Futuros nos EUA operam estáveis após alta da véspera; Decisão do Copom é destaque no Brasil

Futuros de NY apresentam alta. (Foto: Pexels)

Os índices futuros de Nova York operaram de forma estável na manhã desta quinta-feira (04) após forte alta da véspera, com investidores ainda digerindo os lucros corporativos e repercutindo uma possível alta nas taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed). 

Dados demonstram que o setor de serviços dos EUA se recuperou inesperadamente em julho em meio ao forte crescimento de encomendas, com a pressão de preços diminuíram.  

A maioria dos mercados europeus subiram, dando continuidade aos ganhos da sessão anterior. Em solo europeu, os investidores também aguardam a próxima decisão de política monetária do Banco da Inglaterra. Espera-se que o banco central aumente as taxas de juros em 50 pontos base, seu maior aumento desde 1995. 

Em solo brasileiro, após elevar a Selic para 13,75%, o grande destaque do dia é a possibilidade do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) dar continuidade a alta de juros e alongar o horizonte para inflação.  

A temporada de balanços conta com a divulgação de resultados do Bradesco, Embraer, Porto Seguro, Sanepar, Tenda, AES Brasil, Alpargatas, Fleury, Lojas Renner, Simpar, Grendene e Tupy. 

Estados Unidos 

Os índices futuros dos EUA operam de forma estável após acumular ganhos na sessão anterior após relatórios econômicos demonstrarem força, levando investidores a diminuírem possibilidade de uma recessão. 

A alta da véspera foi impulsionada por uma recuperação do PMI de serviços de julho e comentários de dirigentes do Federal Reserve, dentre eles o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, que disse que não acredita que os EUA estejam em recessão. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,02% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,03% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,01% 

Ásia 

Os mercados asiáticos fecharam positivos nesta quinta-feira (04) após o rali em Wall Street e com as tensões entre EUA e China se assentarem após a visita da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan. 

O índice Hang Seng Tech subiu 2,82%, com as ações do Alibaba saltando mais de 4% antes dos resultados. 

  • Shanghai SE (China), +0,80% 

  • Nikkei (Japão), +0,69% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +2,06% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,47% 

Europa 

Os mercados europeus operam com ganhos no dia em que o Banco da Inglaterra decide sobre os juros. A expectativa é de que as taxas de juros sejam elevadas em 50 pontos base, seu maior aumento desde 1995. 

A alta levaria os custos dos empréstimos para 1,75%, enquanto o banco central luta contra a inflação crescente.  

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,24% 

  • DAX (Alemanha), +0,78% 

  • CAC 40 (França), +0,34% 

  • FTSE MIB (Itália), +0,60% 

‘Commodities’ 

As cotações do petróleo registraram alta volatilidade na manhã desta quinta-feira (04). Os estoques de petróleo subiram na semana passada, com as exportações caindo, enquanto o preço dos estoques registrou um aumento. 

  • Petróleo WTI, +1,02%, a US$ 91,59 o barril 

  • Petróleo Brent, +0,66%, a US$ 97,42 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 4,78%, a 756,50 iuanes, o equivalente a US$ 111,99 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -1,91% a US$ 22.851,16 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil  

Ibovespa fecha em alta 

O Ibovespa fechou em alta de 0,40% nesta quarta-feira (03), chegando aos 103.774 pontos. Embora tenha registrado alta, o desempenho do principal índice da Bolsa brasileira foi aquém de seus pares americanos em meio a queda de ações de ‘commodities’. 

Devido ao recuo da curva de juros, ações de varejo e de crescimento foram os grandes destaques da bolsa nesta semana. As ações ordinárias da Locaweb (LWSA3) subiram, 11,90%, as da Via (VIIA3), 11,49%, as e as da Natura (NTCO3), 11,17%. Os papéis da Cielo (CIEL3) também foram destaque, com alta de 9,73%, impulsionados também pela divulgação do resultado da empresa. 

As ações de commodities foram os grandes destaques entre as quedas, com as preferenciais da Gerdau (GGBR4) recuando 4,06% e as ordinárias da Vale (VALE3), 3,89%. 

BC eleva Selic 

O Banco Central brasileiro elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual nesta quarta-feira (03), chegando aos 13,75%, o maior patamar desde janeiro de 2017, a décima alta consecutiva. 

À imprensa, o Copom apontou que avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, destacou em comunicado. 

O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2023 e, em grau menor, o de 2024”, destaca.  

A autoridade monetária fez um alerta ao afirmar que a possibilidade de que medidas fiscais de estímulo à demanda se tornem permanentes acentua os riscos de alta para o cenário inflacionário. 

Em contrapartida, o BC afirmou que o aumento do risco de desaceleração da economia global também acentua os riscos de baixa nos preços. 

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