Muitas pessoas que começaram no universo dos investimentos percebe a importância não só de investir constantemente, mas também de organizar a sua vida financeira. Afinal, com tudo em dia, a possibilidade de aportar com frequência se torna muito maior.
Um dos tópicos que os investidores devem se atentar é o spread bancário, muito importante para o desenvolvimento econômico. O spread basicamente corresponde à diferença entre a taxa de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos e financiamentos e a remuneração paga na hora de captar recursos no mesmo valor.
A taxa impacta diretamente o crescimento econômico do Brasil, assim como a produtividade e a eficiência. O spread elevado é, muitas vezes, entendido como um dos principais obstáculos para a democratização e expansão do crédito, podendo limitar o desenvolvimento da economia brasileira.
Com uma importância tão grande e impactante, é importante saber mais sobre este tópico, não é? Confira abaixo tudo o que você precisa saber sobre o spread bancário.
O que é e como funciona o spread bancário?
Spread bancário é a diferença entre os juros pagos pelos bancos quando o dinheiro é investido em um dos produtos oferecidos pelas entidades e os juros que eles cobram nos empréstimos ou financiamentos.
Quanto maior o spread, maior o lucro dos bancos — o que significa que os clientes que pegarem empréstimos ou financiamentos também vão pagar mais caro, consequentemente. Embora a diferença assuste os mais inexperientes e gere polêmica, existem diversos custos embutidos no spread bancário.
Entenda a composição do spread bancário
O lucro que os bancos obtêm com as operações de empréstimo e investimentos envolvem também outras taxas. Somadas, elas resultam no chamado spread bancário.
Isso acontece porque as instituições bancárias ainda precisam ter uma margem de lucro após quitarem todos os custos.
Entenda cada uma das taxas, com peso diferente na composição do spread:
- Custo administrativo — O spread bancário ajuda a arcar com os custos referentes aos salários e outras despesas que os bancos têm com funcionários.
- Encargos fiscais, compulsório e FGC — Além dos custos, o Banco Central retém parte dos depósitos captados pelos bancos, visando controlar o dinheiro que está em circulação na economia. A determinação é obrigatória para todos os bancos comerciais e outras instituições financeiras.
- Inadimplência — Pessoas ou instituições que não retornam aos bancos o dinheiro emprestado são consideradas inadimplentes.
- Impostos diretos — Imposto sobre Operação Financeira (IOF), Imposto de Renda (IR), Financiamento da Seguridade Social (COFINS), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) têm influência no momento da formação do spread. Portanto, eles impactam em seu valor.
- Lucros — Qualquer instituição financeira precisa lucrar. O lucro é a parcela do spread bancário que fica retida no banco e é transformada em lucro para seus empresários e acionistas.

