As bolsas registraram queda com o temor de uma recessão global cada vez maiores. A maioria dos mercados mundiais começa a quinta-feira (20) no vermelho, após o mercado à vista dos EUA interromper na véspera uma sequência de duas altas.
Os mercados foram pressionados por recordes de inflação na zona do euro e Reino Unido, considerando a perspectiva agressiva que o Federal Reserve (Fed) tem adotado. Os rendimentos monitoram os resultados crescentes do Tesouro americano buscando sinais de recessão, mesmo que a temporada de balanços tenha se provado forte.
Em indicadores nos EUA, saem os números de pedidos de auxílio-desemprego semanal, vendas de moradias usadas de setembro e índice de atividade industrial de outubro do Fed de Filadélfia. Já no Reino Unido, a crise política no governo da premiê Liz Truss se agrava com a demissão da ministra do Interior.
No front corporativo do Brasil a companhia de atacarejo Assaí (ASAI3) divulgará seus resultados do terceiro trimestre de 2022, após o fechamento dos mercados.
Estados Unidos

Os índices futuros dos Estados Unidos registraram queda com o temor de uma inflação crescente. Durante o pregão de ontem, os principais índices de NY quebraram uma sequência de altas de dois dias, mas ainda caminham para um ganho semanal.
As ações da Tesla recuaram 4,5% no after market depois que a fabricante de veículos elétricos divulgou receita no terceiro trimestre que ficou abaixo das expectativas, embora os lucros tenham superado projeções.
Dow Jones Futuro (EUA), -0,01%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,26%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,54%
Ásia
Nesta quinta-feira (20), as bolsas da Ásia registraram queda, ainda impactada pelas incertezas sobre o crescimento econômico. O índice Hang Seng, de Hong Kong reduziu algumas de suas perdas anteriores e fechou -1,33% depois de cair 3%, atingindo seu nível mais baixo desde maio de 2009.
O Banco do Japão anunciou operações emergenciais de compra de títulos, oferecendo a compra de 100 bilhões de ienes (US$ 666,98 milhões) em títulos do governo japonês com vencimentos de 10 a 20 anos e outra tranche no valor de 100 bilhões de ienes com vencimentos de 5 a 10 anos.
Shanghai SE (China), -0,31%
Nikkei (Japão), -0,92%
Hang Seng Index (Hong Kong), -1,40%
Kospi (Coreia do Sul), -0,86%
Europa

Os mercados da Europa operam mistos, à espera de dados econômicos. Investidores avaliam novos dados econômicos da Alemanha, um aumento acentuado nos rendimentos dos títulos e caos político no Reino Unido.
As bolsas regionais fecharam ligeiramente em baixa na sessão anterior, com agentes do mercado digerindo novos dados de inflação do Reino Unido e avaliando as expectativas de aumento das taxas e os temores de recessão.
FTSE 100 (Reino Unido), -0,11%
DAX (Alemanha), -0,58%
CAC 40 (França), +0,16%
FTSE MIB (Itália), +0,13%
Stoxx600, -0,44%
‘Commodities’
Os barris de petróleo registraram alta nesta quinta-feira (20), enquanto o minério de ferro registrou queda de mais de 3%. Tanto o contrato do petróleo tipo WTI quanto Brent sobem hoje, com a cautela sobre o aperto da oferta contrabalançando o impacto negativo da demanda incerta e notícias de que os Estados Unidos liberarão mais petróleo de suas reservas.
Petróleo WTI, +1,59%, a US$ 86,91 o barril
Petróleo Brent, +0,83%, a US$ 93,18 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 3,05%, a 667 iuanes, o equivalente a US$ 92,23
Brasil
Ibovespa fecha em leve alta de 0,46%

Nesta quarta-feira (19), o Ibovespa fechou em alta de 0,46%, chegando aos 116.274 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira, puxado, principalmente, pelas ações da Petrobras (PETR3; PETR4), destoou do que foi visto no exterior, onde os maiores benchmarks fecharam em queda.
Entre as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira, ficaram as ações ligadas ao cenário interno. As ordinárias da Americanas (AMER3) perderam 6,81%, as da Via (VIIA3), 4,40% e as da Magazine Luiza (MGLU3), 3,01%. Qualicorp (QUAL3) e Yduqs (YDUQ3), por sua vez, perderam 6,65% e 5,62%.
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