Futuros dos EUA recuam após Walmart diminuir projeções de lucro

Futuros recuam antes de Fed e resultado do Walmart. (Foto: Pexels)

Os índices futuros de Nova York recuaram na manhã desta terça-feira (26) após o Walmart movimentar o mercado ao cortar a sua previsão de lucro — fazendo com que as ações de varejo despencassem. 

Na noite desta segunda-feira (25) a varejista anunciou que cortou as suas projeções de lucro trimestral e anual, apontando que a inflação está fazendo com que os compradores gastem mais com itens essenciais, como alimentos — deixando de lado itens ‘supérfluos’, como as roupas e os eletrônicos. 

Os mercados aguardam com expectativa pela decisão do Fed sobre os juros, já projetando os rumos que a economia norte-americano tomará nos próximos anos. Nesta terça-feira (26), o Fed começará a sua reunião e a nova taxa de juros deve ser anunciada nesta quarta-feira (27). 

Grandes empresas, como a Coca-Cola, McDonald’s e General Motors devem divulgar seus lucros nesta terça-feira antes do pregão. Alphabet e Microsoft devem apresentar relatórios após fechamento dos mercados. 

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros de Nova York operam em baixa na manhã desta terça-feira (26) depois do Walmart anunciar que iria reduzir as projeções de lucro. A varejista explicou que a inflação está estimulando os consumidores a reduzir os gastos com mercadorias, principalmente no ramo de vestuário. 

Os investidores ainda esperam com ansiedade os resultados de tecnologia esta semana, assim como o Federal Reserve, que ajudará Wall Street a direcionar suas expectativas para o resto do ano. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,37% 
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,26% 
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,33% 

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em alta, com exceção ao índice do Japão, o Nikkei. O PIB da Coreia do Sul superou as estimativas, enquanto a economia da Coreia do Sul cresceu 0,7% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre de 2022. 

O índice Hang Seng de Hong Kong cresceu 1,67%, após a Alibaba ter saltado 4,82% ao anunciar que solicitará uma listagem primária na Bolsa de Valores de Hong Kong, onde suas ações já estão listadas.  

  • Shanghai SE (China), +0,83% 
  • Nikkei (Japão), -0,16% 
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +1,67% 
  • Kospi (Coreia do Sul), +0,39% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados europeus operam de forma mista, aguardando com ansiedade a decisão do Federal Reserve nesta quarta-feira (27) e ainda digerindo os resultados corporativos da semana.

O mercado será impulsionado nessa semana principalmente pelos resultados corporativos. Hoje, diversas empresas divulgaram os seus resultados ao mercado. 

 O UBS decepcionou ao apresentar números abaixo do esperado, justificando que suas divisões de gestão de patrimônio e banco de investimento observaram a atividade de clientes em queda devido à desaceleração do mercado global. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,84% 
  • DAX (Alemanha), -0,25% 
  • CAC 40 (França), -0,02% 
  • FTSE MIB (Itália), -0,48% 

‘Commodities’

Os preços do petróleo avançaram devido ao temor crescente de restrições no fornecimento para a Europa depois da Rússia ter cortado o fornecimento de gás – país que mais fornece petróleo para a região. 

Além disso, as cotações do minério de ferro sobem pela terceira sessão consecutiva, com otimismo de que um fundo imobiliário para apoiar construtoras na China ajudará a aliviar a crise no setor. 

  • Petróleo WTI, +1,85%, a US$ 98,49 o barril 
  • Petróleo Brent, +1,67%, a US$ 106,91 o barril 
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 5,57%, a 748,50 iuanes, o equivalente a US$ 110,79 por tonelada 

Bitcoin

  • Bitcoin, -4,35% a US$ 21.095,80 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

Ibovespa 

Bolsa fecha em alta 

Bolsa subiu; Ibov teve alta. (Foto: Pexels)
Bolsa subiu; Ibov teve alta. (Foto: Pexels)

O Ibovespa fechou em alta de 1,36% nesta segunda-feira (25), chegando aos 100.269 pontos — o maior nível de fechamento desde 8 de julho.  

As ações mais negociadas do dia foram: Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB4).  

No Brasil, companhias de tecnologia e varejistas também foram destaques negativos, acompanhando o que foi visto nos EUA. As maiores altas do dia foram da Petrobras (PETR4; PETR3) e PetroRio (PRIO3), impulsionadas pela alta do petróleo no cenário mundial. 

As maiores baixas do Ibovespa ficaram para as ações ordinárias do Pão de Açúcar (PCAR3), com menos 7,04%, para as da Petz (PETZ3), com menos 5,07% e para as do IRB Brasil (IRBR3), com menos 5,50%. 

Cenário brasileiro 

No Brasil, o grande destaque do dia é o IPCA-15 deste mês. No cenário corporativo, o grande destaque do dia é a divulgação de resultados do Carrefour Brasil (CRFB3), Vivo (VIVT3) e Neoenergia (NEOE3) após fechamento do mercado. 

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