Você sonha em entrar na renda variável, mas ainda se sente perdido? Sem saber ao certo o que fazer, quais ativos comprar e quantos ativos deve ter? Ao começar no mundo dos investimentos, muitas pessoas ficam maravilhadas com a capacidade de lucrar com os ‘juros compostos’. Afinal, aumentar o seu capital com a quantia que você já tinha investido parece magia, não é mesmo?
No entanto, o grande erro de muitos investidores é começar a investir sem estudar pelo “calor da emoção”. Afinal, é necessário entender no que você está investindo para conseguir gerir sua carteira da melhor forma possível.
Afinal, o que é a tão falada renda variável? Antes de explicarmos a quantidade ideal de ativos de se ter, precisamos explicar este investimento.
O que é a renda variável?
Renda variável é todo tipo de investimento que não garante nem um ganho fixo, nem a devolução do total aplicado. Pode variar para mais ou para menos.
Dessa forma, o investidor de renda variável pode ganhar ou perder dinheiro, pois o valor do ativo — sejam ações, ouro ou Fundos Imobiliários — oscilam durante o período. Não é possível saber com antecedência o quanto o dinheiro renderá — como acontece na renda fixa — e pode receber de volta até menos do que investiu.
Conheça os riscos:
O investidor de renda variável corre o risco de perder dinheiro na hora que for resgatar o seu investimento se o ativo estiver valendo menos do que quando aportou. Há o risco de resgatar menos do que foi aplicado, mas também a possibilidade de perder todo o investimento, como em alguns contratos de derivativos.
Justamente por este motivo, a renda variável não é recomendada para o curto prazo, por isso, não serve como uma reserva de emergência. Historicamente, eles são excelentes opções para o longo prazo. As ações, por exemplo, costumam bater os produtos de renda fixa, como o Tesouro Direto com o passar dos anos.
A importância de diversificar para diluir riscos
A diversificação se refere a investir em múltiplos ativos, uma estratégia usada por investidores iniciantes e avançados para proteger o seu patrimônio e diluir os riscos de perdas e aumentar os ganhos.
A lógica é simples: se todos os seus investimentos estiverem apenas em uma cesta, e essa cesta cair, você perde tudo. Se você distribuir em várias cestas, consegue reduzir o risco de acidentes.
A maior vantagem desta estratégia é reduzir os riscos de suas aplicações e garantir uma rentabilidade maior visando o longo prazo. É possível diversificar em apenas uma categoria de investimentos ou nas duas, alocando o seu patrimônio em renda fixa e variável.
Um exemplo: Se você colocou todo o seu dinheiro em uma ação, e essa ação desvalorizar, todo o seu dinheiro se desvaloriza. Se, por outro lado, seu dinheiro estiver distribuído em vários investimentos, a queda dessa ação te protege e você perde apenas uma parte do seu patrimônio.
Quantidade ideal de ativos
Apesar de não haver um consenso, a quantidade de ativos que a pessoa deve ter depende muito do objetivo de cada um — em especial em carteiras de longo prazo. O número dependerá da relação risco x retorno, do perfil do investidor, do tamanho do patrimônio, dos tipos de empresas e da diversificação entre setores.
Embora não haja um consenso entre o mercado, para a diversificação o ideal é ter ao menos 10 ações de 10 setores diferentes — visando a proteção. O número máximo vai depender da característica de cada investidor, seus objetivos e prazo de investimento.

