Bolsas mundiais são impactadas por falas de membros do Fed e inflação na Europa

Bolsas mundiais são impactadas por falas de membros do Fed, inflação na Europa e queda do minério (Foto: Pexels)

As bolsas mundiais foram diretamente impactadas pelas falas de membros do Fed após a divulgação da ata do Comitê de Mercado Aberto (FOMC). Os mercados asiáticos fecharam em queda nesta quinta-feira (18), enquanto os índices futuros de Nova York operam de forma estável. 

O BC americano surpreendeu ao afirmar que mesmo diante de um cenário animador, continua focado em combater a inflação, indicando que a intensidade da política econômica dependerá dos indicadores econômicos. 

Investidores esperam que o Fed possa desacelerar o ritmo de seus aumentos de juros após a leitura do índice de preços ao consumidor (CPI) demonstrar que a inflação desacelerou em julho. No entanto, muitos investidores e membros do Fed olham com desconfiança para este cenário — ainda preocupados com a inflação. 

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Após o índice interromper uma sequência de cinco altas, os índices futuros dos Estados Unidos operaram em queda com os investidores aguardando pela decisão que o Fed deve tomar. A ata do Fomc apontou que o mercado deve acompanhar os próximos indicadores da economia, dando a entender que os membros podem continuar com ajustes nos próximos meses. 

O Fed elevou sua taxa de juros de referência de um dia em 2,25 pontos percentuais neste ano, para uma faixa de 2,25% a 2,50%. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,11% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,12% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,16% 

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em baixa, também diretamente impactados pela ata do Fed. Na região, o destaque ficou para a política monetária. Após elevar as taxas em 50 pontos-base ontem (17), o presidente do Banco da Reserva da Nova Zelândia, Adrian Orr, afirmou hoje que está confiante que a inflação está caindo. 

O banco central filipino está se reunindo sobre as taxas de juros e deve aumentar as taxas em 50 pontos-base. 

  • Shanghai SE (China), -0,46% 

  • Nikkei (Japão), -0,96% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,80% 

  • Kospi (Coreia do Sul), -0,33% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados europeus também foram impactados pela ata do Fomc e operam sem direção nesta quinta-feira (18) — com todo o mercado temeroso sobre as perspectivas inflacionárias para este ano. 

Em dados econômicos, o índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro de julho cresceu 0,1% na mensal e 8,9% na base anual. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,16% 

  • DAX (Alemanha), +0,29% 

  • CAC 40 (França), +0,23% 

  • FTSE MIB (Itália), +0,28% 

‘Commodities’

No ramo do petróleo, as cotações estenderam os ganhos da sessão passada nesta quinta-feira (18). Logo no início da sessão, houve uma queda com o temor de uma recessão global e o aumento de produção da Rússia — mas a perda logo foi recuperada. 

Os russos começaram a aumentar gradualmente a produção de petróleo após restrições terem sido impostas ao país devido à guerra e os compradores asiáticos aumentarem as compras.  

Em contrapartida, o minério de ferro de Dalian caiu para a mínima de três semanas hoje, perdendo US$ 100 a tonelada. Em Cingapura, os preços operam de forma volátil pressionados por preocupações com a fraca demanda de aço e o aumento da oferta na China. 

  • Petróleo WTI, +1,16%, a US$ 89,13 o barril 

  • Petróleo Brent, +1,36%, a US$ 94,92 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 3,96%, a 678,50 iuanes, o equivalente a US$ 99,90 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -1,50% a US$ 23.457,30 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil 

Ibovespa fecha em alta 

Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)
Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)

Nesta quarta-feira (17), o Ibovespa fechou em alta de 0,17%, chegando aos 113.707 pontos. O principal índice da bolsa brasileira descolou de seus pares americanos, que recuaram após a divulgação da ata do Fomc, que demonstrou uma tendência de contração monetária. 

Com a alta da curva de juros, empresas como Suzano (SUZB3) e Klabin (KBLN11) se destacaram com saldo positivo, assim como Minerva (BEEF3), JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), que se beneficiaram do dólar. 

As empresas que mais sofreram foram as varejistas, com destaque para Americanas (AMER3), Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3).

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