Itaú BBA projeta Ibovespa a 165 mil pontos em 2025 com 4 pilares e revê portfólio

Futuros operam estáveis após Netflix (Foto: Pexels)

O Itaú BBA atualizou a sua visão para o mercado de ações brasileiro, tendo um novo preço-alvo para o Ibovespa, que passou de 145 mil pontos ao final de 2024 para 165 mil pontos ao fim de 2025 (ou um potencial de alta de 21% em relação ao fechamento do mês de agosto).

A nova projeção incorpora as estimativas dos analistas do banco e o novo cenário de custo de capital para o Brasil, baseando a tese positiva para o país em quatro pilares, listados a seguir:

  • 1. Pilar de valor – visto como positivo. O BBA vê o Brasil negociando a um valuation atrativo frente a seus pares e a sua média histórica, com o múltiplo de preço/lucro (P/L) próximo a 8 vezes (versus média de 10 anos de 10,3 vezes) e Earnings Yield Gap (razão lucro/preço ajustada a taxa de juros real de títulos públicos) de 6,3%, acima da média de 4,9%;
     2. Pilar de resultados – visto como levemente positivo. O lucro das empresas do Ibovespa deve crescer próximo a 12% em 2024-2025, com quase 10% em 2024 e acelerando para 14% em 2025. A maioria do crescimento em 2024 vem do setor financeiro, enquanto o setor doméstico deve mostrar maior expansão em 2025. Já o segmento de commodities deve mostrar o menor crescimento nos dois anos, inclusive com decréscimo de lucro em 2024;
     3. Pilar técnico/posicionamento – visto como neutro. Para os estrategistas do BBA, apesar do rali de curto prazo do Ibovespa, dados da indústria de fundos os levam a crer que os investidores domésticos ainda estão com posicionamento leve no mercado de ações, abaixo de seus picos recentes. “O investidor estrangeiro ingressou com recursos na Bolsa nos últimos meses, mas ainda registra retirada líquida de mais de R$ 25 bilhões no ano, mostrando também um posicionamento leve”, reforçam;
     4. Pilar Macro – visto como levemente negativo. A discussão sobre um novo ciclo de alta na Selic voltou a ser assunto no mercado (o time macro ainda mantém sua expectativa de manutenção na próxima reunião), podendo se mostrar negativo para o mercado de ações, dependendo da magnitude e duração de um eventual novo ciclo. As preocupações do lado fiscal também se mantêm, à medida que investidores avaliam a viabilidade de atingimento das metas.

Carteira de ações

O banco também atualizou a sua carteira Brazil Buy List, com seis mudanças frente à composição anterior. O BBA incluiu nas carteiras: Eletrobras (ELET3), Santos Brasil (STBP3), Direcional (DIRR3), Bradesco (BBDC4), B3 (B3SA3) e Rede D’Or (RDOR3).

Para tanto, removeu seis ações em relação à composição anterior: Sabesp (SBSP3), Localiza (RENT3), Azzas 2154 (AZZA3; resultante da fusão entre Arezzo e Grupo Soma), Randon (RAPT4), Banco do Brasil (BBAS3) e Hypera (HYPE3).

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O banco aponta que as 10 principais escolhas temáticas em quatro temas que gosta são: Equatorial (EQTL3), Eletrobras e Santos Brasil (bond proxies, ou ações com comportamento próximos a títulos, com taxas internas de retornos reais de dois dígitos), Direcional, Bradesco e B3 (empresas cíclicas de qualidade); GPS (GGPS3) e Rede D’Or (temas seculares); e, Suzano (SUZB3) e PRIO (PRIO3)(commodities com valuation atrativo).

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