Queda da Selic: chegou a hora de voltar para a renda variável?

Conheça dicas para entrar na renda variável (Foto: Pexels)

Nas últimas reuniões do Copom, a entidade surpreendeu positivamente os investidores ao dar início a uma série de cortes na taxa básica de juros do país, a Selic. Com a queda da taxa, não só o crédito se torna mais barato e a economia passa a ser mais aquecida, mas também a renda variável passa a ser mais interessante para os investidores.

Quando a taxa de juros começa a cair, historicamente os investidores que buscam pelo melhor investimento migram da renda fixa, que paga bons juros na alta da Selic, para a renda variável, voltando a buscar pela rentabilidade de ativos que costumam se desenvolver bem com o aquecimento da economia. Diante deste cenário e com a expectativa de novos cortes, será que vale a pena voltar para a renda variável em 2024?

A Bolsa de Valores é um dos investimentos que ‘enche os olhos’ dos investidores iniciantes — principalmente para aqueles que visam construir patrimônio através dos investimentos. Assim como a internet facilitou o acesso à educação financeira, ela também causou certa confusão nos mais novatos.  

Com tantos conteúdos, muitos investidores se sentem ‘perdidos’, sem saber ao certo por onde começar. Devo investir na renda variável de primeira? Ou devo ter uma reserva de emergência antes? Por onde começar? Nós, da Boa Brasil Investimentos, queremos sanar estas dúvidas e para te ajudar, preparamos uma publicação especial. 

Antes de partirmos para os 5 passos práticos para começar a operar na bolsa de valores da forma correta, é preciso entender o que é a renda variável.  

O que é a renda variável?  

Renda variável é todo tipo de investimento que não garante nem um ganho fixo, nem a devolução do total aplicado. Pode variar para mais ou para menos.  

Dessa forma, o investidor de renda variável pode ganhar ou perder dinheiro, pois o valor do ativo — sejam ações, ouro ou Fundos Imobiliários — oscilam durante o período. Não é possível saber com antecedência o quanto o dinheiro renderá — como acontece na renda fixa — e pode receber de volta até menos do que investiu.   

Quais são os tipos de renda variável?   

  • Ações — É um papel que representa uma fração de uma empresa que decidiu abrir o seu capital para o mercado. Desta foram, quem adquire uma ação se torna sócio de uma empresa.   
  • Fundos de ações — São fundos de investimentos que aplicam em ações. O valor das cotas do fundo sobem segundo as ações.   
  • Fundos multimercados — São fundos que investem em ações e também em outros artigos de renda variável.   
  • Ouro —  Ele é negociado através de contratos na Bolsa ou mesmo o metal físico, negociado em gramas e com cotação variável.   
  • Câmbio — Investimentos em moedas como o dólar, o euro ou a libra.   
  • Derivativos — O valor deste depende de outros ativos, que podem ser físicos, como as ações de uma empresa, o ouro ou até mesmo o café — ou o financeiro, com o Ibovespa, por exemplo, o índice da Bolsa.  

Como saber se estou pronto para a Bolsa de Valores?  

Estar pronto ou não é algo extremamente relativo, já que existem pessoas mais propensas para o risco do que outras. Além disso, outro fator que impacta o ‘estar pronto’ é também o quanto se estudou sobre aquele assunto e quão seguro o investidor está.  

Para ajudar os investidores, existem, de uma forma geral, três perfis de investir:  

  • Conservador: O investidor conservador é aquele que costuma dar muito mais importância para a segurança, ou seja, prefere investimentos que oferecem baixo risco e menos volatilidade.   
  • Arrojado: O arrojado é aquele que tem mais apetite aos riscos e na comparação com outros perfis, é o mais tolerante ao risco.   
  • Moderado: O moderado é aquele que está no meio do caminho, com características do conservador e do arrojado.  

Vale lembrar ainda que outro fator que ajuda o investidor iniciante a entender se ele está pronto para a renda variável ou não é a famosa ‘reserva de emergência’. Ela é um ‘porto-seguro’ para os investidores e essencial para que você comece na renda variável de forma segura.  

