Futuros dos EUA sofrem leve queda impactada pelo balanço do Walmart

Futuros dos EUA têm leve queda com atenção ao balanço do Walmart (Foto: Pexels)

Os índices futuros de Nova York registraram leves perdas na manhã desta terça-feira (16) após terem operado em alta na véspera. Nesta semana, investidores aguardam com ansiedade pelos resultados do Walmart — que servirá como um indicativo do consumo nos Estados Unidos. 

No entanto, o mercado já especula que os dados não irão refletir os recentes indicadores de recuo da inflação e da atividade. Após os últimos acontecimentos, o mercado aposta que o Fed deve desacelerar a política monetária de juros nos próximos meses. 

Em contrapartida, as bolsas da Ásia-Pacífico fecharam sem direção, com empresas imobiliárias impulsionando a alta e mineradoras australianas sendo compensadas por mercados fracos do Japão e de Hong Kong. 

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos Estados Unidos operam com baixas nesta manhã, com investidores aguardando com ansiedade pelos resultados do Walmart — que devem dar indícios do consumo nos Estados Unidos, servindo como um “termômetro”. Haverá ainda a divulgação dos dados da produção industrial. 

Os rendimentos do título de dívida norte-americana de dez anos — referência global para decisões de investimento — caíram na véspera, após o banco central da China cortar importantes taxas de juros para o país. 

Nesta manhã, haverá ainda a divulgação de dados de construção de casa novas (9h30) e da produção industrial de julho (10h15) nos EUA. Os investidores ainda aguardam pela ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed), que será divulgada amanhã (17). 

Os dados podem ‘nortear’ os investidores sobre como o banco central deve agir e se deve aumentar as taxas para controlar a inflação daqui para frente. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,08% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,17% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,18

Ásia

Na sessão desta terça-feira (16), os mercados asiáticos fecharam registrando forte alta das empresas imobiliárias da China. O S&P/ASX 200 na Austrália subiu 0,58%, para 7.064,3 após as mineradoras apresentarem fortes ganhos liderados pela alta de 4,09%. 

As ações japonesas foram impactadas negativamente pelo setor auto, com Nissan, Honda e Mitsubishi caíram cerca de 1% cada. 

Enquanto isso, as ações de empresas imobiliárias chinesas deram um salto após promessa de garantia de títulos do governo chinês.  

  • Shanghai SE (China), +0,05% 

  • Nikkei (Japão), -0,01% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,05% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,22% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados europeus registraram alta, aproveitando a boa fase da semana anterior. Ainda hoje, foi divulgado que a balança comercial da zona do Euro registrou um déficit de 24,6 bilhões de euros, acima do esperado pelo mercado. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,35% 

  • DAX (Alemanha), +0,81% 

  • CAC 40 (França), +0,35% 

  • FTSE MIB (Itália), +0,44% 

‘Commodities’

As cotações do petróleo recuaram, mantendo as perdas da sessão anterior após a China apresentar dados econômicos que decepcionaram o mercado — com o país sendo considerado o maior importador de petróleo do mundo. 

  • Petróleo WTI, -1,06%, a US$ 88,46 o barril 

  • Petróleo Brent, -1,31%, a US$ 93,85 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,28%, a 720,50 iuanes, o equivalente a US$ 106,10 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -0,21% a US$ 24.006,72 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil 

Ibovespa fecha em alta de 0,24% 

Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)
Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,24% na última segunda-feira (15), chegando aos 113.031 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira seguiu o cenário visto nos Estados Unidos — onde as ações se beneficiaram do recuo das taxas dos treasuries. 

As altas da bolsa foram lideradas pelas empresas que se beneficiaram pela queda da taxa de juros. Em destaque, ficaram as ações ordinárias da Americanas (AMER3), da Via (VIIA3) e do Magazine Luiza (MGLU3) com alta de 17,59%, 15,09% e 12,29%, respectivamente.  

As quedas ficaram por conta das empresas ligadas ao setor de ‘commodities’, com destaque para CSN (CSNA3), que teve queda de 4,55%, seguida da 3R Petroleum (RRRP3), com menos 3,51%, e da SLC Agrícola (SLCE3), que recuou 3,57%. As ações da IRB foi a principal quedas do Ibovespa, recuando 9,96%. 

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