha caderneta.
LCI e LCA
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são aplicações financeiras diretamente ligadas ao mercado imobiliário. Além de ser mais rentável do que a Poupança, esse investimento ainda tem outro atrativo: a isenção de imposto.
Isso acontece porque o governo tem o intuito de fortalecer certas áreas econômicas no país e, por isso, beneficia certos investimentos com a isenção, como no caso da LCI e da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), outro setor de forte impacto econômico para o Brasil.
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Além disso, esse investimento ainda tem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No entanto, vale salientar que todo investimento requer contas, já que em alguns casos, um CDB ainda é mais rentável do que uma LCA mesmo pagando imposto. Por isso, lembre-se de fazer sempre fazer os cálculos.
Tesouro IPCA
Este título é um ‘misto’ de pós-fixado e pré-fixado, ou seja, sua rentabilidade está atrelada ao IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo), índice que mede a inflação, além de oferecer uma taxa fixa de rendimento.
Tesouro prefixado
Nesta modalidade, você tem uma rentabilidade anual fixada no ato da compra, ou seja, ao contratar este investimento, você sabe o quanto irá render até a data de resgate.
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