Durante a sua visita aos Estados Unidos, o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não pretende tomar posição na disputa entre Estados Unidos e China — ambos aliados comerciais do Brasil. A fala foi dada em entrevista para a TV Globo durante sua visita a Washington.
“O Brasil tem um superávit muito grande com a China e a gente quer manter essa grande exportação (…) e quer manter o crescimento das exportações para os EUA (…) Eu não vou participar de Guerra Fria com ninguém”, afirmou Lula.
O presidente brasileiro, que deve ir a Pequim em março, diz querer ter uma “belíssima relação” tanto com os EUA como com a China. “Precisamos dizer para eles que não estamos precisando de mais Guerra Fria. Ela construiu conflitos, e nós não queremos mais conflitos”, afirmou.
No entanto, Lula disse que o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia pode ser uma forma de competir comercialmente com Estados Unidos e China.
“A Europa tem que compreender que, junto com a América do Sul, a gente pode formar um bloco ainda muito mais forte para negociar com as duas potências, que estão muito distantes do restante dos países”, afirmou.
Vale ressaltar que um acordo entre Mercosul e União Europeia ainda precisa da aprovação dos parlamentos dos países membros dos dois blocos.
Impressões sobre Biden
Na entrevista à Globo, Lula também disse que o encontro com o presidente Joe Biden, na última sexta (10), “deu liga”. Segundo o presidente brasileiro, a proximidade do americano com os movimentos sindicais do seu país criou uma “proximidade” entre os líderes.
“A visão dele sobre o papel do sindicato é muito importante. Quanto mais forte for o sindicato, mais a democracia será fortalecida (…) Acho que ele entende isso, eu entendo isso. Posso dizer que vamos nos dar muito bem”, afirmou.
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