Bolsas da Europa e futuros dos EUA sobem antes de inflação nos EUA

Futuros e bolsas aguardam por CPI (Foto: Pexels)

As bolsas da Europa e os índices futuros de Nova York operam em alta na manhã desta quarta-feira (10), enquanto os mercados asiáticos fecharam em baixa. A grande expectativa do mercado hoje é a última leitura do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de julho. 

O dado, previsto para ser divulgado às 9h30 (horário de Brasília), deve ‘nortear’ o ritmo dos aumentos da taxa de juros do Federal Reserve (Fed). Segundo o Refinitiv, o CPI deve registrar avanço de 0,2% em julho. 

A temporada de balanços continua ativa no mercado norte-americano, com a divulgação dos resultados trimestrais da Disney após o fechamento dos mercados. 

Na Ásia, as ações registraram queda hoje, com os investidores ainda digerindo os dados de inflação da China e aguardando o relatório do CPI dos EUA. 

Estados Unidos 

Mercado americano teme recessão global. (Foto: Pexels)

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta manhã, com o mercado aguardando a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), que irá ‘nortear’ se os preços do mercado se estabilizaram. 

Economistas especulam que o relatório mostre que a inflação desacelerou um pouco, liderada pela queda nos preços do petróleo. 

Veja o desempenho dos mercados futuros: 

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,25% 

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,33% 

  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,45% 

Ásia 

Nesta quarta-feira (10), os mercados fecharam em baixa — com os investidores monitorando os dados de inflação da China, aguardando o relatório do CPI dos Estados Unidos e ainda digerindo os dados de inflação da China. 

O índice de preços ao produtor da China para julho subiu 4,2% em relação ao ano anterior, abaixo dos 4% especulados pelo mercado. Ainda segundo o relatório, os preços ao consumidor registram uma alta de 2,7% em julho em comparação com o mesmo período de 2021 — o maior desde julho de 2020.  

“As pressões inflacionárias subjacentes permanecem limitadas na China porque os bloqueios esporádicos pesaram nos gastos do consumidor e na atividade econômica geral”, disse Carol Kong, associada sênior de economia internacional e estratégia cambial do Commonwealth Bank, em nota à imprensa antes da divulgação dos dados. “O impulso inflacionário relativamente moderado da China contrasta com a inflação persistentemente forte dos EUA”, disse a nota. 

  • Shanghai SE (China), -0,54% 

  • Nikkei (Japão), -0,65% 

  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,96% 

  • Kospi (Coreia do Sul), -0,90% 

Europa 

Mercado europeu adota medidas para conter inflação. (Foto: Pexels)

Os mercados da Europa operam com ganhos, também aguardando pelos dados do CPI. Nos dados econômicos, a inflação de preços ao consumidor alemão no final de julho ficou em 7,5% ano a ano e 0,9% mensalmente, aproximadamente em linha com as expectativas. 

No cenário executivo, Ahold Delhaize, ABN AMRO, E.On, TUI Group, Metro, Deliveroo, Prudential e Aviva estavam entre as principais empresas que reportaram seus resultados durante a sessão. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,03% 

  • DAX (Alemanha), +0,32% 

  • CAC 40 (França), +0,04% 

  • FTSE MIB (Itália), +0,38% 

‘Commodities’ 

O preço do baril de petróleo recuou após dados da indústria demonstrarem que os estoques de petróleo dos Estados Unidos subiram na semana passada — demonstrando que a demanda pode ter sido enfraquecida. 

Os estoques de petróleo dos EUA subiram cerca de 2,2 milhões de barris na semana encerrada em 5 de agosto, segundo American Petroleum Institute (API). 

  • Petróleo WTI, -0,63%, a US$ 89,93 o barril 

  • Petróleo Brent, -0,62%, a US$ 95,71 o barril 

  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,70%, a 724,50 iuanes, o equivalente a US$ 131,95 

Bitcoin 

  • Bitcoin, -2,93% a US$ 23.112,33 (em relação à cotação de 24 horas atrás) 

Brasil 

Ibovespa avança 0,23% 

Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)
Ibovespa acumula alta. (Foto: Pexels)

O Ibovespa fechou em alta de 0,23% nesta terça-feira (09), chegando aos 108.651 pontos – a sexta alta consecutiva. O principal índice da Bolsa brasileira fechou mais um dia no verde e se saiu melhor do que seus pares americanos, que sofreram com os números de Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

O índice brasileiro foi impulsionado pela performance do Itaú (ITUB4), que acumulou alta de 2,61% após publicar seu balanço na noite de ontem. O setor de Mineração também foi destaque, com Vale (VALE3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) avançando, respectivamente, 2,07%, 2,05% e 1,61%. 

As varejistas e empresas de crescimento foram as que mais sofreram com o bloco da curva de juros. Natura (NTCO3), Méliuz (CASH3) e Petz (PETZ3) recuaram, consecutivamente, 9,62%, 8,96% e 6,78%. A CVC (CVCB3) foi a maior queda, com menos 10,96%, após o JP Morgan rebaixar a recomendação da ação para neutra e diminuir preço-alvo. 

Agenda

No Brasil, após a divulgação do IPCA de julho reforçar a sinalização da ata do Copom para fim do ciclo de alta da Selic em 13,75%, hoje serão divulgados os dados de vendas de varejo de junho. 

Em relação aos balanços, haverá a divulgação de 3R Petroleum (RRRP3), Aliansce Sonae (ALSO3), Banco do Brasil (BBAS3), Braskem (BRKM5), BRF (BRFS3), Minerva (BEEF3) e várias outras empresas hoje. 

Taxa de desemprego vai para 8% antes de o ano acabar, diz Guedes 

Nesta terça-feira (09), o ministro da Economia, Paulo Guedes, projetou uma taxa de desemprego no caindo para 8% no Brasil até o fim deste ano. 

“O Brasil vai surpreender. A taxa de desemprego, que era 12% quando a doença chegou, foi a 14,9%, quase 15%, voltou para 12%, 11%, 10%, 9,3%, e vai para 8% antes de o ano acabar. E 8% não se vê desde 2003, 2004”, disse o ministro durante cerimônia de abertura do congresso da Abrasel, associação que reúne bares e restaurantes. “Vamos terminar com a menor taxa de desemprego em 10 ou 15 anos”, acrescentou. 

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