Nesta sexta-feira (28), os mercados asiáticos fecharam em baixa, seguindo a direção das bolsas da Europa e índices futuros dos EUA, com investidores repercutindo o aumento de juros na Europa, resultados corporativos e à espera de dados da inflação americana.
As ações da Amazon pressionaram os índices de Nova York após resultados decepcionantes relatados na véspera. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), indicador de inflação preferido do Federal Reserve, sai às 9h30 (horário de Brasília) e pode confirmar sinalizações de que o BC americano já considera reduzir o ritmo do aperto monetário em dezembro, pois a inflação estaria cedendo.
Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) elevou novamente suas taxas de juros em 75 pontos-base e disse esperar aumentar ainda mais as taxas para assegurar o regresso da inflação à meta de médio prazo de 2%.
No Brasil, a dois dias do segundo turno das eleições e no último pregão antes do segundo turno, as atenções se voltam para as expectativas sobre o debate presidencial entre o ex-presidente Lula e o atual presidente Jair Bolsonaro na TV Globo nesta noite, após uma semana de forte volatilidade para o mercado.
Em indicadores, o IGP-M, índice usado para reajustar alguns contratos de aluguel, sai às 8h e o Itaú prevê deflação mensal de 0,9%, de setembro para outubro.
Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta manhã, após resultado fraco da Amazon adicionar pressão à derrocada das gigantes de tecnologia.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro (EUA), -0,32%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,81%
Nasdaq Futuro (EUA), -1,19%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em baixa, com destaque para as ações de Hong Kong, que caíram para seus níveis mais baixos desde abril de 2009.
As ações de semicondutores tiveram queda depois que o subsecretário de Comércio dos EUA, Alan Estevez, disse esperar um acordo iminente com aliados para limitar algumas exportações relacionadas a chips para a China.
Shanghai SE (China), -2,25%
Nikkei (Japão), -3,66%
Hang Seng Index (Hong Kong), -0,88%
Kospi (Coreia do Sul), -0,89%
Europa

Enquanto isso, os mercados europeus operam no vermelho, com os investidores digerindo a decisão do Banco Central Europeu de aumentar sua taxa de juros em 75 pontos-base, juntamente com uma enxurrada de resultados corporativos.
Do lado econômico, o Produto Interno Bruto da Alemanha aumentou 0,3% em relação ao trimestre anterior, apesar do país enfrentar alta inflação e preocupações com energia.
FTSE 100 (Reino Unido), -0,80%
DAX (Alemanha), -0,96%
CAC 40 (França), -0,59%
FTSE MIB (Itália), -1,08%
‘Commodities’
As cotações do petróleo registraram recuo frente ao enfraquecimento do dólar, mas estavam a caminho de um ganho semanal devido às preocupações sobre o aperto da oferta com o corte pendente das importações da Rússia para Europa.
Petróleo WTI, -1,06%, a US$ 88,14 o barril
Petróleo Brent, -0,66%, a US$ 96,32 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 4,87%, a 624,50 iuanes, o equivalente a US$ 86,08
Brasil
Ibovespa sobe 3%

Nesta quinta-feira (27), o Ibovespa fechou em alta de 1,66%, chegando aos 114.640 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira teve seus últimos 30 minutos de pregão um tanto atípicos – por volta das 16h40 ele subia cerca de 1,75%, saltou para uma máxima de 3,08%, mas acabou perdendo a alta.
Os principais destaques do mercado foram empresas ligadas ao mercado interno. As ações ordinárias da Yduqs (YDUQ3) subiram 11,14%, as da Magazine Luiza (MGLU3), 7,93% e as da Qualicorp (QUAL3), 7,25%.
Do lado negativo, as ações ordinárias da Vale (VALE3) perderam 3,56%, acompanhando o recuo de mais de 5% do minério de ferro na China.
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