CRI, CR, LCI, LCA… Você já deve ter ouvido falar dessas letras que compõem um tipo de investimentos. Ela se refere a Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Estes títulos servem para ajudar a impulsionar projetos específicos dessas duas áreas.
Primeiro, é preciso entender qual é o papel do CRA investimento. Ele tem como objetivo custear projetos do agronegócio nacional. Ele é válido em todo o território nacional e, por sua importância para projetos desse segmento econômico — um dos mais importantes da economia nacional — passou a ser permitida sua emissão fora do país, graças à aprovação da Lei 13.986.
Trata-se de um título do mercado de renda fixa e de crédito privado. Diferente das letras de crédito, como LCI e LCA, não são emitidos por instituições financeiras como bancos, mas sim por securitizadoras. O que torna o CRA atrativo é que ele é atrelado a esse setor econômico no qual o Brasil é considerado um dos líderes mundiais.
O que é um CRA investimento?
Trocando em miúdos, investir em um título CRA investimento, significa que o investidor está entrando com dinheiro para ajudar a bancar um projeto para empresas do setor do agronegócio nacional.
Seja aquisição de novos equipamentos, compra de ativos, novas fazendas, expansão de negócios, etc. A finalidade do CRA investimento serve a uma infinidade de objetivos preponderantes ao setor agrícola.
Captando recursos por meio da emissão desse tipo de título de crédito privado, as empresas do setor conseguem ampliar a produção e lucratividade em seus negócios. Portanto, não é exagero dizer que, ao optar pelo CRA investimento, o investidor está ajudando a impulsionar os negócios de determinadas empresas do setor.
Dessa forma, todo recurso captado por meio da emissão dos títulos precisa ser obrigatoriamente ser revertido para atividades ligadas ao setor e em projetos aos quais devem ser destinados.
CRA Investimento: quando rende?
O rendimento do CRA investimento é muito semelhante ao rendimento do CRI – o certificado de recebíveis do mercado imobiliário. Veja a seguir:
- – Prefixada: 12% ao ano por exemplo;
- – Pós-fixada: 110% do CDI por exemplo;
- – Pós-fixada + taxa fixa: CDI+1,2 ou CDI – 0,8 por exemplo;
- – Inflação + taxa fixa: IPCA+8% ou IGPM+7% por exemplo.
Podemos ver, que há uma variação de como o dinheiro irá render nos títulos, porque existem modalidades pré e pós-fixadas e aqueles que são atreladas à inflação, seja o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

