Os mercados asiáticos fecharam em alta nesta segunda-feira (18), seguindo as bolsas da Europa e os índices futuros de Nova York, com investidores especulando que o Federal Reserve (Fed) deve adotar medidas menos agressivas em sua próxima reunião.
Neste domingo (17), o Wall Street Journal divulgou que a especulação é que o Fed eleve as suas taxas de juros em 75 pontos-base em sua reunião no final deste mês.
Em praticamente todo o mês de julho, o que dominou o mercado foi o temor por uma recessão — já que investidores temem que uma postura mais agressiva do Fed — em um esforço para conter os avanços da inflação — acabe conduzindo a economia norte-americana para uma recessão.
Em solo europeu, o Banco Central Europeu (BCE) deve confirmar na quinta-feira (21) o primeiro aumento do juro em mais de uma década, mesmo assim, em níveis mais brandos do que o Fed.
Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta segunda-feira (18), com Wall Street antecipando uma semana movimentada na seara corporativa.
Os principais índices estão saindo de uma semana de baixa, com os investidores apostando que o Fed adote medidas menos agressivas em sua próxima reunião para evitar uma possível recessão na economia americana, segundo informações do Wall Street Journal.
Em entrevistas coletivas, os membros do Fed não descartaram um aumento maior de pontos na reunião de 26 a 27 de julho. No entanto, alguns deles simultaneamente jogaram água fria na possibilidade em entrevistas recentes e comentários públicos antes do período de silêncio pré-reunião de política monetária, que começou no sábado.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), +0,91%
S&P 500 Futuro (EUA), +1,05%
Nasdaq Futuro (EUA), +1,34%
Balanços corporativos
Em solo americano, começará à temporada de balanços corporativos. JPMorgan, Morgan Stanley e Wells Fargo já divulgaram seus números do segundo trimestre e apresentaram um desempenho pior que o esperado. Nesta segunda-feira (18), Goldman Sachs e Bank Of America divulgarão os seus resultados.
Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em alta nesta segunda-feira (18) – excluindo Japão, fechado no início desta semana por conta de um feriado local.
Em dados econômicos, o índice de preços ao consumidor da Nova Zelândia subiu 7,3% no trimestre de junho de 2022 em comparação com o mesmo período do ano passado.
Na reta final desta semana, a agenda será movimentada com as atas da reunião do Reserve Bank of Australia, à decisão da China sobre a taxa básica de empréstimos de um ano e cinco anos e a decisão da taxa de juros do Banco do Japão.
Shanghai SE (China), +1,55%
Nikkei (Japão), fechado por feriado
Hang Seng Index (Hong Kong), +2,70%
Kospi (Coreia do Sul), +1,90%
Europa

Os mercados europeus registraram alta estendendo os ganhos da última semana. A semana será marcada pela decisão do Banco Central Europeu de aumentar os juros na região. O BCE deve elevar o juro pela primeira vez em mais de uma década na próxima quinta-feira (21).
FTSE 100 (Reino Unido), +1,43%
DAX (Alemanha), +1,36%
CAC 40 (França), +1,46%
FTSE MIB (Itália), +1,18%
‘Commodities’
Os preços do petróleo sobem após registrarem baixa na abertura, com o mercado preocupado com o aumento de casos de covid-19 na China e a possibilidade de novos bloqueios serem adotados para evitar a propagação da doença.
Assim, a oferta de petróleo continua sendo um destaque no mercado internacional. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou no último sábado que o país continuará a ser um parceiro ativo no Oriente Médio de líderes árabes — mas sem garantir um compromisso que inclua Israel ou um aumento imediato da produção de petróleo.
- Não se esqueça de conferir: PIB da China decepciona e cresce 0,4% no 2º tri impactado pelos lockdowns
Em relação ao mercado de minério, os futuros de Dalian e Cingapura se recuperaram acima da marca de US$ 100 na segunda-feira (18).
Petróleo WTI, +2,45%, a US$ 99,98 o barril
Petróleo Brent, +2,67%, a US$ 103,86 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,18%, a 679,00 iuanes, o equivalente a US$ 100,76
Bitcoin
- Bitcoin, +3,90% a US$ 22.252,68 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
Ibovespa
Bolsa fecha em alta

Na última sexta-feira (15), o Ibovespa fechou em alta de 0,45%, chegando aos 96,551 pontos. No entanto, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira acumulou uma queda de 3,7% — além de ter performado de uma maneira mais pessimista do que os seus pares americanos.
Embora tenha registrado alta, a bolsa ainda sofre com os desdobramentos do cenário econômico da China. A segunda maior economia do mundo teve um desempenho aquém do esperado e recuou 2,60% no segundo trimestre, ante consenso de queda de 1,50%.
No ano, prospectava-se um crescimento de 1% — mas foi registrado um avanço de apenas 0,4%, decepcionando o mercado e levando preço do minério de ferro a recuar 4,24% em Qingdao — impactando diretamente o preço das ações da Vale (VALE3), uma das empresas com maior peso dentro do Ibovespa.
Altas e quedas da Bolsa
Mesmo com a queda do preço da commodity, no entanto, as ações do setor de siderurgia tiveram um dia de leve recuperação. As ordinárias da Vale (VALE3), por exemplo, subiram 0,62% — apesar de terem caído 9,32% na semana.
As preferenciais da Gerdau (GGBR4) foram as principais altas do Ibovespa, subindo 5,94%, apagando as baixas da semana, bem como as das preferenciais do tipo B da Usiminas (USIM5), que avançaram 4,10%.
Entre as maiores quedas do Ibovespa, ficaram as ações ordinárias da Hapvida (HAPV3), com menos 5,22%, as da CVC (CVCB3), com menos 4,55%, e as da Magazine Luiza (MGLU3), com menos 4,47%.
Agenda da semana
A agenda brasileira será bem menos movimentada do que na semana anterior neste período. Após promulgar a PEC dos Auxílios na semana passada, o Congresso entra em recesso. Assim como nos EUA, o destaque vai par a agenda corporativa.
A temporada de balanços começa a avançar. Na quarta-feira (20), a WEG (WEGE3) divulgará os números do segundo trimestre. Nesta terça-feira (19), saíram os resultados de produção da Vale (VALE3) no segundo trimestre.
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