Os índices futuros de Nova York e mercados europeus recuaram nesta terça-feira (05), enquanto as bolsas asiáticas fecharam em alta na retomada do mercado após o feriado americano da Independência.
Nesta semana, o mercado americano ainda dará bons indicativos dos rumos que a economia norte-americana deve tomar nos próximos meses com a divulgação de indicativos relevantes para o mercado.
Em solo brasileiro, a preocupação continua a ser a “PEC” dos auxílios. Além disso, será divulgada nesta terça-feira (05) a produção industrial de maio pelo IBGE, com estimativa de alta.
Ásia
A maior parte dos mercados contabilizaram alta nesta terça-feira (05). Os dados divulgados demonstram que o índice de preços ao consumidor da Coreia do Sul em junho subiu 6% em comparação com o período homólogo. Segundo a Reuters, o número foi maior que o aumento esperado, que era de 5,9%.
Em contrapartida, os índices chineses tiveram leve queda, com os novos lockdowns no país mantendo as incertezas sobre a durabilidade deste crescimento e se a recuperação se mostrará crescente com o passar do tempo.
Segundo o PMI de serviços da Caixin, a atividade do setor de serviços da China cresceu. Em junho, o índice subiu para 54,5 em comparação com 41,4 em maio.
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Negócios entre China e EUA
O mercado reagiu positivamente após a notícia de que a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, e o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, conversaram para discutir questões macroeconômicas.
Há algum tempo, EUA e a China negociam a remoção de algumas tarifas e sanções comerciais da era Trump, o que poderia aliviar a inflação crescente que tem assustado toda a comunidade global e forçado as maiores economias globais a aumentarem as suas taxas de juros.
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA operam em baixa após o feriado da independência, com os investidores aguardando os eventos econômicos que devem nortear o cenário econômico para o mercado neste ano.
Confira o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), -0,51%
- S&P 500 Futuro (EUA), -0,57%
- Nasdaq Futuro (EUA), -0,72%
O calendário econômico inclui a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve na quarta-feira (06) e o payroll na próxima sexta-feira (08).
Europa

Já os mercados europeus recuaram hoje, sem que os mercados globais consigam consolidar os ganhos após a última semana positiva.
Os temores de uma possível recessão são ainda mais palpáveis agora que os bancos centrais voltaram a adotar uma política monetária mais severa para conter os avanços da inflação.
- FTSE 100 (Reino Unido), -0,96%
- DAX (Alemanha), -1,19%
- CAC 40 (França), -1,20%
- FTSE MIB (Itália), -0,89%
‘Inflação elevada permanecerá conosco por algum tempo’
O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou nesta segunda-feira (04) que a inflação elevada ainda permanecerá por algum tempo, caindo para um pouco acima da meta.
“Esperamos que a moderação dos custos de energia, o alívio das interrupções no fornecimento relacionadas à pandemia e a normalização da política monetária levem a inflação a retornar à meta de 2% no médio prazo. Porém, os riscos em torno da inflação estão altos”, analisou, em discurso no Frankfurt Euro Finance Summit.
Guindos também destacou que as projeções preveem crescimento acima de 2% ao longo do horizonte de projeção.
Ibovespa
Bolsa fecha em queda

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em queda nesta segunda-feira (04), com recuo de 0,34, chegando aos 98.608 pontos. O volume financeiro negociado ficou em R$ 11,2 bilhões, abaixo da média.
Após uma leve alta, o Ibovespa zerou os ganhos e fechou em queda. No início desta semana, a Bolsa de Valores operou sem a referência de Wall Street, já que as Bolsas americanas permanecerem fechadas, devido ao feriado de independência dos Estados Unidos.
O mercado, no entanto, reagiu negativamente as novas medidas de restrição sanitárias impostas na China — além de ter sido impactada negativamente pelos riscos fiscais internos, com a PEC dos auxílios a caminhoneiros e taxistas ainda sendo uma das principais agendas brasileiras.
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As ações mais negociadas do dia foram: Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Ishares bova (BOVA11). As maiores altas do dia foram impulsionadas por Hapvida (HAPV3), Locaweb (LWSA3) e BRF (BRFS3).
As maiores baixas foram IRB Brasil (IRBR3), YDUQS (YDUQ3) e Magazine Luiza (MGLU3).
Petrobras lidera as altas
Uma das empresas com maior peso na carteira teórica do Ibovespa, Petrobras (PETR4) operou em alta ao longo de toda a segunda-feira (04), fechando em um saldo positivo de 2% — acompanhando a valorização do preço do petróleo após a perspectiva de que a matéria-prima se torne mais restrita.
No entanto, o índice foi impactado pelo desempenho de outras ‘gigantes’ da bolsa, como Itaú (ITUB4) (-0,96%) e Bradesco (BBDC4) (-1,06%).
Cenário brasileiro
PEC continua repercutindo
Como já dito, o grande assunto no mercado interno continua a ser a PEC dos auxílios — que visa criar benefícios sociais e amplia os programas já existentes, abrindo R$ 41,25 bilhões em créditos extraordinários — adotando o estado de emergência até o final do ano.
Segundo o que vem sendo especulado pelos mercados, o desejo do governo federal é ver a PEC ser promulgada pelo Congresso Nacional até o dia 17 de julho, quando tem início o recesso parlamentar.
Bitcoin
O Bitcoin (BTC) ensaiou uma recuperação nesta segunda-feira (04) e chegou a se aproximar de US$ 21 mil, mas perdeu força rapidamente. Nesta terça-feira (5), a criptomoeda está abaixo dos US$ 20 mil.
Considerando a cotação de 24 horas atrás, o ativo registra ganhos de 1,8%, e vai a US$ 19.736.
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