PIB brasileiro no 3º tri, “payroll” nos EUA e discurso de Jerome Powell: o que esperar na semana

Bolsas registram queda; PIB EUA, relatório do BC e outros (Foto: Instagram)

A última semana de novembro será marcada por uma série de indicadores de peso, tanto no cenário internacional quanto no nacional. No Brasil, os agentes de mercado continuam monitorando os movimentos do governo de transição. As incertezas com relação à política fiscal e equipe econômica de Lula seguem impedindo a Bolsa brasileira de ganhar tração — pelo contrário, tem alimentado sentimentos de aversão ao risco. 

PIB é destaque

O principal destaque da agenda de indicadores econômicos é a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do terceiro trimestre deste ano, na quinta-feira (1). Na sexta-feira (2), sai o indicador de atividade industrial referente ao mês de outubro e o Itaú prevê avanço de 0,5% em relação a setembro — na comparação anual, projeta crescimento de 2%. 

Haverá ainda a divulgação de dados de emprego nessa semana. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é esperado para quinta-feira e a PNAD Contínua para quarta (30). Na segunda-feira (28), o Banco Central divulgará a taxa de inadimplência mensal e os estoques de crédito. Na terça-feira (29), sai o resultado primário do governo em outubro e na quarta (30), os resultados nominais do setor público, assim como a relação dívida líquida/PIB. 

Cenário dos Estados Unidos 

O ponto alto da agenda de indicadores dos Estados Unidos é a sexta-feira (2) quando será divulgado o payroll, compilado de dados oficiais do mercado de trabalho americano. A média de projeções do mercado também aponta para uma taxa de desemprego estável, em 3,7%. O Banco Central americano vai acompanhar o dado com atenção, já que o mercado de trabalho tem sido um dos principais geradores de inflação no país, segundo o Federal Reserve. 

Antes do payroll, haverá a divulgação do relatório JOLTS, a ser divulgado na quarta-feira, com as vagas em aberto no mercado de trabalho americano – o consenso Refinitv prevê que esse número venha em 10,3 milhões em outubro. Nesse mesmo dia sai a pesquisa ADP, com a criação de vagas no setor privado. A média das projeções do mercado aponta para a abertura de 200 mil postos de trabalho em novembro. 

O grande destaque da quarta-feira é o aguardado discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, que poderá trazer novas pistas sobre a política de aperto monetário do país. A próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a última do ano, será realizada em 14 de dezembro. O monitor de juros, do CME Group, mostra que 75% dos agentes de mercado esperam por uma desaceleração no ritmo de aperto, prevendo uma alta de 50 pontos base (após quatro altas consecutivas de 75 pontos). 

Ainda na agenda americana de indicadores, tem o Livro Bege, na quarta-feira. O índice de preços para despesas e consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), considerado o favorito do Fed para mensurar a inflação, será divulgado na quinta. O consenso Refinitiv prevê uma desaceleração do indicador em outubro, crescendo 0,3% na comparação com setembro – de agosto para setembro o PCE avançou 0,5%. 

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