Futuros dos EUA e Europa sobem após semana marcada por dados de inflação

Futuros dos EUA e Europa sobem após semana marcada por dados de inflação (Foto: Pexels)

Os mercados asiáticos encerram a semana operando de forma mista. Em contrapartida, os índices futuros de Nova York e bolsas europeias registraram alta na manhã desta sexta-feira (12) — com investidores ainda especulando os rumos da política monetária mundial para os próximos meses. 

No after-market, Wall Street demonstrou instabilidade nesta quinta-feira (11) depois do Fed anunciar que manteria uma política monetária agressiva mesmo após o índice de preços ao produtor ter apresentado sinais de desaceleração. 

Segundo as falas dos diretores, o Federal Reserve ainda precisará aumentar as taxas de juros significativamente para domar totalmente o aumento da inflação. Na agenda, os preços de importação e os dados de confiança do consumidor serão divulgados nesta sexta-feira (12).  

Na Europa, uma série de dados econômicos divulgados nesta sexta estão sendo repercutidos, incluindo a leitura preliminar do PIB do Reino Unido, dados de inflação de julho da França, da Itália e a produção industrial da zona do euro em junho. 

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta sexta após fecharem próximos à estabilidade no pregão anterior. Na sessão anterior foi divulgado que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA recuou 0,5% em julho na comparação com junho.  

A queda do PPI levou o mercado futuro a especular que o Fed deve aumentar as taxas de juros em 50 pontos para o próximo vez ao invés dos 75 esperados para domar a inflação. No entanto, após falas dos diretores do Fed, a especulação é de que os aumentos continuem agressivos mesmo com os sinais de uma desaceleração da inflação. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,47% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,52% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,57% 

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam mistos nesta sexta após ter registrado ganhos na sessão passada — com investidores ainda digerindo os dados norte-americanos divulgados recentemente.  

Segundo a Reuters, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, anunciou que pedirá ao seu governo que encontre maneiras de lidar com o aumento dos preços dos combustíveis e alimentos no país. A inflação no Japão está acima da meta de 2% do banco central japonês. 

  • Shanghai SE (China), -0,15% 

  • Nikkei (Japão), +2,62% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,46% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,16% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados europeus operam em alta em meio a divulgação de dados econômicos da zona do euro. Assim, os investidores ainda traçam a política monetária que deve ser adotada pela região.  

Segundo dados da região, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido contraiu 0,1% em relação ao trimestre anterior no segundo trimestre do ano, menos do que a contração de 0,3% esperada pelos analistas. 

Na semana anterior, o Banco da Inglaterra já havia alertado que a economia do Reino Unido deve entrar em sua mais longa recessão desde a crise financeira global. Em outubro, a inflação deve atingir um pico acima dos 13%. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,53% 

  • DAX (Alemanha), +0,44% 

  • CAC 40 (França), +0,32% 

  • FTSE MIB (Itália), +0,37% 

‘Commodities’ 

 As cotações de petróleo permanecem em alta após o temor por uma recessão global – ainda que existente – tenha diminuído.  

  • Petróleo WTI, -0,25%, a US$ 94,10 o barril 

  • Petróleo Brent, +0,07%, a US$ 99,68 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,54%, a 730,50 iuanes, o equivalente a US$ 108,41 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -2,34% a US$ 23.948,55 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil 

Ibovespa cai 0,47% 

IBOV tem queda. (Foto: Pexels)
IBOV tem queda. (Foto: Pexels)

Encerrando a sequência de altas, o Ibovespa caiu 0,47% nesta quinta-feira (11), chegando aos 109.717 pontos – acompanhando o movimento apresentado pelo mercado externo. As bolsas do interior sofreram o impacto das falas dos diretores do Federal Reserve, que destacou que o fato da inflação ter desacelerado não mudará a política monetária que tem sido adotada pelas autoridades norte-americanas. 

Entre as quedas, se destacaram empresas ligadas ao mercado interno, como os papéis ordinários da MRV (MRVE3) que registraram queda de 11,00%, após a companhia divulgar seu balanço trimestral. As ações da Americanas (AMER3) e da Petz (PETZ3) caíram, respectivamente, 9,41% e 9,03%. 

Entre as maiores altas do Ibovespa, ficaram os papéis da Minerva (BEEF3) e do Banco do Brasil (BBAS3), que também publicaram seus documentos trimestrais. O frigorífico fechou com alta de 7,33% e o banco, com 4,43%.

Agenda

A temporada de balanços conta com a divulgação de resultados da Cemig (CMIG4), Cosan (CSAN3), Eletrobras (ELET6), Grazziotin (CGRA3), Iguá (IGSN3), Lupatech (LUPA3), M Dias Branco (MDIA3), Mobly (MBLY3) e mais empresas após o fechamento do mercado. 

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