Com a chegada de 2024, além do traçar de metas e anseios para o ano que está começando, passa a valer uma nova carteira teórica do Ibovespa (IBOV). Considerado o principal índice da bolsa de valores do Brasil, a B3, a nova seleção de papéis, que entrou em vigor na última terça-feira, 2, e valerá até o 3 de maio, conta com 87 papéis de 84 empresas brasileiras.
A nova carteira teórica não contou com a saída de nenhum ativo, apenas a adição da Isa Cteep (TRPL4), que entra com peso de 0,444%. Além disso, outro destaque da nova carteira foi a manutenção da ação do Grupo Casas Bahia (BHIA3).
Na primeira versão da prévia da carteira teórica, especulada anteriormente por especialistas na internet, o papel da Casas Bahia, um dos que mais sofreu desvalorização ao longo do ano de 2023, havia sido excluída do principal índice de valores do país.
No entanto, o papel voltou a aparecer na segunda prévia da carteira do Ibovespa após a empresa realizar grupamento de ações, movimento no qual a empresa opta por diminuir a sua quantidade de ações em circulação e aumentar o preço por ação na mesma proporção, visando no índice.
Ativos com maior peso no Ibovespa
Seguindo o que tem sido visto nos últimos anos, os ativos com maior peso na composição do Ibovespa seguem sendo papéis já amplamente conhecidos do público investidor que acompanha o mercado financeiro, sem grandes alterações.
Confira abaixo as cinco maiores empresas com maior peso na composição do Ibovespa:
Vale (VALE3) (14,1603%)
Petrobras (PETR4) (7,4321%)
Itaú Unibanco (ITUB4) (7.1255%)
Petrobras (PETR3) (4,40543%)
Bradesco (BBDC4) (3,844%)
Assim como em anos anteriores, o setor financeiro permanece como o de maior representatividade na carteira, cerca de 26,31%, seguido por materiais básicos (19.72%), petróleo (16.98%) e utilidade pública (11.79%).
Vale destacar que os ativos que irão compor as carteiras do Ibovespa e dos demais índices da bolsa brasileira é revisada de quatro em quatro meses, sendo divulgadas sempre em janeiro, maio e setembro.
Para que um ativo entre na carteira do Ibovespa precisa seguir alguns requisitos, como os abaixo:
Serem negociadas em 95% dos pregões no período de vigência das últimas três carteiras (aproximadamente 1 ano);
Registrarem movimentação financeira equivalente a pelo menos 0,1% do volume financeiro do mercado à vista no mesmo período;
Estarem entre os ativos que representem 85% em ordem decrescente de Índice de Negociabilidade (IN), que mede a quantidade de um ativo negociado na bolsa;
Não serem penny stock (ações negociadas por valor abaixo de R$ 1).

