Lula e Fernández anunciam estudos para criar ‘moeda sul-americana comum’

Lula e Fernández anunciam estudos para criar ‘moeda sul-americana comum’ (Foto: Pexels)

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Alberto Fernández, confirmaram neste domingo (22) a intenção de criar uma moeda comum sul-americana para transações comerciais e financeiras.

O texto assinado pelos chefes de Estado, à véspera do primeiro encontro bilateral entre presidentes dos dois países em mais de três anos, foi publicado no diário argentino Perfil.  

“Pretendemos quebrar as barreiras em nossas trocas, simplificar e modernizar as regras e incentivar o uso de moedas locais. Também decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda sul-americana comum que possa ser usada tanto para fluxos financeiros quanto comerciais, reduzindo custos operacionais e nossa vulnerabilidade externa”, escreveram Lula e Fernández. 

No artigo, os presidentes ainda repudiaram todas as formas de extremismo antidemocrático e violência política, numa referência a invasão das sedes dos três poderes da República. “Os laços entre Argentina e Brasil se sustentam na consolidação da paz e da democracia. Queremos democracia para sempre. Ditadura nunca mais”.

Embora o diário não tenha um peso tão grande no Brasil, o artigo publicado no Perfil repercutiu de forma ampla em grandes veículos jornalísticos da Argentina, com o Clarin. O britânico Financial Times também repercutiu nesta segunda-feira (23) a criação da moeda comum. 

Segundo o Financial Times, o movimento encabeçado por Lula e Fernández pode criar a segunda maior moeda de um bloco econômico do mundo. No entanto, o ministro da economia argentino, Sergio Massa, afirmou ao veículo inglês que serão estudados os parâmetros necessários para uma moeda comum. 

Segundo o Clarin, a ideia de que Argentina e Brasil tenham uma moeda em comum para trocas comerciais transcendeu as rachaduras políticas entre os dois países. “Lula da Silva a propôs assim que foi eleito para seu primeiro mandato, em 2002, a ideia foi retomada anos depois pelos governos de Jair Bolsonaro e Mauricio Macri, e agora Lula e Alberto Fernández sonham com ela”, destacou o jornal argentino. 

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