Bolsas mistas com recessão de volta ao radar; inflação nos EUA, falas de Lula e mais

Bolsas mistas com recessão de volta ao radar; inflação nos EUA, falas de Lula e mais(Foto: Pexels)

As bolsas mundiais operam mistas nesta quinta-feira (13), com exceção dos futuros dos Estados Unidos, que operam em leve alta. As bolsas da Europa e Ásia operam sem direção definida após a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) sinalizou na véspera que os desenvolvimentos recentes no setor bancário provavelmente resultarão em recessão.

Os comentários do Federal Reserve apagaram os ganhos anteriores vistos em Wall Street após a divulgação do relatório do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, que mostrou desaceleração da inflação em março. O CPI subiu 0,1% em março na comparação com fevereiro e atingiu 5,0% no acumulado em 12 meses.

Na China, as exportações superaram as expectativas e marcaram um salto surpreendente em março, registrando um crescimento de 14,8%, após uma queda de 6,8% em fevereiro.

No Brasil, com a agenda de indicadores esvaziada, as atenções se voltam para participação de Roberto Campos Neto, presidente do BC, em eventos nos EUA, e para comitiva do presidente Lula na China. Lula discursou durante a cerimônia de posse da ex-presidente Dilma Rousseff no NBD (Novo Banco de Desenvolvimento) e também visitou a fábrica da gigante de tecnologia chinesa Huawei, em Xangai.

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA sobem nesta manhã de quinta-feira, com investidores avaliando o risco de recessão após a ata da última reunião do Federal Reserve em março. O BC americano espera que a recente crise bancária cause uma recessão ainda este ano.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,03%

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,10%

  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,16% 

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção definida, com temores de recessão renovados pela ata do Fomc divulgada na sessão passada.

Na frente econômica, as exportações da China superaram as expectativas e marcaram um salto surpreendente em março, registrando um crescimento de 14,8%, após uma queda de 6,8% em fevereiro. Isso interrompe uma seqüência de quedas de cinco meses, enquanto as importações também caíram menos do que o esperado em 1,4%.

  • Shanghai SE (China), -0,27%

  • Nikkei (Japão), +0,26%

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,17%

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,43% 

  • ASX 200 (Austrália), -0,27%

Europa

Os mercados de ações europeus operam mistos na sessão de hoje, com agentes do mercado digerindo dados de inflação dos EUA e ata do Fomc divulgados na quarta-feira. A visão é de que o Federal Reserve suba os juros em maio mesmo com risco de recessão leve, apontado na ata pela primeira vez.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,09%

  • DAX (Alemanha), -0,08%

  • CAC 40 (França), +0,81%

  • FTSE MIB (Itália), -0,29% 

  • STOXX 600, +0,14% 

‘Commodities’

  • Petróleo WTI, +0,05%, a US$ 83,30 o barril

  • Petróleo Brent, +0,02%, a US$ 87,35 o barril

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 3,09%, a 769,00 iuanes, o equivalente a US$ 111,85 

Brasil

Ibovespa 

Ibovespa fecha em alta. (Foto: Divulgação)
Ibovespa fecha em alta. (Foto: Divulgação)

O Ibovespa fechou em alta de 0,64% nesta quarta-feira (12), aos 106.889 pontos, após ter chegado a superar os 108 mil pontos na máxima do dia. O principal índice da Bolsa brasileira teve mais um pregão de alta, seu terceiro na sequência, continuando a movimentação da véspera. O dólar, por sua vez, caiu mais de 1% e fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em 10 meses.

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