Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta terça-feira (19), enquanto as bolsas da Europa sofreram um leve recuo — com os investidores preocupados com as políticas monetárias que tem sido adotadas em bancos centrais de todo o mundo para conter a inflação.
Outro fator que está fazendo as economias girarem de modo misto é a estimativa de queda nos lucros das empresas para este segundo trimestre do ano.
Uma reportagem da Bloomberg desta segunda-feira (18) deixou os investidores atônitos ao anunciar que a Apple diminuiria as suas contratações e gastos visando crescimento no próximo ano para se preparar para uma possível desaceleração econômico — com a notícia derrubando os principais índices norte-americanos.
Essa semana, toda a atenção do mercado está voltada para a reunião de política do Banco Central Europeu na quinta-feira (21), com os formuladores de políticas tendo avisado antecipadamente um primeiro aumento em 11 anos.
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA apagam as perdas da sessão anterior e estão em leve alta na manhã desta terça-feira (19) — principalmente após um relatório da Apple reforçar que um cenário de recessão já é especulado pela empresa.
As ações foram arrastadas para baixo após uma matéria da Bloomberg relatando que a Apple diminuiria as contratações e os gastos com crescimento no próximo ano para se preparar para uma possível desaceleração econômica.
Vários setores econômicos estão pressionados, com à medida que o Federal Reserve continua sua campanha para aumentar as taxas de juros para domar a alta inflação. A próxima reunião de política do Fed termina na quarta-feira, 27 de julho.
Com isso, as discussões sobre uma possível recessão nos EUA ganharam força — com analistas já especulando a possível duração e a profundidade se este fato vier, de fato, a acontecer.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA),+0,52%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,70%
Nasdaq Futuro (EUA), +0,65%
Agenda de balanços
A temporada de balanços terá continuidade nesta semana, com a divulgação dos resultados da Johnson & Johnson e a Hasbro antes da abertura dos mercados. No entanto, os números mais aguardados pelo mercado nesta semana são os do setor de tecnologia.
A Netflix dará início nesta área, divulgando os seus números após o fechamento de mercado nesta terça-feira (19). A empresa prevê ter perdido 2 milhões de assinantes neste segundo trimestre de 2022.
Ásia
Os mercados da Ásia fecharam sem direção definida, com os investidores ainda digerindo as atas da reunião do banco central da Austrália, que demonstrou que as taxas atuais estão “bem abaixo” da taxa neutra, já adiantando que serão necessários outros aumentos para retornar a inflação.
Shanghai SE (China), +0,04%
Nikkei (Japão), +0,65%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,89%
Kospi (Coreia do Sul), -0,18%
Europa
Os mercados europeus operam em leve queda nesta manhã — enquanto outros operam próximos à estabilidade, com a alta das duas sessões anteriores perdendo força.
Euro atinge nova máxima
A moeda europeia subiu para a máxima de quase duas semanas e os rendimentos dos títulos do governo da zona do euro saltaram na manhã desta terça-feira depois da Reuters informar que o BCE avaliar se optará por um aumento de 50 pontos-base em oposição aos 25 pontos-base.
No radar de indicadores, a inflação na zona do euro atingiu recorde em junho, com alta de 8,6% na comparação anual e de 0,8% na base mensal.
FTSE 100 (Reino Unido), +0,01%
DAX (Alemanha), -0,16%
CAC 40 (França), -0,09%
FTSE MIB (Itália), +0,25%
‘Commodities’
As cotações do petróleo perderam força na terça-feira (19) após terem registrado alta na sessão anterior — com os temores de que o aumento do petróleo possa impulsionar uma recessão.
Em contrapartida, os preços do minério voltaram a cair abaixo dos US$ 100 na China.
- Petróleo WTI, -0,68%, a US$ 101,90 o barril
- Petróleo Brent, -0,85%, a US$ 105,37 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de -0,98%, a 656,50 iuanes, o equivalente a US$ 97,42
Bitcoin
- Bitcoin, -1,53% a US$ 21.900,91 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
Ibovespa
Bolsa fecha em alta
Nesta segunda-feira (18), o Ibovespa fechou em alta de 0,38%, chegando aos 96.916 pontos. Com o apoio das ‘commodities’, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira avançou, mesmo com a queda dos benchmarks americanos.
Commodities impulsionam alta
Em um esforço da China para gerar liquidez em seu mercado para impulsionar a economia local, as commodities registraram forte alta nesta segunda-feira (18), possibilitando o avanço das ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3;PETR4) em 3,33% e 2,29%, respectivamente.
Os papéis ordinários da PetroRio (PRIO3) subiram 6,72% e os da 3R Petroleum (RRRP3), 2,26%.
Entre as maiores quedas do Ibovespa, ficaram as ações ordinárias da EzTec (EZTC3), com menos 5,88%, após a construtora divulgar suas prévias operacionais do segundo trimestre.
Ativos de crescimento e ligadas ao cenário interno também apresentaram queda, como as ações ordinárias da Petz (PETZ3) caíram 5,10%, as da Méliuz (CASH3), 4,51% e as da Locaweb (LWSA3), 4,02%.
Cenário brasileiro
A agenda de indicadores está esvaziada e as atenções se voltam para o leilão de NTN-B do Tesouro. Em questão corporativa, saem os números de produção da Vale (VALE3) no segundo trimestre. O Citi prevê estabilidade para minério de ferro, em 76 milhões de toneladas.
PEC dos Auxílios
O Partido Novo protocolou, nesta segunda-feira (18), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a Emenda Constitucional 123/2022, decorrente da PEC dos Auxílios (PEC 1/2022), promulgada pelo Congresso Nacional na semana passada.
O partido pede a suspensão dos efeitos da medida pelo menos até o fim do processo eleitoral.
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