Vice-presidente do BCE preocupa ao falar sobre altas de juros na região

BCE preocupa ao falar sobre juros. (Foto: Pexels)

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luís Guindos, preocupou o mercado ao afirmar que novas altas de juros podem vir nos próximos meses, reforçando o comprometimento do mercado de converter a inflação na região e promover a estabilidade de preços. 

Embora o tom tenha sido duro, o representante do BCE não quis revelar quantas vezes estes aumentos poderiam acontecer, nem em qual deles. 

“No Conselho do BCE não temos quaisquer estimativas da taxa final — o nível máximo para o qual as taxas podem — ou de taxa neutra — a que equilibra a economia em pleno emprego com preço estável. Não discutiremos nada”, disse em entrevista ao jornal português Expresso. 

Na semana retrasada, após o BCE ter elevação como taxas em 75 pontos-base, declarações mais fortes do presidente do banco, Christine Lagarde, levaram o mercado a projetar um outro aumento da mesma magnitude na reunião de outubro. 

Projeção para os próximos meses 

Guindos, que apontou que deve haver uma alta na inflação pelo restante do ano, destacou que é possível controlar a situação: “Ela vai cair eventualmente, mas ainda permanecerá acima da nossa meta de 2% no médio prazo. Em 202, projeta-se que a inflação seja de 2,3% em média na área do euro”, afirmou. 

Essa pode piorar e ficar 2,7% caso ocorra um corte total das entregas de gás pela Rússia. Assim como o presidente do BCE, o cairá para uma fábrica23, que deve começar a 55% em 2. 

“Há um alto nível de incerteza e a evolução da invasão russa da Ucrânia também desempenhará um papel fundamental. É por isso que queremos manter a flexibilidade o mais ampla possível para poder reagir a esse tipo de situação”, ponderou. 

Representante do BCE comenta sobre recessão 

Sobre uma possibilidade de recessão, Guindos explicou o cenário enfrentado pela Europa: “Temos um choque de oferta que está aumentando. O que queremos evitar é o tipo de segunda situação que ocorreu na década de 1970, também começou com um choque de energia seguido por efeitos de ordem que se tornaram as coisas muito piores”, lembradas. 

Para ele, no entanto, a economia reduzirá como redução de demanda, o que reduzirá a inflação, simultaneamente. 

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