Poupança: novo confisco é possível? Saiba tudo sobre!

Tesouro Direto é uma das opções mais buscadas. (Foto: Pexels)

Embora a educação financeira e os investimentos tenham se difundido nos últimos anos com a internet, a tradicional poupança continua sendo o investimento preferido da população.   

A Bolsa de Valores e os investimentos fora dos bancos tradicionais ainda não são uma realidade para a grande maioria dos brasileiros, que sequer conhecem este tipo de investimento.   

De acordo com o ‘Raio X do Investidor 2022’, pesquisa idealizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), 72% da população não se lembra de nenhum investimento espontaneamente, enquanto 11% da população cita a Poupança.   

Poupança é o principal investimento do Brasil  

Em questão de investimentos efetivamente, a Poupança permanece como a grande ‘queridinha’ dos brasileiros, com aplicações de 23% da população. Em comparação com os anos anteriores, outros investimentos começaram a ganhar a atenção da população.   

Em 2021, as criptomoedas totalizaram 2% dos investimentos realizados no ano passado — mais populares entre os millenials e a geração Z. A ‘nova moeda’ está empatada com títulos públicos, privados e ações.   

A maioria das pessoas que investem o dinheiro tem como foco a casa própria, totalizando 29% da população. 20% dos brasileiros tem como foco guardar ou investir, enquanto 8% tem como foco investir para abrir o próprio negócio.   

Bolsa de Valores é pouco conhecida  

A pesquisa da Anbima ainda apontou que a grande maioria dos brasileiros continua ter um comportamento tradicional em relação ao seu capital. 45% dos brasileiros conhecem bancos tradicionais, enquanto 10% conhecem os bancos digitais. Em contrapartida, apenas 4% da população em geral conhece corretoras e 1% conhece a Bolsa de Valores.    

Um outro ponto que chamou a atenção foi a falta de conhecimento ou familiaridade da população com bancos: 26% da população não citou nenhuma instituição de forma espontânea.   

A classe social dos entrevistados influenciou nos resultados da pesquisa da Anbima: quanto mais baixa, por exemplo, menor o conhecimento dos bancos digitais. 

Porque a Poupança não é a melhor opção 

O grande “problema” da poupança é que além do retorno ser muito baixo, é possível até mesmo perder dinheiro com este investimento.  A afirmação pode ser uma grande surpresa para várias pessoas, mas os números não mentem. 

Em 2021, por exemplo, o rendimento foi de apenas 2,94% no ano. Somada a inflação de 10,06% neste período, o retorno foi negativo. Ou seja, quem tinha capital investido perdeu dinheiro.  

Este efeito se dá porque o lucro praticamente irrisório da poupança quando comparado à inflação do período acaba sofrendo perdas.    

Desta forma, mesmo que o investidor pense que teve algum lucro em cima do montante que havia depositado, ainda sim, ele teve perdas, pois o ‘lucro’ foi inferior ao IPCA do período, não conseguindo manter o poder de compra quando for sacar este investimento. 

Novo confisco é possível? 

O maior medo de quem investe na poupança é que haja um novo confisco da poupança, tal qual o que aconteceu na gestão de Fernando Collor nos anos 1990.  Embora hajam especulações sobre o assunto, desde 2001 isso não é possível. 

Naquele ano, foi criada uma Emenda Constitucional que proíbe o confisco de qualquer ativo financeiro. Segundo a lei atual, atualmente o governo só permite o confisco de bens que estão sendo utilizados em atividades ilegais. 

Com a proibição do confisco registrada em uma emenda constitucional, não há chance de se tentar algo desse tipo de forma legal ou sem sofrer impeachment. 

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