Futuros de NY operam estáveis antes de payroll; Europa prevê recessão

Futuros estão estáveis; Europa prevê recessão para trimestre. (Foro: Pexels)

Os índices futuros de Nova York operam próximos da estabilidade nesta sexta-feira (05), enquanto os mercados asiáticos fecharam em alta. A maior expectativa do dia é a divulgação do relatório de empregos (payroll), que deve nortear os investidores sobre o ritmo monetário a ser adotado pelo Federal Reserve (Fed). 

Segundo o Refinitiv, 250 mil empregos podem ter sido criados em julho, abaixo dos 372 mil registrados em junho. O relatório de empregos deve ser divulgado às 9h30 (horário de Brasília). 

O grande temor do mercado é a possibilidade de uma recessão. Especialistas do setor acreditam que o crescimento de vagas de emprego desacelere à medida que o Fed continue a elevar as taxas de juros para controlar a inflação. No entanto, não se sabe se haverá uma recessão, de fato. 

As bolsas europeias recuaram acompanhando os resultados corporativos na região. No Brasil, o destaque é a divulgação do IGP-DI de julho que pode trazer deflação (8h).  

Estados Unidos 

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos Estados Unidos operam estáveis antes da divulgação do payroll – que é considerado um termômetro da economia americana. Utilizado, inclusive, pelo Fed para decidir sobre a política monetária norte-americana. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,08% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,01% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,03% 

Ásia 

Os mercados asiáticos fecharam no azul após a percepção dos investidores sobre o risco diminuir neste final de semana — movimentada principalmente pelos exercícios militares da China após a visita da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi. 

O Taiex de Taiwan saltou 2,27%, para 15.036,04, com a fabricante de chips TSMC subindo 3,2% depois de ter negociado em baixa por parte da semana em meio as tensões entre Estados Unidos e China. 

Em relação à política monetária, o Banco Central da Índia anunciou aumento das taxas de juros em 50 pontos-base, para 5,4%. 

  • Shanghai SE (China), +1,19% 

  • Nikkei (Japão), +0,87% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,14% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,72% 

Europa 

Os mercados europeus operam em baixa antes da divulgação do payroll – com os investidores ainda repercutindo os balanços da semana. Na última quinta-feira (04), o Banco da Inglaterra anunciou que elevou a taxa de juros em 50 pontos-base, prevendo que a inflação do Reino Unido atingirá um pico em outubro. 

Ainda segundo o Banco, a economia deve entrar em recessão no quarto trimestre em meio a guerra entre Ucrânia e Rússia.  

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,16% 

  • DAX (Alemanha), -0,16% 

  • CAC 40 (França), -0,42% 

  • FTSE MIB (Itália), -0,31% 

‘Commodities’ 

O preço do petróleo opera entre perdas e ganhos depois sofrer uma queda e atingir o seu menor nível desde antes da invasão da Ucrânia em fevereiro deste ano. A queda se deu pela preocupação do mercado com a inflação global e a alta demanda do produto. 

Já os preços do minério de ferro registraram alta após queda da véspera, diante das preocupações com a demanda na China. 

  • Petróleo WTI, -0,29%, a US$ 88,27 o barril 

  • Petróleo Brent, -0,21%, a US$ 99,93  o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,55%, a 723,00 iuanes, o equivalente a US$ 107,12 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -0,53% a US$ 39.439,32 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil 

Ibovespa em alta

Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)
Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)

Nesta quinta-feira (04), o Ibovespa fechou em alta de 2,04%, chegando aos 105.892 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira apresentou um desempenho melhor do que os seus pares americanos, impulsionado principalmente depois da decisão do Copom. 

O mercado entendeu a decisão do órgão como uma sinalização de que o ciclo de alta de juros deve chegar ao fim logo — uma boa notícia para a bolsa de uma maneira geral. 

Agenda 

Enquanto em solo americano o grande destaque do dia é o payroll, em solo brasileiro é a divulgação do IGP-DI de julho. 

Tabela do IR 

Nesta quinta-feira (04), o presidente Jair Bolsonaro reiterou que acertou no governo a revisão da tabela do imposto de renda para o próximo ano — sem revelar em quanto. “Não vou dizer porcentual, não batemos martelo”, declarou em transmissão ao vivo nas redes sociais. 

A revisão da tabela do imposto de renda foi uma promessa de campanha de Bolsonaro em 2018. “Não corrigimos a tabela do imposto de renda em anos anteriores devido à pandemia. A economia era incógnita, o que poderia acontecer. Não tínhamos margem”, seguiu o chefe do Executivo. 

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