Desde o início desta semana, o que o mercado mais tem comentado e especulado é a taxa de juros do Federal Reserve (Fed), que deve ser decidida pelos membros do FOMC logo mais, ‘norteando’ a política monetária norte-americana neste segundo semestre.
O FOMC, comitê de política monetária, pode ser comparado ao Copom, reunião que define a taxa Selic, conhecida como a principal taxa de juros do Brasil. Ambos são comitês que tem como foco ‘nortear’ a política monetária nacional com base no cenário econômico de seus respectivos países.
Afinal, o que é o FOMC?
O Federal Open Market Committee (FOMC) é um órgão público ligado ao Federal Reserve, o Fed, que corresponde em uma analogia ao nosso Banco Central. Assim como o Copom, o FOMC é o órgão responsável por definir a taxa básica de juros dos EUA.
Componentes do FOMC
Ao longo do ano, os seus membros se encontram de tempos em tempos para avaliar o cenário econômico e definir a taxa de juros. São oito reuniões anuais visando traçar os melhores rumos para a política monetária nacional prospectando que o Fed consiga controlar aspectos econômicos, como a inflação, por exemplo.
Ao todo, são 17 membros participantes do FOMC, dos quais 12 tem direito a voto. Dentre os votantes, estão o mandatário do Fed de Nova York, sete conselheiros do Federal Reserve Board e quanto presidentes dos outros Reserve Banks.
Objetivos do FOMC
O seu grande objetivo é nortear a política monetária dos Estados Unidos. Assim, o FOMC é responsável por definir três taxas da economia — que podem adotar uma política econômica expansionista ou contracionista.
No primeiro caso, o foco é aumentar a oferta de dinheiro disponível no mercado. Neste caso, as taxas podem ser fixadas em valores mais baixos, já que desta forma o custo de crédito é reduzido e mais dinheiro circula na econômica nacional.
Além disso, neste caso os títulos públicos deixam de pagar taxas tão atrativas e o capital injetado no estado acaba sendo diluído no próprio mercado.
Quando o consumo está desenfreado, esse ciclo tem fim e o FOMC passa a intervir na economia para elevar as suas taxas. Esta ação faz com que o custo do crédito se eleve e ele acabe sendo menos ofertado no mercado, tornando os títulos do governo mais atraentes.
Assim, a oferta de dinheiro diminui no mercado, causando um movimento de contração da economia.
Qual a importância?
O FOMC é um dos eventos mais aguardados pelo mercado financeiro mundial justamente por dar indícios de como os Estados Unidos enxerga a sua situação econômica e qual a posição das autoridades.
A decisão do órgão impacta não só as Bolsas de Valores norte-americanas, como também a de seus parceiros comerciais, como as Bolsas da Ásia, da Europa e também do Brasil.
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