O que é reserva de emergência?  

A reserva de emergência nada mais é do que uma parcela de seu patrimônio que deve ser alocada em um ativo seguro com liquidez diária, de fácil acesso e renda no mínimo 100% do CDI — Certificado de Depósito Interbancário, atrelado a taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil.    

A reserva serve como um ‘porto seguro’ sendo destinada a gostos urgentes e essenciais. Sabe quando o carro quebra? Ou o seu filho se acidenta? Uma cirurgia de emergência surge? Estes são imprevistos, mas que com uma reserva de emergência montada, poderão ser contornados sem ter de pedir um empréstimo para o banco e acabar se endividando devido as altas taxas de juros.    

É o momento da renda variável?

Sim, esse é o momento da renda variável. O correto é que o investidor tenha um portfólio diversificado, com ativos diferentes das mais variadas classes. No entanto, a renda variável se torna, de fato, mais interessante diante da queda da taxa básica de juros, favorecendo diversos setores que historicamente obtiveram sucesso na bolsa, além de voltar a aquecer a economia de uma maneira geral, o que é sempre positivo para o mercado de capitais.

Sabendo que esse é um bom momento, é preciso se organizar para começar a operar na bolsa de valores da forma correta, evitando perdas desnecessárias por falta de conhecimento. Abaixo, confira abaixo 5 passos para começar a operar na Bolsa de Valores:

Monte uma reserva de emergência  

O primeiro passo para investir com segurança é a reserva. Por isso, mesmo que você esteja ansioso para começar usar o seu aporte mensal para a alcançar os seus objetivos — como a independência financeira, por exemplo — foque em construir a sua reserva.  

Com a reserva montada, você estará preparado para enfrentar as oscilações da Reserva de emergência, além de ter tranquilidade em todo o resto de sua vida.  

Estude o mercado  

Embora pareça óbvio, muitos ‘afobados’ começam a investir sem ter em mente a importância de se estudar. O estudo é a base para que você invista com consciência e consiga encontrar as melhores oportunidades.   

Estude o que é o mercado de renda variável, para que serve, como se aportar e entenda do assunto antes de investir o seu capital nele.  

Acompanhar sites de notícias com o ‘Boa Brasil Investimentos’ — que cobre o mercado diariamente — é uma opção para se inteirar sobre o assunto e entender o motivo de uma ação cair ou subir sabendo da perspectiva econômica mundial.   

Se inspire e leia  

Você ainda é leigo e se perde quanto as pessoas usam termos como ‘ordem’, ‘stop-loss’ ou ‘mercado’? Que tal começar a ler mais sobre o assunto. Existem muitas obras que tratam de investidores que começaram do zero e hoje acumulam fortuna com a Bolsa de Valores. Um exemplo destes é o caso de Warren Buffet, considerado o maior investidor do mundo.   

Usar livros como ‘O jeito Warren Buffet de investir’ é uma boa alternativa para quem ainda está começando neste universo e ainda não sabe ao certo quais os passos devem tomar.  

Avalie a empresa  

Antes de aportar todo o seu capital em uma empresa, estude ela. Ao adicionar o nome da empresa junto com o termo ‘RI’ no google você encontrará o site de relação com os investidores e encontrará todas as informações possíveis sobre aquela empresa que você deseja estudar — dentre balanços, patrimônio, etc.  

Avalie os riscos  

O primeiro passo para investir em bolsa é entender que há risco do seu patrimônio perder valor. Você está tranquilo se isso acontecer? Para esse risco valer a pena, a possibilidade de retorno deve compensar uma eventual perda. Quanto você busca ganhar com seu investimento?   

É preciso ter isso em mente para investir em uma empresa da qual você realmente queira ser sócio.  

Quer saber mais sobre o cenário de investimentos? Então preencha este formulário que um assessor da Boa Brasil Capital entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis e te ajudar a entender mais sobre o mercado financeiro!