As bolsas mundiais foram diretamente impactadas pelas falas de membros do Fed após a divulgação da ata do Comitê de Mercado Aberto (FOMC). Os mercados asiáticos fecharam em queda nesta quinta-feira (18), enquanto os índices futuros de Nova York operam de forma estável.
O BC americano surpreendeu ao afirmar que mesmo diante de um cenário animador, continua focado em combater a inflação, indicando que a intensidade da política econômica dependerá dos indicadores econômicos.
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Investidores esperam que o Fed possa desacelerar o ritmo de seus aumentos de juros após a leitura do índice de preços ao consumidor (CPI) demonstrar que a inflação desacelerou em julho. No entanto, muitos investidores e membros do Fed olham com desconfiança para este cenário — ainda preocupados com a inflação.
Estados Unidos

Após o índice interromper uma sequência de cinco altas, os índices futuros dos Estados Unidos operaram em queda com os investidores aguardando pela decisão que o Fed deve tomar. A ata do Fomc apontou que o mercado deve acompanhar os próximos indicadores da economia, dando a entender que os membros podem continuar com ajustes nos próximos meses.
O Fed elevou sua taxa de juros de referência de um dia em 2,25 pontos percentuais neste ano, para uma faixa de 2,25% a 2,50%.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), -0,11%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,12%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,16%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em baixa, também diretamente impactados pela ata do Fed. Na região, o destaque ficou para a política monetária. Após elevar as taxas em 50 pontos-base ontem (17), o presidente do Banco da Reserva da Nova Zelândia, Adrian Orr, afirmou hoje que está confiante que a inflação está caindo.
O banco central filipino está se reunindo sobre as taxas de juros e deve aumentar as taxas em 50 pontos-base.
Shanghai SE (China), -0,46%
Nikkei (Japão), -0,96%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,80%
Kospi (Coreia do Sul), -0,33%
Europa

Os mercados europeus também foram impactados pela ata do Fomc e operam sem direção nesta quinta-feira (18) — com todo o mercado temeroso sobre as perspectivas inflacionárias para este ano.
Em dados econômicos, o índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro de julho cresceu 0,1% na mensal e 8,9% na base anual.
FTSE 100 (Reino Unido), -0,16%
DAX (Alemanha), +0,29%
CAC 40 (França), +0,23%
FTSE MIB (Itália), +0,28%
‘Commodities’
No ramo do petróleo, as cotações estenderam os ganhos da sessão passada nesta quinta-feira (18). Logo no início da sessão, houve uma queda com o temor de uma recessão global e o aumento de produção da Rússia — mas a perda logo foi recuperada.
Os russos começaram a aumentar gradualmente a produção de petróleo após restrições terem sido impostas ao país devido à guerra e os compradores asiáticos aumentarem as compras.
Em contrapartida, o minério de ferro de Dalian caiu para a mínima de três semanas hoje, perdendo US$ 100 a tonelada. Em Cingapura, os preços operam de forma volátil pressionados por preocupações com a fraca demanda de aço e o aumento da oferta na China.
Petróleo WTI, +1,16%, a US$ 89,13 o barril
Petróleo Brent, +1,36%, a US$ 94,92 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 3,96%, a 678,50 iuanes, o equivalente a US$ 99,90
Bitcoin
Bitcoin, -1,50% a US$ 23.457,30 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
Brasil
Ibovespa fecha em alta

Nesta quarta-feira (17), o Ibovespa fechou em alta de 0,17%, chegando aos 113.707 pontos. O principal índice da bolsa brasileira descolou de seus pares americanos, que recuaram após a divulgação da ata do Fomc, que demonstrou uma tendência de contração monetária.
Com a alta da curva de juros, empresas como Suzano (SUZB3) e Klabin (KBLN11) se destacaram com saldo positivo, assim como Minerva (BEEF3), JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), que se beneficiaram do dólar.
As empresas que mais sofreram foram as varejistas, com destaque para Americanas (AMER3), Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3).
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