Bolsas mundiais se recuperam após baixa na véspera; IPCA-15, ata do Copom e outros destaques

Bolsas mundiais se recuperam após baixa na véspera; IPCA-15, ata do Copom e outros destaques (Foto: Pexels)

Após cinco dias consecutivos de perdas, as bolsas se recuperam. Os índices futuros de Nova York abriram em alta nesta terça-feira (27), com investidores se preparando para um risco maior de recessão global. Wall Street está cada vez mais preocupada com o fato de que a luta inflacionária do Fed levará a economia a uma recessão. 

Nos Estados Unidos, dados econômicos de peso são aguardados pelos investidores — como a confiança do consumidor em setembro, pedidos de bens duráveis em agosto e os preços das residências em julho. Além disso, falas de membros do Fed devem agitar os mercados ao longo do dia. 

Em solo brasileiro, haverá a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que encerrou o ciclo de aperto monetário, com a taxa Selic em 13,75%. Investidores também aguardam pela prévia do índice de preços ao consumidor amplo (IPCA-15). 

No campo político, a cinco dias das eleições, o ex-presidente Lula (PT) mantém a dianteira com 48% das intenções de voto ante 31% do presidente Bolsonaro (PL), segundo pesquisa do Ipec divulgada na segunda (26). 

Estados Unidos

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Nesta terça-feira (27), os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta após o mercado começar a semana dando continuidade à queda da semana anterior.  

Investidores seguem preocupados com a agressividade que o Fed pode adotar nos próximos meses — temendo que as taxas de juros crescentes possam levar o país a uma recessão. 

A inflação nos EUA está alta e as incertezas tornam as decisões de política monetária não triviais, disse ontem a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester. 

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,57% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,80% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), +1,02% 

Agenda

  • 7h15: Discurso do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans
  • 8h30: Jerome Powell, presidente do Fed, participa de evento sobre moedas digitais
  • 9h30: Bens duráveis
  • 11h: Sondagem industrial do Fed Richimond
  • 11h: Confiança do consumidor de setembro
  • 11h: Vendas de casas novas de agosto
  • 11h: Discurso do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard
  • 17h30: Estoques de petróleo — API
  • 21h35: Discurso da presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly

Ásia

As ações da China fecharam em forte alta com a ajuda das ações do setor de consumo, educação e saúde – acompanhando o movimento de recuperação.  

Nesta semana, o Banco Mundial reduziu sua previsão de crescimento anual de 2022 para a região do Leste Asiático e Pacífico para 3,2% em relação à previsão de abril de 5%, informou em seu último relatório divulgado na terça-feira. O Banco Mundial espera que a China cresça 4,5% em 2023. 

  • Shanghai SE (China), +1,40% 

  • Nikkei (Japão), +0,53% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,03% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,13%

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados europeus operam mistos com as ações tentando subir após negociações tumultuadas no início da semana. As atenções continuam voltadas para o Reino Unido após anúncios de política fiscal do Ministro das Finanças britânico Kwasi Kwarteng na sexta-feira.  

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,38% 

  • DAX (Alemanha), +0,21% 

  • CAC 40 (França), +0,13% 

  • FTSE MIB (Itália), -0,69% 

‘Commodities’

As cotações do petróleo registraram alta de mais de 1%, com sinalizações de que a aliança de produtores de petróleo (Opep+) evite um colapso nos preços — unindo isso ao abrandamento do dólar.

  • Petróleo WTI, +1,63%, a US$ 77,96 o barril 

  • Petróleo Brent, +1,68%, a US$ 85,47 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,13%, a 718,50 iuanes, o equivalente a US$ 100,23 

Brasil

Ibovespa cai mais de 2%

Ibovespa fecha em queda (Foto: Pexels)
Ibovespa fecha em queda (Foto: Pexels)

O Ibovespa caiu mais de 2,15% nesta segunda-feira (26), chegando aos 109.313,58 pontos – segunda queda consecutiva maior que os 2%. No pior momento do dia, o índice chegou a 109.021,62 pontos, enquanto na máxima esteve em 111.712,70 pontos. O volume financeiro somou 23,8 bilhões de reais. 

A queda foi influenciada pelo cenário negativo no exterior, onde as preocupações com inflação e recessão econômica pesaram novamente. 

Agenda

  • 8h: INCC-M
  • 8h: Ata do Copom
  • 9h: IPCA-15 de setembro, consenso Refinitiv aponta para baixa mensal de 0,20% e alta de 8,13% na base anual
  • 10h: Pesquisas eleitorais da Atlas/Arko
  • 10h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, tem tem reunião com Robert Citrone, CEO da Discovery Capital Management (fechado à imprensa)
  • 10h30: Arrecadação de agosto
  • 12h30: Campos Neto almoça com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, no Ministério da Economia (fechado à imprensa)
  • 16h30: Campos Neto tem reunião com representantes da Mastercard (fechado à imprensa)

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