Futuros de NY e Europa recuam antes de anúncio do BCE

Futuros de Nova York e Europa recuam.(Foto: Pexels)

Os índices futuros de Nova York e os mercados europeus recuaram na manhã desta quinta-feira (21), com investidores aguardando com ansiedade a primeira elevação de taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE) em mais de dez anos. 

Em entrevista à imprensa local, a presidente do BCE, Christine Lagarde, deu a entender que a instituição poderá adotar um aperto mais agressivo nos próximos meses. Ainda em solo europeu, a Rússia retomou o fornecimento de gás para a Europa, dissipando os temores de um racionamento. 

A atitude pode suavizar a pressão sobre a bolsa europeia e até mesmo sobre o euro — que chegou a ficar em um patamar abaixo do dólar na última semana — fato que não acontecia há 20 anos. 

Em contrapartida, a bolsa japonesa acumulou leves ganhos após o Banco manter as suas taxas de juros, enquanto os mercados a Ásia-Pacífico fecharam sem direção definida. 

No cenário americano, a AT&T e a American Airlines são duas das várias grandes empresas que divulgam resultados antes da abertura dos mercados. Além disso, serão divulgados os dados iniciais de pedidos de auxílio-desemprego. 

No Brasil, haverá a prévia operacional da Petrobras após o fechamento dos mercados. Em indicadores, a Receita Federal divulga o resultado da arrecadação de junho. 

Estados Unidos 

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos EUA operam em baixa na manhã desta quinta-feira (21), com os investidores aguardando a divulgação dos balanços do segundo trimestre. Nestas primeiras semanas de divulgação, os investidores já se sentem mais tranquilos e menos temerosos de uma possível recessão. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,35% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,34% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,35% 

Ásia 

Os mercados fecharam sem direção após o Banco do Japão divulgar que manteve as suas taxas de juros, reduzindo a previsão de crescimento do ano e aumentando as previsões de inflação. 

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1,51%, com as ações do setor imobiliário puxando o índice para baixo, enquanto os mercados da China continental caíram. 

  • Shanghai SE (China), -0,99% 

  • Nikkei (Japão), +0,44% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,51% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,93% 

Europa 

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados europeus recuam na sessão de hoje, com os investidores aguardando a decisão do BCE sobre a política monetária para a região nos próximos meses. As expectativas é que haja um aumento da taxa pela primeira vez em dez anos. 

De acordo com pesquisa da Reuters com 63 economistas, o BCE deve subir a taxa em 25 pontos base. 

Itália em crise 

A bolsa da Itália registrou a maior perda da região depois da renúncia do primeiro-ministro Mario Draghi nesta quinta-feira (21) após vários partidos da coalizão governista se abstiveram de um voto de confiança que visava renovar e reunir a aliança fragmentada. 

As eleições antecipadas podem acontecer em setembro ou outubro. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,43% 

  • DAX (Alemanha), -0,79% 

  • CAC 40 (França), -0,29% 

  • FTSE MIB (Itália), -2,34% 

‘Commodities’ 

As cotações do petróleo recuam pela segunda sessão consecutiva com as preocupações de que a demanda supere a oferta global. 

  • Petróleo WTI, -3,17%, a US$ 96,71 o barril 

  • Petróleo Brent, -2,76%, a US$ 103,97 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,30%, a 657,00 iuanes, o equivalente a US$ 97,07 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -2,07% a US$ 22.886,53 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Ibovespa 

Bolsa fecha estável 

IBOV não acompanha alta do exterior. (Foto: Pexels)
IBOV não acompanha alta do exterior. (Foto: Pexels)

Nesta quarta-feira (20), o Ibovespa fechou o dia de forma estável, subindo 0,04% e chegando aos 98.286 pontos. O resultado do dia foi aquém do esperado, já que embora a bolsa tenha fechado no verde, não conseguiu ter o mesmo desempenho positivo dos benchmarks americanos — impulsionados principalmente pelos balanços das empresas. 

As maiores quedas do Ibovespa foram as ações ligadas as commodities — principalmente pelos com relatos de que a Rússia e a Ucrânia podem estar próximas a um acordo que encerre bloqueios de exportação, impactando as commodities agrícolas em todo o mundo. 

Quedas e altas 

As ações ordinárias da Vale (VALE3) recuaram 2,16%, repercutindo a prévia operacional a empresa – além do recuo do minério de ferro. Outro destaque de baixa foram os papéis ordinários da Suzano (SUZB3), que tiveram uma baixa de 2,07%. 

A WEG (WEGE3) também foi destaque percentual do lado negativo do Ibovespa, com suas ordinárias caindo 3,60%, após divulgar o balanço do segundo trimestre. 

As empresas de crescimento e as varejistas foram as maiores altas. As ações ordinárias da Locaweb (LWSA3), da Via (VIIA3) e da Magazine Luiza (MGLU3) subiram, respectivamente, 15,54%, 12,99% e 10,04%. 

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