Investir em fundos imobiliários — os chamados FIIs — é uma excelente opção para quem deseja ingressar no mercado imobiliário sem arcar com os altos custos de um imóvel físico. Além disso, o ativo ainda é uma boa oportunidade para alcançar a independência financeira.
Há quem enxergue nos FIIs uma grande oportunidade — já que além de um excelente ativo, ele ainda é fácil de se entender tendo em vista que o brasileiro é um grande adepto de investir em imóveis historicamente. No entanto, o investidor iniciante costumeiramente se sente confuso ao se deparar com a sigla IFIX.
O que é o IFIX?
O IFIX se refere ao principal índice de fundos de investimento imobiliário da Bolsa. Ele se refere a uma carteira teórica com os fundos mais negociados do mercado. Esse índice foi criado pela B3, bolsa de valores brasileira, em 2012, com o objetivo de mostrar o retorno médio dos FIIs.
Para obter um resultado palpável, ele considera a variação dos preços e a distribuição de dividendos dos fundos imobiliários que compõem a carteira teórica. A cada quatro meses, essa carteira é revista, momento em que são retirados do índice os FIIs que não preenchem mais seus pré-requisitos, e acrescentados os que estão de acordo com os seus critérios.
Além de considerar a sua valorização, o IFIX também considera a distribuição de dividendos — assumindo que todos os dividendos são reinvestidos. Assim, a leitura é precisa, contemplando todos os componentes do FII.
Qual a ‘utilidade’ do IFIX?
Da mesma forma que o Ibovespa é utilizado para medir a performance das ações mais negociadas da B3, o IFIX é tido como o termômetro para os fundos imobiliários, servindo para acompanhar o resultado dos FIIs ao longo do tempo.
Como acompanhar a cotação?
O IFIX oscila segundo o desempenho dos fundos imobiliários. Diariamente é possível acompanhar a sua cotação em tempo real durante o funcionamento do mercado, assim como qualquer outro ativo.
Critérios para que um fundo seja incluído no IFIX:
Para que possam participar da composição do IFIX, os FIIs precisam cumprir os critérios a seguir:
1 – O primeiro critério para ingressar no IFIX é fazer parte do Índice de Negociabilidade (IN) da B3, que mede exatamente a liquidez dos ativos na Bolsa. Quanto maior for o volume de negociação do ativo em questão, maior será a sua participação dentro do IN.
2 – Estar presente em 95% dos pregões durante a vigência das três versões anteriores do IFIX.
3 – As cotas do FII não podem estar entre as “penny stocks”, ou seja, não podem valer menos de um real.
4 – Se a oferta pública do FII ocorrer durante o período de vigência das três carteiras anteriores, ainda assim o fundo poderá ser incluído no IFIX. Para isso, a oferta deverá ocorrer antes do rebalanceamento anterior e a sua presença deve ser de 95% desde o início da sua negociação.
Critérios de ponderação
Os critérios do IFIX determinam o peso que cada FII tem no índice. Quanto maior o valor de mercado de um ativo, maior a sua representatividade dentro do índice. No entanto, nenhum FII pode ter participação superior a 20%, seja na sua inclusão ou nas reavaliações periódicas.
Se um FII ultrapassar, serão adotados ajustes para impedir o aumento e a carteira será rebalanceada.
Quando um FII deixa de fazer parte do índice?
Um fundo pode ser excluído do IFIX em duas ocasiões: quando o ativo deixa de cumprir algum dos critérios de inclusão, ou quando há o resgate total do fundo durante a vigência da carteira.

