Futuros dos EUA caem com temor de inflação após falas do Fed

Futuros dos EUA caem com temor de inflação após falas do Fed (Foto: Pexels)

Os índices futuros de Nova York e as bolsas da Europa recuaram nesta sexta-feira (19). Em contrapartida, os mercados asiáticos fecharam sem direção definida. As bolsas mundiais repercutem a incerteza global quanto a inflação, com os investidores traçando os possíveis rumos que a economia tomará neste segundo semestre. 

Mesmo diante do cenário de incertezas, os três principais índices dos Estados Unidos fecharam em alta nesta quinta-feira (19) — encaminhando o Dow e S&P 500 em uma possível semana de ganhos. 

Embora os dados corporativos demonstrem positividade, a ata da reunião do Federal Reserve de julho demonstrou que os membros do Fed vão continuar a elevar a taxa de juros para conter a inflação — embora indicadores demonstrem uma possível desaceleração, levando investidores a acreditarem que o aperto seria menos agressivo. 

No Brasil, a agenda de indicadores está simples. No radar corporativo, acionistas da Petrobras vão eleger o novo conselho de administração da petroleira, às 13h (horário de Brasília). 

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Nesta manhã (19), os índices futuros recuaram os Estados Unidos, ainda repercutindo a sinalização do Fed de que a instituição deve seguir com um ritmo acelerado nas taxas de juros. 

Segundo membros da instituição, o Federal Reserve deve continuar a elevar os custos dos empréstimos para controlar a inflação. A presidente da distrital do Fed em São Francisco, Mary Daly, adiantou na véspera que não acreditava que os EUA estivessem se encaminhando para uma recessão — levando em conta os gastos com consumo e os dados do mercado de trabalho. 

Em contrapartida, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou na quinta-feira (18) que apoiava um aumento de 0,75% ponto percentual na próxima reunião, que deve acontecer em setembro deste ano.  

Bullard ainda afirmou que levará 18 meses para retirar as pressões de preços e levar a inflação à meta de 2%. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,58% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,78% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,97% 

Ásia

As bolsas da Ásia fecharam mistas, com destaque negativo para o índice Shanghai Composite, que registrou queda de 0,59%, para 3.258,08. 

Já o Nikkei, do Japão, fechou estável após a inflação de julho subir para 2,6%, de 2,4% em junho.  

  • Shanghai SE (China), -0,59% 

  • Nikkei (Japão), -0,04% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,05% 

  • Kospi (Coreia do Sul), -0,61% 

Europa

Europa se esforça para conter inflação. (Foto: Pexels)
Europa se esforça para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados da Europa fecharam no vermelho influenciados pelas falas dos membros do Fed e também repercutindo dados de vendas no varejo do Reino Unido de julho e o índice de preços ao produtor (PPI) alemão. 

O volume de vendas no Varejo do Reino Unido cresceu 0,3% na base mensal, mas recuou 3,4% na base anual. Já o PPI alemão apresentou crescimento de 5,3% na base mensal, bem acima do consenso de 0,6%. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,24% 

  • DAX (Alemanha), -0,87% 

  • CAC 40 (França), -0,72% 

  • FTSE MIB (Itália), -1,38% 

‘Commodities’

Depois de fechar em alta por duas semanas, o preço do baril de petróleo recuou hoje. No início da sessão, os contratos operavam em alta com a esperança de que a demanda de combustível continuasse forte nos Estados Unidos — afastando a possibilidade de uma desaceleração econômica. 

Sofrendo com uma onda de calor na China — considerada a maior produtora de aço do mundo —, o país precisou racionar a eletricidade, fazendo várias usinas interromperem as suas produções, aumentando a preocupação com a demanda do produto. 

  • Petróleo WTI, -1,33%, a US$ 89,30 o barril 

  • Petróleo Brent, -1,41%, a US$ 95,23 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,97%, a 673,5 iuanes, o equivalente a US$ 98,96 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -7,21% a US$ 21.769,71 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil 

Ibovespa fecha em leve alta 

Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)
Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)

O Ibovespa fechou estável nesta quinta-feira (18) com uma leve alta. O principal índice da Bolsa brasileira avançou 0,09%, chegando aos 113.812 pontos. O cenário visto no Brasil acompanhou o movimento de volatilidade dos Estados Unidos — que sofre com o sentimento de cautela e o medo de uma possível recessão. 

Outro fator que corroborou por este cenário mais temeroso foram falas mais duras de membros do Fed, que deixaram claro que não pretendem recuar. 

Entre as maiores altas, ficaram as ações ordinárias da Natura (NTCO3), com mais 5,31%, da 3R Petroleum (RRRP3), com 4,43%, e da Hapvida (HAPV3), com 4,34%. Em contrapartida, Yduqs (YDUQ3), Americanas (AMER3) e MRV (MRVE3) recuaram, na sequência, 5,28%, 4,28% e 4,17%. 

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