Os índices futuros de Nova York operam de forma estável na manhã desta sexta-feira (2), após as bolsas americanas quebrarem a sequência de baixas. Os investidores aguardam com ansiedade pelos dados de criação de empregos (payroll) em agosto.
A expectativa do mercado é de que haja mais 300 mil e a taxa de desemprego fique em 3,5%. Os dados do payroll devem ajudar os investidores a entender a abordagem que o Federal Reserve deve adotar de agora em diante.
O mercado norte-americano foi impactado diretamente pelas falas agressivas do Fed de continuar a aumentar os juros por mais tempo para frear a alta da inflação — o que pode encaminhar a economia para uma desaceleração, com muitos temendo até mesmo uma possível recessão.
Em indicadores, serão divulgadas as encomendas da indústria americana, com previsão de alta de 0,2%.
Após um início de mês negativo, os mercados europeus registraram alta. No Brasil, haverá a divulgação do número da produção industrial no Brasil referente a julho, com projeção da Reuters de alta de 0,7% em relação a junho.
Estados Unidos

Os índices futuros dos Estados Unidos operam de forma estável aguardando pelo relatório de empregos de agosto. O indicador ajudará os investidores a avaliarem a saúde econômica e devem influenciar a tomada de decisão do FOMC sobre a política monetária no final deste mês.
O movimento altista de hoje não deve conseguir evitar uma queda semanal das principais bolsas de Nova York.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), 0,00%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,01%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,09%
Agenda
9h30: Relatório de emprego (payroll) de agosto, com projeção Refinitiv de criação de 300 mil vagas
11h: Encomendas à indústria
15h: Contagem de sondas Baker Hughes
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em baixa nesta sexta-feira (02), com os investidores também aguardando pela divulgação do payroll. No front econômico, o índice de preços ao consumidor da Coreia do Sul subiu menos do que o esperado — 5,7% em agosto em relação ao mesmo período do ano passado.
Shanghai SE (China), +0,05%
Nikkei (Japão), -0,04%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,74%
Kospi (Coreia do Sul), -0,26%
Europa

Os mercados europeus registraram alta, apagando as perdas da sessão anterior. Os dados do payroll são aguardados com ansiedade. Na zona do euro, os investidores enfrentam pressões adicionais devido as perspectivas de recessão na Europa como um todo, mas em especial no Reino Unido.
O país enfrenta a escassez de energia decorrente da guerra na Ucrânia alimentando crises de custo de vida e inflação crescente. Além disso, o índice de preços ao produtor do bloco europeu subiu 4% em junho na comparação com junho, acima do consenso Refinitiv de 3%. Assim, o índice acumula alta de 37,9% em 12 meses.
FTSE 100 (Reino Unido), +0,86%
DAX (Alemanha), +1,58%
CAC 40 (França), +0,83%
FTSE MIB (Itália), +1,16%
‘Commodities’
As cotações de petróleo registraram alta na manhã desta terça-feira (02), com apostas de que a Opep discutirá cortes de produção em uma reunião na próxima segunda-feira (05). Já os preços do minério de ferro recuam pela quinta sessão consecutiva em meio à lockdowns na China e dados econômicos fracos.
Petróleo WTI, +3,07%, a US$ 89,27 o barril
Petróleo Brent, +3,00%, a US$ 95,13 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 2,84%, a 667,50 iuanes, o equivalente a US$ 96,62
Bitcoin
Bitcoin, +0,92% a US$ 20.096,51 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
Brasil
Ibovespa fecha em alta de 0,81%

Nesta quinta-feira (01º), o Ibovespa fechou em alta de 0,81%, chegando aos 110.405 pontos. O principal índice da bolsa performou melhor do que seus pares americanos, impulsionado empresas ligadas ao setor interno.
Os dados do PIB foram o grande destaque de hoje. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o dado superou as suas projeções ao registrar alta de 1,2% no 2º trimestre e levaram a revisões para cima da economia para este ano.
Impactadas diretamente pela insegurança enfrentada pela China, maior exportadora de minério de ferro do mundo, as ações ordinárias da Vale registraram queda de 0,95% e as da CSN (CSNA3), 1,55%.
Embora a queda das commodities tenha pesado para algumas empresas, ela impulsionou a desaceleração na da pressão na curva de juros. As ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3; PETR4), no entanto, avançaram 1,83% e 1,87%.
O setor de construção civil foi destaque, com as ordinárias da MRV (MRVE3) registrando alta de 7,59%, as da Cyrela (CYRE3), 6,92% e as da JHSF (JHSF3), 5,16%.
Agenda
9h: Produção industrial de julho, consenso Refinitiv aponta para alta mensal de 0,7% e uma queda de 0,3% na base anual
10h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, tem reunião com representantes do Banco JPMorgan (fechado à imprensa)
Quer saber mais sobre o cenário econômico? Então preencha este formulário que um assessor da BBI Capital entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis!

