As bolsas mundiais abriram o ano em alta. O ano começou oficialmente nesta terça-feira (3) para a maioria dos mercados globais e os indicativos são positivos após um 2022 difícil marcado por inflação alta, políticas monetárias restritivas e impactos diretos e indiretos da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Os índices futuros de Nova York e a maioria das Bolsa da Ásia voltaram do feriado prolongado de fim de ano em alta à espera de indicadores de peso do mercado. Nos EUA, haverá a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve do ano passado nesta quarta-feira (04) e a pesquisa de vagas de emprego e rotatividade de trabalho, mais conhecida como Jolts.
Também estão agendados vários discursos de presidentes do Fed para quinta (05) e sexta-feira (06). Antes disso, serão divulgados hoje o PMI industrial referente a dezembro e os gastos com construção locais.
No Brasil, são aguardadas posses de mais ministros governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Assumem os cargos hoje os titulares das pastas de Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; Pesca, André de Paulo; e Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.
Os investidores também esperam alguma sinalização que o novo governo não deve mostrar irresponsabilidade fiscal nesse início de gestão, após medidas preocupantes do ponto de vista da renúncia fiscal, como a prorrogação das isenções de impostos federais sobre a gasolina por dois meses e do diesel e gás de cozinha por tempo indeterminado.
Ontem, por conta dessas notícias, o dólar fechou em alta de 1,51%, cotado a R$ 5,3597, e o Ibovespa registrou queda de 3,06%.
Estados Unidos

Enquanto os investidores ajustam seus portfólios em busca de oportunidades, os futuros vinculados ao Dow Jones Industrial Average subiam nesta manhã.
Dow Jones Futuro (EUA), +1,03%;
S&P 500 Futuro (EUA), +1,12%;
Nasdaq Futuro (EUA), +1,20%
Ásia
Na Ásia, 2023 também começou positivo, com as ações de Hong Kong produzindo o melhor início de ano desde 2018, elevando o mercado para uma alta de quatro meses.
Shanghai SE (China), +0,88%;
Nikkei (Japão), Feriado;
Hang Seng Index (Hong Kong), +1,84%;
Kospi (Coreia do Sul), -0,31%.
Europa

Os mercados europeus abriram em forte alta, com os investidores também avaliando a reabertura da China e esperando os dados macroeconômicos norte-americanos dos próximos dias e os indicadores locais.
Na Alemanha, a taxa de desemprego fecho o ano passado em 5,5%.
FTSE 100 (Reino Unido), +2,18%;
DAX (Alemanha), +1,45%;
CAC 40 (França), +1,41%;
FTSE MIB (Itália), +1,54%.
‘Commodities’
Petróleo WTI, +0,41%, a US$ 80,59 o barril;
Petróleo Brent, +0,26%, a US$ 86,13 o barril;
Minério de Ferro: -0,41%, a US$ 123,35
Brasil
Ibovespa

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 3,06%, aos 106.376 pontos. O giro financeiro da sessão foi de R$ 15,4 bilhões.
Grandes empresas da bolsa, como a Petrobras (PETR3, PETR4) sofreram forte queda, com o discurso mais intervencionista do novo governo, criticando a atual política de preços da petrolífera e afastando qualquer possibilidade de privatização da empresa.
Banco do Brasil (BBAS3) também sentiu a pressão negativa e fechou em queda de 4,23%.
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