Bolsas mistas após alta do Fed; inflação PCE nos EUA, PIB do Brasil e mais

Bolsas mistas após alta do Fed; inflação PCE nos EUA, PIB do Brasil e mais (Foto: Pexels)

As bolsas amanheceram mistas nesta quinta-feira (01). Os índices futuros dos EUA operam em baixa, enquanto bolsas da Europa e mercados asiáticos sobem após o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, confirmar que o ritmo de aumento das taxas de juros pode ser menor a partir da próxima reunião do comitê de política monetária, em dezembro. 

No entanto, ele alertou que provavelmente restaurar a estabilidade de preços exija manter a política em um nível restritivo por algum tempo. Além disso, uma série de mudanças nas restrições da Covid na China nas últimas horas aumentou as esperanças de que um afrouxamento mais amplo esteja a caminho. 

Em indicadores, investidores esperam pela publicação do índice de preços para despesas e consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), considerado o favorito do Fed para mensurar a inflação. O consenso Refinitiv prevê uma desaceleração do indicador em outubro, crescendo 0,3% na comparação com setembro – de agosto para setembro o PCE avançou 0,5%. 

Por aqui, destaque para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do terceiro trimestre deste ano. No campo corporativo, a Petrobras (PETR4) anunciou que pretende investir US$ 78 bilhões no período entre 2023 e 2027, alta de 15% em relação ao plano anterior (2022-2026). 

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em leve baixa nesta manhã de quinta-feira (1), após os fortes ganhos da véspera, depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, confirmou que o banco central diminuirá o ritmo de sua agressiva campanha de aumento de juros. 

O foco dos investidores hoje se volta para as solicitações de seguro-desemprego semanal, antes do tão esperado relatório de empregos (payroll) de novembro, que será divulgado na sexta-feira (2). Espera-se que o payroll forneça mais clareza sobre o mercado de trabalho e se ele continua desacelerando. Economistas consultados pela Reuters estimam que a economia criou 200 mil empregos em novembro, uma desaceleração em relação à outubro. 

Também é esperado o índice de preços para despesas e consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), considerado o índice de inflação favorito do Fed. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,06% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,03% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,05% 

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com alta no primeiro pregão de dezembro, após Fed sinalizar redução do ritmo de aperto monetário e afrouxamento de restrições na China. 

O vice-primeiro-ministro Sun Chunlan disse em uma reunião ontem (30) que a China enfrenta uma nova situação da Covid à medida que a natureza patogênica da variante Omicron enfraquece, a vacinação se torna mais comum e há um acúmulo de experiência com prevenção e controle do vírus. 

No front econômico, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de Manufatura Caixin/Markit da China atingiu 49,4, acima das expectativas, marcando o quarto mês consecutivo de contração. 

  • Shanghai SE (China), +0,45% 

  • Nikkei (Japão), +0,92% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,75% 

  • Kospi (Coreia do Sul), +0,30% 

Europa

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

A maioria dos mercados europeus também avança nesta quinta-feira, após o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmar que aumentos menores nas taxas de juros poderiam começar em dezembro. 

No contexto econômico da Zona do Euro, a inflação caiu mais do que o esperado em novembro, alimentando as esperanças do mercado de que o crescimento recorde dos preços em todo o bloco atingiu o pico e o Banco Central Europeu começará a desacelerar seus aumentos nas taxas de juros no próximo mês. 

A taxa de desemprego da Zona do Euro de outubro atingiu 6,5%, ligeiramente abaixo do consenso, que previa taxa de 6,6%. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,14% 

  • DAX (Alemanha), +0,59% 

  • CAC 40 (França), -0,03% 

  • FTSE MIB (Itália), +0,45% 

‘Commodities’

As cotações do petróleo sobem nesta quinta-feira (1), após sinalizações de oferta mais restrita e pelo otimismo com a recuperação da demanda da China. 

  • Petróleo WTI, +0,32%, a US$ 80,81 o barril 

  • Petróleo Brent, +0,29%, a US$ 87,22 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,07%, a 766,50 iuanes, o equivalente a US$ 108,30 

Brasil

Ibovespa 

Ibovespa fecha em alta (Foto: Pexels)
Ibovespa fecha em alta (Foto: Pexels)

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 1,42%, chegando aos 112.486 pontos, na máxima do dia. O giro financeiro do pregão foi de R$ 39,9 bilhões. Contudo, no primeiro mês “cheio” após o resultado das eleições presidenciais, o índice acumulou queda de 3,06%. 

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