O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) desacelerou neste mês. Estando 9,9% mais alto em agosto deste ano ante os 10,1% apresentados em julho do ano passado. As informações foram divulgadas pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) do Reino Unido nesta quarta-feira (14).
O resultado não surpreendeu o mercado, que já previa estes números para o Reino Unido. Especialistas ouvidos pelo ‘Wall Street Journal’ previam o avanço de 9,9%. Com relação ao mês anterior, os preços subiram 0,5%, abaixo da previsão de analistas de 0,6%. O núcleo do CPI avançou 6,3% na comparação anual, dentro da expectativa dos analistas.
A queda do preço dos combustíveis para motores no Reino Unido foi a maior contribuição descendente para a variação das taxas de inflação anuais entre julho e agosto de 2022, afirma o ONS. Já o aumento nos alimentos foi o que mais contribuiu para cima na variação das taxas, aponta.
Reino Unido enfrenta greves e boicotes por alta de preços
O Reino Unido está imerso em uma crise há semanas devido ao aumento do custo de vida. O cenário não tem impactado apenas a economia da região, mas também o dia a dia dos trabalhadores. A situação tem desencadeado uma grande frustração entre seus cidadãos, dando origem a um número cada vez maior de greves e ao surgimento de iniciativas de boicote às contas de luz e gás.
A onda de greves de trabalhadores cujo salário não dura até o fim do mês devido à alta dos preços foi apelidada de “verão do descontentamento” pela imprensa britânica, em alusão aos protestos registrados no final da década de 1970 em meio a uma grave crise econômica.
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