O risco-país mede a probabilidade de um país não cumprir suas obrigações financeiras, refletindo a confiança dos investidores na capacidade e disposição de honrar dívidas. Também abrange a possibilidade de que mudanças no ambiente econômico afetem negativamente o valor dos ativos de investidores estrangeiros e os lucros esperados.
Ao investir, é importante analisar alternativas, fundamentos, ratings e questões macroeconômicas para identificar nações alinhadas às estratégias do investidor. O risco-país é um fator crucial nessa análise, abrangendo categorias como risco político, mercadológico e geográfico.
No mercado financeiro globalizado, investidores buscam oportunidades com menores riscos em países que oferecem bons ganhos e capacidade de pagamento. O risco-país reflete a confiança do mercado na economia e capacidade de pagamento de uma nação, considerando aspectos políticos, sociais e fiscais que afetam a estabilidade financeira.
Instabilidade política, problemas econômicos e incertezas regulatórias podem aumentar o risco-país, levando investidores a exigir retornos maiores. O risco-país é medido pelo Credit Default Swap (CDS) de 5 anos, que indica o risco de calote em empréstimos. Quanto mais alto o CDS, maior o risco.
Outras formas de medir o risco-país incluem o Índice EMBI, que mede o spread dos títulos de dívida de países emergentes em relação aos títulos do Tesouro dos EUA, e as notas de crédito atribuídas por agências de rating como Moody’s, S&P e Fitch. Indicadores econômicos, políticos e sociais também são analisados.
Atualmente, o risco-país do Brasil é o segundo mais alto entre os integrantes do G20, com uma alta de 33 pontos desde janeiro de 2024, acumulando 166 pontos até o final de junho. A Argentina lidera na América do Sul com 1.133 pontos, refletindo sua crise econômica. O risco-país do Brasil é o maior desde novembro de 2023, impulsionado pela incerteza fiscal.
O endividamento, déficit fiscal, inflação, câmbio desvalorizado e instabilidade política são fatores que influenciam o risco-país. Mudanças frequentes de governo, conflitos internos e falta de governança aumentam a pontuação, gerando incertezas sobre a continuidade das políticas econômicas.
Reservas cambiais adequadas ajudam a estabilizar a moeda e garantir a capacidade de honrar obrigações internacionais. Esses fatores influenciam o PIB e o desempenho da economia, com impacto em indicadores como inflação, desemprego e balança comercial. Quanto maior o risco-país, maiores as taxas de juros que o país precisará pagar para atrair capital e maior o custo da dívida externa.

