Bolsas operam em queda; Powell, Caged e outros destaques do mercado

Bolsas operam em queda; Powell, Caged e outros destaques do mercado (Foto: Pexels)

As bolsas mundiais operam em queda nesta quarta-feira (28). Os índices futuros dos Estados Unidos e os mercados europeus operam em baixa, seguindo a direção das bolsas asiáticas. De uma maneira geral, a queda generalizada se refere ao temor de uma inflação global e as baixas perspectivas de crescimento. 

O rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos ultrapassou 4% pela primeira vez desde 2010, enquanto o yuan chinês offshore e onshore atingiu seus níveis mais fracos desde 2008. 

Sem indicadores relevantes no exterior, as atenções se voltam para falas da presidente do Banco Central Europeu, do presidente do Fed e de mais quatro membros do BC americano. 

Em solo brasileiro, após a nova deflação no IPCA-15 em setembro, outro índice de peso que deve ser divulgado na manhã desta quarta-feira (28) é o índice de preços ao produtor (IPP). Além do IPP, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) estão previstos para às 9h30. 

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Wall Street registra recuo, com os índices futuros dos Estados Unidos registrando queda de mais de 1% nesta quarta-feira (28) – com o temor por uma recessão ainda alarmando toda a região.  

Investidores aguardam ansiosamente os discursos de hoje em busca de novos direcionamentos. Dow e o S&P 500 fecharam em baixa na sessão anterior, completando o sexto dia consecutivo de perdas, enquanto o Nasdaq fechou em alta de 0,25%. 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,93% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), -1,15% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -1,55% 

Ásia

Nesta quarta-feira (28), os mercados asiáticos registraram queda generalizada, com perdas lideradas pelo índice de Hong Kong após o S&P 500 estabelecer uma nova mínima de 2022 durante a noite em Wall Street.  

O yuan chinês offshore e onshore atingiu os níveis mais fracos desde 2008 e a rupia indiana também marcou um recorde de baixa. 

  • Shanghai SE (China), -1,58% 

  • Nikkei (Japão), -1,50% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -3,41% 

  • Kospi (Coreia do Sul), -2,45% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Bolsas na Europa registraram recuo de 2% nesta quarta-feira (28). Assim como no mercado global, a região foi afetada com preocupações econômicas em torno da inflação e das perspectivas de crescimento. O setor de saúde é o único setor no campo positivo, somando 0,7%. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -1,73% 

  • DAX (Alemanha), -1,96% 

  • CAC 40 (França), -1,44% 

  • FTSE MIB (Itália), -2,00% 

  • Stoxx600, -1,68% 

‘Commodities’

Petróleo e minério de ferro caem após cortes de produção dos EUA nesta quarta-feira (28). Após alta da véspera, os preços do minério de ferro na China voltaram a cair e fecharam abaixo dos US$ 100. 

  • Petróleo WTI, -0,27%, a US$ 78,29 o barril 

  • Petróleo Brent, -0,24%, a US$ 86,06 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,49%, a 711,50 iuanes, o equivalente a US$ 98,15 

Brasil

Ibovespa fecha com queda de 0,68%

Ibovespa fecha em queda (Foto: Pexels)
Ibovespa fecha em queda (Foto: Pexels)

O Ibovespa fechou em queda de 0,68% nesta terça-feira (27), aos 108.376 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira acompanhou, majoritariamente, a performance dos índices americanos.

Entre as maiores quedas do Ibovespa, ficaram as ações preferenciais da Alpargatas (ALPA4), com menos 4,84%, e as ordinárias da Positivo (POSI3) e da Dexco (DXCO3), com menos 4,82% e 4,60%, respectivamente. 

Nos destaques positivos, as ações preferenciais da Gerdau (GGBR4) subiram 2,59%, e as ordinárias da Suzano (SUZB3) e da Cielo (CIEL3), 2,05% e 2,13%. 

Corrida eleitoral

A poucos dias do primeiro dia das eleições, o grande destaque do dia definitivamente é o cenário político. Segundo a pesquisa da Genial/Quaest, Lula subiu dois pontos e chegou a 46%. Bolsonaro tem 33% a 4 dias do 1º turno Em cenário de segundo turno, Lula abre 14 pontos de vantagem sobre Bolsonaro. Na semana passada, a vantagem era de dez pontos. 

Já pelo PoderData, Lula subiu de 46% para 48% e Bolsonaro cai de 39% para 38%. Ciro Gomes tem 6% e Simone Tebet, 5%. A margem de erro é de 1,5%. Em um eventual 2º turno, Lula aparece com 51% das intenções de voto e Bolsonaro com 39%.

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